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Chefe do Pentágono visitará R.Dominicana na 4ªfeira, em meio a destacamento militar dos EUA no Caribe
O chefe do Pentágono, Pete Hegseth, visitará amanhã a República Dominicana para conversar sobre o tráfico de drogas em meio à mobilização militar dos Estados Unidos em águas internacionais do Caribe, informou nesta terça-feira (25) a embaixada americana em Santo Domingo.
Os Estados Unidos enviaram ao Caribe o maior porta-aviões do mundo junto com uma flotilha de navios de guerra e aviões de combate para operações antidrogas, mas o presidente venezuelano Nicolás Maduro denuncia que se trata de uma operação para buscar sua queda.
Hegseth chegará à ilha perto do meio-dia local, segundo um documento da embaixada. O anúncio da visita do secretário de Defesa americano coincide também com a do chefe do Estado-Maior, Dan Caine, a Trinidad e Tobago nesta terça.
Tanto a República Dominicana quanto Trinidad e Tobago são aliados dos Estados Unidos na luta contra o narcotráfico.
Hegseth se reunirá com o presidente Luis Abinader e o ministro da Defesa, Carlos Fernández Onofre, para "reafirmar o compromisso dos Estados Unidos de defender a pátria, proteger" seus "parceiros regionais e garantir a estabilidade e a segurança em todas as Américas", disse o Pentágono em um comunicado.
"Seguimos trabalhando com os Estados Unidos, porque esta é uma luta difícil, especialmente em alguns países, principalmente da América do Sul, que aumentaram a quantidade de produção do narcotráfico, especialmente de cocaína", disse ontem Abinader.
o combate ao tráfico de drogas também foi abordado pelo general Caine em sua reunião nesta terça com a primeira-ministra de Trinidad e Tobago, Kamla Persad-Bissessar.
O Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos afirmou em comunicado que os dois discutiram os "desafios" que afetam a região, incluindo os "efeitos desestabilizadores do tráfico ilícito de narcóticos, armas e pessoas, bem como as atividades das organizações criminosas transnacionais".
Washington acusa Maduro de liderar o suposto Cartel de los Soles e, na segunda-feira, o designou como grupo terrorista. A Venezuela classificou a designação como uma "mentira ridícula".
Desde setembro, as forças americanas atacaram mais de 20 embarcações supostamente dedicadas ao narcotráfico no Mar do Caribe e no Pacífico Oriental, causando a morte de pelo menos 83 pessoas.
B.Shevchenko--BTB