-
Galitos, Barreirense e Basket Santo André vencem na jornada da Proliga
-
Banco central chinês anuncia novo apoio após forte queda das bolsas
-
Justiça brasileira impede Meta de usar conteúdos jornalísticos no treino de IA
-
Nikkei perde 1,42% com pressão sobre empresas ligadas à inteligência artificial
-
PSI abre em alta com EDP Renováveis e EDP entre os destaques
-
Índia busca triplicar estoques de carvão para evitar apagões no verão
-
Elon Musk ironiza derrota republicana após forte apoio financeiro a Trump
-
Vitória democrata amplia escrutínio sobre centros de dados para inteligência artificial
-
Abdul El-Sayed torna-se primeiro muçulmano eleito para o Senado dos EUA
-
Hakeem Jeffries promete responsabilização por corrupção ao assumir liderança da Câmara
-
Trump atribui derrota republicana à guerra no Irão e aceita resultado eleitoral
-
Ouro recupera e petróleo recua enquanto maioria democrata influencia mercados
-
Manifesto de quase 50 personalidades recoloca habitação no centro do debate
-
Lufthansa antecipa decisão mais rápida de Bruxelas sobre entrada na TAP
-
Pedro Duarte condena intervenção policial contra manifestantes no Porto
-
Uría Menéndez apoia Estado português na reprivatização da TAP
-
Ordem dos Advogados contesta limite horário e atuação policial em protestos
-
Caixa prevê prêmio superior a R$ 1 bilhão na Mega da Virada
-
Niterói testa pagamento por Pix em três linhas municipais de ônibus
-
Enel instalará 240 painéis solares nas instalações da Clin em Niterói
-
Futebolista espanhol morre após colisão com guarda-redes durante jogo
-
Rio de Janeiro reúne 3,3 mil vagas de emprego, estágio e aprendizagem
-
Senado aprova PEC da Segurança Pública sem baixar maioridade penal
-
Operação contra tráfico no Caniçal termina com três detidos
-
PRF detém homem com drogas escondidas no estepe de carro em Petrópolis
Por que os mosquitos picam mais algumas pessoas do que outras?
Por que algumas pessoas são como "ímãs" para os mosquitos, enquanto outras parecem se livrar deles? Segundo os cientistas, que ainda trabalham para decifrar seus mecanismos, por trás dessa atração - às vezes fatal - encontra-se uma mistura química complexa e variável.
"Das pouco mais de 3.500 espécies de mosquitos conhecidas, cerca de uma centena pica seres humanos e meia dúzia são vetores de doenças" como malária, dengue, febre amarela, chikungunya, zika ou o vírus do Nilo Ocidental, explica à AFP Frédéric Simard, diretor de estudos do Instituto de Pesquisa para o Desenvolvimento (IRD), no sudeste da França.
E "não é um mito: não somos todos iguais diante do apetite dos mosquitos. Mas também não somos ímãs o tempo todo", acrescentou este entomologista médico.
Os seres humanos atraem estes minúsculos vampiros, entre os quais está o já famoso mosquito-tigre, por meio de múltiplos sinais sensoriais, principalmente os odores corporais, o dióxido de carbono da respiração e o calor, concordam os especialistas.
As fêmeas dos mosquitos - as únicas que picam - os detectam por meio de receptores especializados e é assim que escolhem seu alvo.
"Sabemos há mais de 100 anos que os mosquitos se sentem atraídos pelo dióxido de carbono que exalamos: é o primeiro sinal que desencadeia seu comportamento, a várias dezenas de metros", explicou à AFP Rickard Ignell, autor de um estudo recente sobre os fundamentos químicos da atração diferencial destes insetos pelo hálito humano.
A cerca de 10 metros, "os mosquitos começam a detectar nosso odor que, combinado com o CO2, os atrai ainda mais", acrescentou este cientista sueco.
- Crenças populares -
No entanto, várias crenças populares sobre o que atrai estes dípteros foram desmentidas.
"A diferença entre os grupos sanguíneos não tem uma base científica sólida: foram realizados alguns estudos, mas com pouquíssimas pessoas. Também não está relacionada com a cor da pele, os olhos ou dos cabelos", enumerou Simard, do IRD.
Um fator fundamental de atração é, sem dúvida, o cheiro, "uma mistura de moléculas produzida por nossa microbiota e mais ou menos atrativa para os mosquitos", concordou o entomólogo.
Os seres humanos emitem entre 300 e 1.000 compostos odoríferos diferentes, segundo demonstraram diversos estudos, mas os cientistas estão apenas começando a identificar melhor quais atraem estes pequenos animais sugadores de sangue.
Para a pesquisa da qual Ignell participou, foi avaliada em laboratório a diferença no grau atrativo de 42 mulheres para os mosquitos "Aedes aegypti", vetores da febre amarela ou dengue, entre outras doenças, em vastas regiões da América Latina.
"Demonstramos que uma mistura de compostos odoríferos - identificamos 27 que estes mosquitos conseguem detectar - influencia o grau de atração", segundo o cientista.
"As mulheres mais atrativas para os mosquitos, especialmente aquelas no segundo trimestre de gravidez, produziam um pouco mais de um composto derivado da degradação do sebo", considerou.
Precisamente, o fato de que um aumento tão pequeno da dose liberado de 1-octen-3-ol, conhecido também como álcool de fungo, mude o comportamento destes insetos foi uma das surpresas, revelou Ignell, ao acrescentar que "os mosquitos são criaturas fascinantes".
- Cuidado com o álcool -
Beber cerveja, o que aumenta a temperatura corporal, a quantidade de CO2 exalado e modifica os odores da pele, também pode contribuir para atraí-los mais, segundo alguns estudos.
Um deles, padronizado, realizado em Burkina Faso com voluntários que beberam uma cerveja local e, alguns dias depois, a mesma quantidade de água, demonstrou que o mosquito Anopheles, principal vetor da malária, era mais atraído pelos odores daqueles que haviam consumido a bebida alcoólica.
Estes mecanismos alimentam uma pesquisa crescente à medida que se expande a ameaça à saúde relacionada a alguns destes insetos.
O mosquito-tigre, em particular, está se expandido em áreas onde não era endêmico devido ao aquecimento global, à urbanização e à globalização.
"O risco afeta cada vez mais pessoas, e também mais países onde há dinheiro para se proteger, o que gera financiamento e resultados de pesquisas", assegurou Simard.
Quando os mosquitos estão rondando, é recomendável se proteger das picadas com roupas compridas e folgadas, mosquiteiros ou repelentes. "E procure comer de forma leve e consumir álcool com moderação", acrescentou o cientista.
C.Meier--BTB