-
"Colocamos a Noruega no mapa", diz Haaland, que se despede da Copa com orgulho
-
"Nenhuma evidência" de que a bola tenha atingido cabo de câmera antes do gol de Bellingham, diz Fifa
-
"Queremos ir mais longe", diz Bellingham, destacando força mental da Inglaterra
-
'Complicamos a nossa vida hoje', diz Tuchel, apesar da vitória da Inglaterra
-
Albaneses protestam contra Kanye West e complexo turístico ligado a Donald Trump
-
Inglaterra vence Noruega (2-1) na prorrogação e vai à semifinal da Copa do Mundo
-
EUA lança novos ataques contra o Irã (Centcom)
-
Guarda Revolucionária do Irã anuncia fechamento de Ormuz (agência)
-
Argentina mostra seu orgulho diante de suspeitas de favorecimento
-
Paolo Maldini é o novo diretor técnico da Federação de Futebol Italiana
-
Espanha espera a melhor versão de Lamine Yamal para derrubar a França
-
Número de mortos em terremotos na Venezuela ultrapassa 4.300
-
Tufão Bavi atinge a China após a evacuação de quase 2 milhões de pessoas
-
Linda Noskova vence Karolina Muchova e é campeã de Wimbledon
-
Segurança do avião presidencial americano EUA gera questionamentos
-
Morre ex-jogador argentino Antonio Rattín, ídolo do Boca Juniors, aos 89 anos
-
Jürgen Klopp chega a acordo com federação para assumir seleção alemã
-
IA pode marcar um ponto de virada na ajuda humanitária
-
Jogador que disputou Copa de 2026 pela África do Sul é encontrado morto
-
Várias regiões da Rússia estimulam teletrabalho por falta de combustível
-
Torre Eiffel e museus de Paris fecharão mais cedo durante onda de calor
-
Rapper Pitbull estabelece recorde mundial de maior reunião de pessoas com carecas postiças
-
Copa do Mundo define os últimos semifinalistas
-
'Vingança' por Khamenei é 'inevitável', diz líder supremo do Irã
-
Tufão Bavi avança em direção à China
-
Incêndio no sul da Espanha tem evolução 'favorável'
-
Irã diz que 'cumpriu sua palavra', mas Trump insiste que trégua acabou
Após operação policial no Rio, direita promove linha-dura na segurança pública
Depois da operação policial mais letal da história do país, e apesar de numerosas críticas, cresce o apoio a propostas de linha-dura promovidas pela direita contra as facções criminosas, que inclui um projeto de lei para declará-las terroristas.
A megaoperação da terça-feira em dois complexos de favelas na Zona Norte do Rio de Janeiro deixou pelo menos 117 supostos criminosos e quatro policiais mortos, e foi classificada como "um sucesso" contra o "narcoterrorismo" pelo governador fluminense Cláudio Castro (PL).
Enquanto permanecem frescas as imagens de dezenas de corpos enfileirados na rua de uma das favelas, após serem recolhidos pelos moradores, um grupo de legisladores bolsonaristas manifestou apoio nesta quinta à operação, que tinha como alvo o Comando Vermelho (CV).
Após uma reunião com as autoridades de segurança responsáveis pela operação no Rio, os legisladores disseram que vão buscar a aprovação de uma proposta para classificar como "organizações terroristas" o CV e o Primeiro Comando da Capital (PCC), as duas maiores facções criminosas do Brasil.
A proposta "está em vias de ser votado na Câmara de Deputados", afirmou em coletiva de imprensa a deputada federal Chris Tonietto (PL/RJ), correligionária do ex-presidente Jair Bolsonaro. "Será mais um avanço no combate ao crime organizado."
Ao seu lado, o secretário de Polícia Civil do Rio de Janeiro, Felipe Curi, defendeu a classificação, que permitiria às forças de segurança o uso de armamento mais letal para "neutralizar" delinquentes.
"A legislação brasileira é extremamente branda", declarou Curi.
A operação policial gerou indignação entre organizações de direitos humanos, e a ONU exigiu uma investigação imediata.
Familiares de algumas vítimas denunciaram execuções sumárias. Durante a cobertura do caso, um jornalista da AFP viu um corpo decapitado.
Por sua vez, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tentou mostrar firmeza, dizendo que o Brasil não pode "aceitar" o crime organizado, mas defendeu que ele seja combatido sem colocar em risco policiais e civis.
Nesta quinta, o presidente aprovou una lei que reforça o combate ao crime organizado.
- Modelo Bukele -
O episódio alimentou o discurso de linha-dura em uma população cansada da insegurança crônica.
A operação "foi pontual, marcante e necessária. Deveria ter ocorrido até a mais tempo, porque o que se vê hoje é que o cidadão na rua não tem segurança aqui, [...] sai e não sabe se vai voltar", disse à AFP Anselmo Pereira, aposentado de 67 anos morador do Méier, bairro de classe média na Zona Norte da cidade.
Um estudo da Fundação Getulio Vargas apresentado nesta quinta sobre o comportamento on-line de quase dois milhões de brasileiros após a operação mostra grande polarização política e, sobretudo, forte pressão para que as autoridades tomem medidas para combater o crime, informou o portal g1.
Paralelamente, o senador Flávio Bolsonaro (PL/RJ), filho do ex-presidente, disse nesta quinta que viajará junto com seu irmão, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL/SP), a El Salvador para aprender estratégias de combate ao narcotráfico do presidente Nayib Bukele.
Flávio Bolsonaro havia sugerido na semana passada que os Estados Unidos bombardeassem embarcações no Rio de Janeiro, da mesma forma que a administração Donald Trump realiza uma campanha contra o que define como "narcoterrorismo" no Caribe.
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL/MG), com 19 milhões de seguidores no Instagram, publicou uma imagem da megaprisão salvadorenha Cecot com centenas de membros de gangues despidos com a legenda: "Minha ideia é essa. Tá avisado."
P.Anderson--BTB