-
PSG goleia Nice e recupera liderança do Campeonato Francês
-
Liverpool e Chelsea perdem e abrem caminho para Aston Villa em luta por vaga na Champions
-
Irã ataca instalação nuclear em Israel
-
Milan vence Torino e recupera vice-liderança do Campeonato Italiano
-
De Gaza ao Líbano, o cirurgião que opera crianças feridas na guerra
-
Guerra de Trump contra Irã abala indecisos às vésperas das eleições de meio de mandato nos EUA
-
Bayern goleia Union Berlin e segue líder isolado do Alemão
-
EUA afirma ter destruído instalação iraniana no Estreito de Ormuz
-
Arsenal x City: o discípulo Arteta e o professor Guardiola duelam pela Copa da Liga Inglesa
-
Arbeloa diz que Mbappé está '100%' antes de clássico contra Atlético de Madrid
-
Hezbollah confirma confrontos com exército israelense em duas cidades do sul do Líbano
-
Borussia Dortmund renova contrato do capitão Emre Can, apesar de lesão
-
Liverpool perde para Brighton e segue fora do G4 no Inglês
-
Reis do k-pop BTS fazem show de retorno em Seul
-
Iranianos celebram fim do Ramadã sem Khamenei
-
Lens goleia Angers (5-1) e assume liderança provisória do Francês, à frente do PSG
-
Juiz dos EUA declara restrições do Pentágono à imprensa como inconstitucionais
-
EUA autoriza venda e entrega de petróleo iraniano carregado em navios
-
Napoli sofre mas vence na visita ao Cagliari (1-0) e assume vice-liderança da Serie A
-
Manchester United fica em vantagem duas vezes, mas cede empate na visita ao Bournemouth (2-2)
-
Villarreal vence Real Sociedad (3-1) e sobe provisoriamente ao 3º lugar no Espanhol
-
Trump prevê 'reduzir' operações militares contra o Irã
-
Venda de maconha a turistas, uma 'mudança possível' no Uruguai
-
RB Leipzig goleia Hoffenheim (5-0) e assume 3º lugar no Alemão
-
PIB da Argentina cresceu 4,4% em 2025
-
Troféu da Copa do Mundo visita Chichén Itzá, berço do jogo de bola maia
-
Três homens são presos na França por suspeita de abuso sexual em escolas
-
Guerra ameaça protagonismo do Golfo no mapa esportivo global
-
Presidente colombiano é investigado nos EUA por suposta ligação com narcotraficantes
-
Jonathan Wheatley deixa chefia da Audi F1 e pode se transferir para Aston Martin
-
Khamenei afirma que Irã desferiu 'golpe fulminante' no inimigo
-
Lesionado, Mohamed Salah vai desfalcar Liverpool e Egito
-
Joan García está entre as novidades na lista de convocados da Espanha para amistosos de março
-
Ex-ministro da Segurança da Costa Rica acusado de narcotráfico é extraditado para os EUA
-
Argentina vai enfrentar Mauritânia em amistoso em Buenos Aires no dia 27 de março
-
Líder supremo Mojtaba Khamenei afirma que Irã desferiu 'golpe fulminante' no inimigo
-
Ernesto Valverde deixará cargo de técnico do Athletic Bilbao no final da temporada
-
Jihadista francês é condenado à prisão perpétua pelo genocídio de yazidis
-
Governo dos EUA processa Harvard por permitir o 'antissemitismo'
-
Fracassam novas investigações no caso contra chileno Zepeda por homicídio na França
-
Nadador australiano McEvoy bate recorde mundial nos 50m livre, que pertencia a César Cielo
-
Tuchel surpreende com lista de 35 convocados para amistosos da Inglaterra contra Uruguai e Japão
-
Lesionado, Alisson vai desfalcar seleção brasileira em amistosos contra França e Croácia
-
Julgamento de ex-líder do Sinn Féin, Gerry Adams, termina após acordo com vítimas do IRA
-
Bolsonaro segue na UTI após uma semana internado
-
Ator Chuck Norris morre aos 86 anos
-
Retorno do grupo sul-coreano BTS relembra o lado obscuro do K-Pop
-
Presidente da Conmebol diz que Argentina é bicampeã da Finalíssima
-
Cristiano Ronaldo vai desfalcar Portugal nos amistosos contra México e EUA
-
BTS lança novo álbum antes de seu tão aguardado retorno aos palcos
Machos alfa são raros entre os primatas, afirma estudo
Um estudo publicado nesta segunda-feira (7) refuta a ideia de uma dominância masculina amplamente difundida entre os primatas, o que oferece uma visão muito mais relativizada das relações entre os sexos opostos em macacos e lêmures.
"Durante muito tempo mantivemos uma visão completamente binária sobre a questão: pensava-se que uma espécie era dominada por machos ou por fêmeas, e que isso era um traço fixo. Recentemente, essa ideia foi questionada por estudos que mostraram que é muito mais complicado”, explica à AFP a primatologista Elise Huchard, primeira autora do estudo publicado na Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).
"Estamos apenas começando a nos perguntar sobre os fatores que influenciam essa flexibilidade", como a demografia do grupo ou a proporção macho/fêmea, afirma a pesquisadora do CNRS que trabalha na Universidade de Montpellier (sul da França).
Juntamente com colegas franceses e alemães, a especialista em babuínos-chacma explorou a literatura científica em busca de interações que pudessem revelar uma relação hierárquica entre primatas: agressão, ameaças ou comportamentos ritualizados de dominação-submissão, como quando um indivíduo sai espontaneamente do caminho de outro.
Um "trabalho de formiga" de cinco anos permitiu reunir dados de 253 populações que representam 121 espécies (lêmures, macacos, társios, lóris...).
Os especialistas descobriram que os enfrentamentos entre indivíduos de sexos opostos são muito mais frequentes do que se imaginava: em média, mais da metade desse tipo de interação dentro de um grupo envolvem uma fêmea e um macho.
O poderio dos machos sobre as fêmeas, que se traduz em mais de 90% dos enfrentamentos vencidos, um traço comum entre babuínos e chimpanzés, só foi observado em 17% dos casos analisados.
A dominação feminina foi observada em 13% dos casos, incluindo lêmures e bonobos.
Na grande maioria das espécies, os enfrentamentos podiam ser vencidos tanto por machos quanto por fêmeas.
- Controle reprodutivo -
Nos casos em que a dominação masculina é especialmente relevante, esse poderio é observado sobretudo nas espécies em que os machos têm uma clara superioridade física, seja por serem maiores ou por terem caninos mais desenvolvidos.
Ou ainda em espécies terrestres, nas quais as fêmeas têm menos facilidade para fugir ou se esconder em comparação com as que vivem nas árvores.
Em contrapartida, as fêmeas tendem a dominar nas sociedades onde exercem forte controle sobre a reprodução.
As fêmeas de babuínos, por exemplo, apresentam uma tumescência que aumenta durante a ovulação. Nesse período de alguns dias, o macho "resguarda" a fêmea, seguindo-a constantemente para garantir que nenhum outro competidor copule com ela.
Entre os bonobos, esse alteração nos tecidos "não é evidente", explica Huchard.
"Os machos nunca sabem quando (as fêmeas) estão ovulando. Portanto, elas podem copular com quem quiserem e quando quiserem com muito mais facilidade", continua. Isso lhes confere muito mais poder sobre os machos.
A dominância das fêmeas também é mais comum onde existe uma forte competição entre elas, particularmente quando "o macho cuida das crias".
"Monopolizá-lo se torna, então, um grande desafio", detalha a pesquisadora.
Nessas sociedades, as fêmeas costumam ser solitárias ou só aceitam a presença de um macho ao seu lado.
Com isso, surge uma monogamia muito ligada à dominância das fêmeas.
Podemos extrapolar esses resultados para os humanos? Nossas origens evolutivas (diferenças físicas entre os sexos, flexibilidade nos sistemas de acasalamento...) "não são necessariamente muito deterministas" no que diz respeito às relações homem-mulher, avalia Huchard.
Isto nos colocaria mais na categoria dos primatas sem dominância estrita de um ou outro sexo.
"Esses resultados corroboram muito bem o que sabemos sobre as relações homem-mulher entre caçadores-coletores, que são mais igualitárias do que nas sociedades de agricultores que surgiram posteriormente", afirma, destacando a importância de uma perspectiva interdisciplinar sobre o tema.
O.Krause--BTB