-
Rapper canadense Drake publica 43 músicas de uma vez
-
Interrompida pela chuva, semifinal do Masters 1000 de Roma entre Sinner e Medvedev é adiada
-
Aston Villa vence Liverpool (4-2) e garante vaga na próxima Champions
-
Democratas acusam Trump de corrupção no mercado de ações
-
Jogadores pré-convocados do Brasileirão têm última chance para impressionar Ancelotti
-
Adversário do Brasil na Copa, Haiti divulga lista de 26 convocados
-
Nova York busca medidas para tirar cocô de cachorro de suas ruas e parques
-
Canadá avança na construção de novo oleoduto para reduzir dependência dos EUA
-
Goleiro mexicano Ochoa não dá como certa sua presença na Copa do Mundo
-
Juiz anula julgamento no caso Weinstein após júri falhar em alcançar veredicto
-
Presidente do Chile quer que órgãos públicos forneçam dados confidenciais de migrantes irregulares
-
Epidemia de ebola na República Democrática do Congo deixa quatro mortos
-
Cachorro 'mais velho do mundo' morre aos 30 anos
-
John Textor e seu projeto para o Botafogo caem em desgraça
-
EUA cancela envio de 4.000 soldados para a Polônia
-
Primeiro panda-gigante nascido na Indonésia será apresentado ao público
-
Cannes concede Palma de Ouro honorária a John Travolta
-
Neymar, James Rodríguez, Darwin Núñez... as estrelas em apuros antes da Copa
-
'El Deshielo', o empenho da cineasta Manuela Martelli em contar a história do Chile
-
Zelensky promete responder bombardeios russos, que deixaram 24 mortos
-
Casamento coletivo em Gaza em ruínas, uma festa para 'continuar vivendo'
-
São Paulo anuncia Dorival Júnior como novo técnico
-
Irã fará concentração na Turquia para se preparar para Copa do Mundo
-
Costa do Marfim anuncia lista de convocados para a Copa do Mundo
-
Manuel Neuer renova com o Bayern de Munique até junho de 2027
-
Presidente chinês visitará EUA no 2º semestre após convite de Trump
-
Semana de Moda de Milão desaconselha uso de peles
-
OMS alerta sobre popularidade das bolsas de nicotina, ou 'snus'
-
Guerrilheiro mais procurado da Colômbia anuncia trégua por eleições presidenciais
-
Bélgica anuncia lista de convocados para a Copa do Mundo
-
Cineasta iraniano Farhadi condena guerra no Oriente Médio e massacres de manifestantes
-
Trump celebra acordos comerciais 'fantásticos' com Xi sem revelar detalhes
-
O que os cientistas argentinos sabem sobre a cepa Andes do hantavírus
-
Quem pode suceder Starmer no Partido Trabalhista britânico?
-
México se resigna a viver com medo do narcotráfico
-
Outro tiroteio em escola nos EUA? Drones podem enfrentar o atirador
-
Grupo estatal chinês adquire direitos de exibição da Copa do Mundo
-
LVMH vende a marca Marc Jacobs para o grupo WHP Global
-
Rubio nega inspiração em Maduro para roupa que viralizou
-
Líder de extrema direita pede novas eleições no Peru depois de ficar fora do 2º turno
-
Trump anuncia acordos comerciais 'fantásticos' durante visita à China
-
Diretor da CIA viaja a Havana para reunião excepcional com autoridades cubanas
-
Julgamento de Elon Musk contra OpenAI em argumentos finais
-
Trump buscará concluir sua cúpula com Xi com resultados tangíveis em comércio
-
Com vaias a Mbappé, Real Madrid vence o rebaixado Oviedo no Campeonato Espanhol
-
Calculadora na mão e paciência: Arsenal e City batalham pelo título na penúltima rodada do Inglês
-
Tiger Woods retorna à Flórida após passar por tratamento no exterior
-
Príncipe Harry e Meghan Markle produzirão filme sobre Afeganistão para Netflix
-
Cuba se recupera aos poucos de apagão maciço, mas situação segue crítica
-
Messi, o menino que encerrou a carreira do treinador que viu 'o melhor jogador do mundo'
Com poesia e cantos, Omã busca preservar uma língua antiga
Com as exuberantes montanhas do sul de Omã em plano de fundo, homens com vestimenta tradicional declamam poemas em uma linguagem antiga, como parte de sua luta para preservar uma tradição oral utilizada por uma pequena parcela da população.
Sentado sob um toldo, o poeta Khalid Ahmed al-Kathiri recita os versos, enquanto homens vestidos com túnicas e adereços de cabeça repetem suas palavras na vasta extensão.
"A poesia jibbali é um meio de preservar o idioma e ensiná-lo à nova geração" disse Kathiri, de 41 anos, à AFP.
A grande maioria dos omanis fala árabe, mas nas regiões costeiras montanhosas de Dhofar, na fronteira com o Iêmen, se fala jibbali, também conhecido como shehri.
O pesquisador Ali Almashani a descreveu como uma "língua ameaçada", falada por não mais de 120 mil pessoas em um país de mais de cinco milhões de habitantes.
- Protegido pelo isolamento -
Durante a entrevista do poeta à AFP, houve um acalorado debate entre os homens sobre se a língua deveria ser chamada de jibbali (das montanhas) ou shehri, e se era um dialeto do árabe.
Almashani diz que é um idioma completamente desenvolvido, com sua própria sintaxe e gramática, usado historicamente para escrever poesia e provérbios e narrar lendas.
É uma língua anterior ao árabe e tem origem nos idiomas semíticos árabes do sul, indicou.
"É um idioma muito antigo, com raízes históricas profundas", assegurou Almashani, que considera que a língua está "protegida pelo isolamento de Dhofar".
"As montanhas protegem à oeste, o Rub' al-Khali (ou o deserto 'Quarto Vazio') ao norte, e o oceano Índico ao sul. Este isolamento é uma barreira antiga ao seu redor", explicou.
Mas o fato de ser remoto não garante sua sobrevivência.
Outros idiomas originados em Dhofar, como o bathari, estão quase extintos, "falados somente por três ou quatro pessoas", disse.
Alguns temem que ocorra o mesmo com o jibbali.
Saeed Shamas, de 35 anos, que defende a herança dhofari nas redes sociais, considera vital criar seus filhos em um ambiente onde se fala jibbali para ajudar a manter a língua viva.
As crianças em Dhofar crescem falando o idioma de seus ancestrais, cantando canções folclóricas e recitando poemas antigos.
"Se todos ao seu redor falam jibbali, seu pai, seu avô e sua mãe, então esse é o dialeto ou idioma que você falará", afirmou.
- Ainda não documentado -
O árabe é ensinado na escola e a maioria das pessoas da região o compreende, mas os pais costumam falar sua língua nativa com os filhos, explicou Shamas.
Depois do recital, algumas crianças disseram à AFP que preferem falar jibbali a árabe.
Mas, para Almashani, o espectro da extinção paira sobre uma língua que não é ensinada adequadamente nas escolas e não está devidamente documentada.
Recentemente, há esforços para estudar o jibbali, com o plano econômico de Oman Vision 2040, que prioriza a preservação do patrimônio.
Almashani e uma equipe de pessoas que buscam preservar sua língua esperam obter apoio da Universidade de Dhofar para a criação de um dicionário com cerca de 125.000 palavras traduzidas para o árabe e o inglês.
O projeto incluirá uma versão digital com uma função de pronúncia para sons específicos que podem ser difíceis de transmitir por escrito.
C.Kovalenko--BTB