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Frio e chuva ameaçam GP do Canadá de Fórmula 1
O Grande Prêmio do Canadá de Fórmula 1 deste domingo (24) corre o risco de ser afetado pela chuva e pelo frio em Montreal, em meio a temores das equipes sobre problemas de aderência dos pneus, acidentes e uma corrida prolongada.
Após um fim de semana com clima de primavera — céu limpo e 20 graus — os serviços meteorológicos canadenses preveem 40% de probabilidade de chuva no início da corrida, às 17h (horário de Brasília), 72% de umidade e temperatura máxima de 12 graus no circuito Gilles Villeneuve.
Essas condições preocupam pilotos e chefes de equipe, com alguns temendo um verdadeiro "caos" na pista, construída em uma ilha artificial no rio São Lourenço, que corta a maior cidade da província de Quebec.
Os carros temporada de 2026, com um novo chassi e aerodinâmica inédita, nunca competiram em uma corrida desde o início da temporada com pneus de chuva da Pirelli.
O piloto francês Pierre Gasly, da Alpine, alertou em entrevista coletiva na quinta-feira que todos ficariam "em choque" em caso de chuva no domingo.
Gasly explicou, com um sorriso irônico, que tinha acabado de voltar de dois dias de testes na chuva com pneus Pirelli no circuito de Nevers Magny-Cours, na França.
Se chover no domingo, "vai ser interessante para vocês! Eu fiz testes em Silverstone [Inglaterra] no dia 20 de janeiro e foi memorável, mas Magny-Cours foi outra história", brincou o piloto.
O monegasco Charles Leclerc, da Ferrari, confessou aos repórteres no sábado que está tendo um fim de semana "catastrófico" com seus freios e pneus, que não estão aquecendo adequadamente.
"Se chover no domingo, será ainda pior", disse Leclerc.
O padoque relembra o GP do Canadá de 2011, a corrida mais longa da história da F1, que durou quatro horas e quatro minutos, com a prova interrompida devido à chuva torrencial pela metade do tempo.
Caso a edição de 2026 seja interrompida por bandeiras vermelhas devido à falta de visibilidade ou acidentes, entre outros motivos, poderá durar mais do que as duas horas previstas.
Os pilotos da Mercedes, George Russell e Kimi Antonelli, líder do Mundial, devem travar uma batalha acirrada na corrida, depois da pole position "épica" do britânico.
A vitória de Russell, vice-líder do campeonato, na corrida sprint de sábado sobre o italiano de 19 anos desencadeou publicamente um atrito entre os pilotos da equipe alemã.
D.Schneider--BTB