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Incertezas sobre o retorno do príncipe Harry e família ao Reino Unido
O retorno do príncipe Harry ao Reino Unido, anunciado na noite de quarta-feira (19) pela imprensa britânica, suscitou dúvidas nesta quinta-feira (20), seis anos após sua partida para os Estados Unidos.
Harry, de 41 anos, e sua esposa Meghan, de 45, que vivem na Califórnia após romper seus laços com a família real em 2020, voltariam em breve a morar no Reino Unido, segundo essas informações, ainda sem confirmação oficial.
Veículos como a BBC informaram que os dois filhos do casal, Archie, de 7 anos, e Lilibet, de 5, estão matriculados em uma escola britânica com início do ano letivo em setembro.
"Se isso se confirmar (o retorno), a atenção pública e midiática voltará a se concentrar nos conflitos e questões que originalmente provocaram sua saída", comenta à AFP Nathalie Weidhase, da Universidade de Surrey.
Ao entrar nessas questões, a professora cita "o racismo sofrido por Meghan Markle e as consequentes preocupações com sua segurança", assim como "os conflitos familiares que se agravaram após o lançamento da autobiografia de Harry, 'O que sobra', na qual tornou públicos episódios familiares privados e até então desconhecidos".
- Sua nova casa -
Segundo informações da imprensa, o casal já escolheu sua casa, que não seria uma das residências reais.
Entre os possíveis lugares aparece a região de Northampton, ao norte de Londres, local da propriedade de Althorp, pertencente aos Spencer, família da mãe de Harry, a falecida princesa Diana. Outra possibilidade seria a região de Cotswolds, perto de Oxford, no centro-oeste da Inglaterra, muito frequentada por celebridades.
Segundo a imprensa, o pai de Harry, o rei Charles III, de 77 anos, foi informado sobre seu projeto no domingo.
Enquanto sucedem informações sobre seu retorno, muitas questões permanecem em aberto, como as medidas de segurança para a família e suas relações com a realeza.
Harry havia dito que não se sente seguro em levar sua família ao Reino Unido após perder, em 2025, uma batalha judicial pela proteção policial financiada pelo governo britânico.
Outra questão é o afastamento de seu irmão, William, herdeiro do trono, e do pai, o rei Charles III após sua partida para os Estados Unidos.
O soberano e sua esposa, Camilla, receberam Harry, Meghan e seus dois filhos pela primeira vez em quatro anos no início de julho.
Apesar de ter deixado o Reino Unido, Harry continua sendo patrono de várias organizações beneficentes em seu país natal.
- Projetos fracassados -
O tabloide Daily Mail considera que seu retorno "provavelmente será percebido como a admissão mais contundente do fracasso de seus grandes projetos para conquistar os Estados Unidos".
Depois de um contrato lucrativo com a Netflix e outros compromissos, Meghan se reinventou como empresária com sua marca "As Ever", dedicada à venda de geleias, velas e chá.
"Eles continuarão com seus atuais trabalhos remunerados como celebridades, ou isso marca o início de seu retorno a uma vida como membros ativos da família real?", questiona Weidhase.
"Seus podcasts, programas sobre estilo de vida e atividades empresariais são incompatíveis com a filosofia de trabalho da realeza, entendida como serviço em prol do bem comum e não com fins econômicos", destaca.
William, irmão mais velho de Harry, não reagiu ao anúncio. Harry afirmou várias vezes que espera uma "reconciliação" com sua família.
Para o especialista em realeza Ed Owens, "essa é uma das razões" do retorno. Mas a principal, afirma, é de ordem familiar, "querem que seus filhos cresçam no Reino Unido".
A reação do público britânico também continua incerta sobre os impopulares duques de Sussex. Apenas 22% têm uma opinião positiva sobre Meghan e 33% sobre Harry, segundo uma recente pesquisa da YouGov.
Y.Bouchard--BTB