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Trump desmonta programas de diversidade nos Estados Unidos
O presidente americano, Donald Trump, determinou que os funcionários dos programas de diversidade entrem em licença remunerada antes da noite desta quarta-feira (22), e criticou a bispa de Washington por seu sermão a favor dos migrantes e dos transexuais.
Os funcionários que trabalham nos programas de diversidade, encerrados pelo republicano, entrarão em licença retribuída, afirmou a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, na rede X.
Ela confirmou, assim, uma mensagem do gabinete federal de gestão de pessoal, que pede para informar "a todos os funcionários dos escritórios DEIA (Diversidade, Equidade, Inclusão e Acessibilidade) que estão em licença administrativa remunerada com efeito imediato".
A administração "toma medidas para fechar/encerrar todas as iniciativas, escritórios e programas DEIA", acrescenta a mensagem, publicada no X na noite de terça-feira.
Além disso, Trump, que nesta quarta à noite tem prevista uma entrevista com a Fox, emissora preferida dos conservadores, pediu a demissão de mais de 1.000 funcionários da antiga administração democrata.
E criticou a bispa de Washington, Mariann Budde, por um sermão sobre "o medo" semeado pelo presidente americano entre os migrantes e os membros da comunidade LGTBQIAPN+.
"Esta pseudo-bispa (...) era uma radical de esquerda, que odeia Trump", escreveu o presidente nas primeiras horas da quarta-feira em sua plataforma, Truth Social.
"Tinha um tom desagradável e não foi convincente, nem inteligente", acrescentou o presidente, tachando o culto de "muito chato e pouco inspirador".
"Não é muito boa em seu trabalho. Ela e sua igreja devem desculpas ao público", avaliou.
Durante a cerimônia religiosa, em Washington, a bispa pediu que Trump, sentado na primeira fila ao lado de sua esposa, Melania, tivesse "misericórdia".
"A grande maioria dos migrantes não é de criminosos", disse a religiosa, dirigindo-se ao presidente, que franzia o cenho.
Pouco depois de ser empossado no cargo, Trump anunciou decretos contra a migração irregular e negou a existência de pessoas transgênero.
- "Não alinhadas" -
Trump quer se vingar da "traição" que, segundo ele, constituiu a eleição do democrata Joe Biden, em 2020.
Por isso, determinou à sua equipe "identificar ativamente e destituir mais de 1.000 pessoas nomeadas pela administração anterior".
São pessoas "que não estão alinhadas com a nossa visão", detalhou na rede Truth Social.
Ele afirmou que quatro delas já tinham sido "demitidas", entre elas o ex-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, Mark Milley, que era assessor, e da almirante Linda Fagan, nomeada por Joe Biden à frente da guarda-costeira dos Estados Unidos.
A nova administração também retirou a proteção policial de John Bolton, ex-conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca durante o primeiro mandato do republicano, que se tornou um crítico ferrenho.
E defendeu sua decisão de indultar 1.500 pessoas condenadas pela invasão ao Capitólio, em 6 de janeiro de 2021, para tentar impedir a certificação da vitória de Biden, ou de comutar as penas de algumas delas.
D.Schneider--BTB