-
Chuva adia início do jogo entre México e Equador no Estádio Azteca
-
Copa do Mundo de 2026 ultrapassa marca de 5 milhões de espectadores nos estádios
-
Respirar sem se desesperar: mulher conta como sobreviveu sob os escombros na Venezuela
-
França deve levar Paraguai 'a sério', diz Mbappé
-
RD Congo joga pressão para Inglaterra: 'Nossa Copa já é um sucesso'
-
Com show de Mbappé e Olise, França atropela Suécia (3-0) e vai às oitavas da Copa
-
A hora de Pulisic pelos EUA contra a Bósnia nos 16-avos da Copa
-
Milhares de sul-africanos pedem expulsão de imigrantes sem documentos
-
Ronald Koeman pede demissão da seleção holandesa após eliminação na Copa
-
Serena Williams retorna ao circuito de simples com derrota em Wimbledon
-
Alemanha questiona sua identidade após mais uma decepção na Copa do Mundo
-
'Consigo jogar os 90 minutos contra a Áustria', garante Yamal, a 2 dias da estreia no mata-mata
-
Enviados dos EUA chegam ao Catar para discussões sobre Irã
-
Mercosul mostra divergências após acordo com a UE e manifesta solidariedade à Venezuela
-
Alemanha não pode 'simplesmente voltar ao normal', diz presidente da federação
-
Seleção do Irã se despede de Tijuana com apoio de torcedores mexicanos
-
Chefe da CIA define modelos mais avançados de IA como 'armas nucleares digitais'
-
Senegal e Bélgica afinam pontaria para duelo valendo vaga nas oitavas da Copa
-
Noruega vence Costa do Marfim (2-1) e vai enfrentar o Brasil nas oitavas da Copa
-
Inglaterra tenta resolver quebra-cabeças defensivo contra RD Congo
-
Jihadistas sequestram mais de 30 estudantes em escola da Nigéria
-
Zverev perde set, mas avança à segunda rodada de Wimbledon
-
Netanyahu diz que Israel ficará no Líbano enquanto durar ameaça do Hezbollah
-
Supremo dos EUA rejeita tentativa de Trump de restringir cidadania por nascimento
-
'Estou pronto para ajudar a seleção', diz meio-campista português Bernardo Silva
-
Ben Shelton, número 5 do mundo, cai na estreia em Wimbledon
-
Falta de comida e de abrigo sufoca os sobreviventes dos terremotos na Venezuela
-
Paquetá tem lesão muscular confirmada e vira dúvida para as oitavas de final da Copa
-
Rybakina avança com dificuldade para segunda rodada de Wimbledon
-
Cúpula do Mercosul começa com crítica a assimetrias do pacto com a UE
-
Monaco exerce opção de compra de Ansu Fati
-
Milan anuncia contratação do atacante português Gonçalo Ramos
-
Cúpula do Mercosul começa com dura crítica a assimetrias do pacto com a UE
-
Francisco Cerúndolo cai na primeira rodada em Wimbledon
-
Suprema Corte dos EUA avaliza exclusão de esportistas trans de competições femininas
-
Iga Swiatek inicia defesa de título de Wimbledon com vitória difícil
-
Os desafios de Keiko Fujimori na Presidência do Peru
-
Mbappé e Haaland disputam seu futuro na Copa do Mundo
-
'Onde está?': famílias buscam seus desaparecidos após terremotos na Venezuela
-
Celebridades de Hollywood marcam presença nas arquibancadas da Copa do Mundo
-
Nasa prepara missão robótica para salvar o telescópio espacial Swift
-
Milhares de sul-africanos pedem expulsão de migrantes sem documentos
-
Sommer e Acerbi deixam a Inter de Milão
-
Russos e bielorrusos são autorizados a competir sob status neutro na patinação
-
Lateral-esquerdo Caio Henrique assina com o Ajax
-
Polícia busca autor de atentado a bomba em Mônaco que feriu oligarca ucraniano
-
Operações de resgate prosseguem na Venezuela entre alertas de escassez e doenças
-
Emissários americanos chegam ao Catar para discussões com mediadores sobre o Irã
-
Papa faz último apelo à Fraternidade São Pio X para evitar cisma
-
EUA acelera ajuda à Venezuela após terremotos com abertura de porto
'Dolores' e os sonhos de três mulheres de São Paulo chegam a San Sebastián
Dolores sonha em abrir um cassino. Sua filha, em começar uma nova vida quando seu namorado sair de uma prisão de São Paulo. Sua neta, em viajar para os Estados Unidos. As três mulheres formam o núcleo de "Dolores", filme exibido no Festival de Cinema de San Sebastián.
O longa-metragem dirigido por Maria Clara Escobar e Marcelo Gomes compete na Mostra Horizontes Latinos do festival da cidade basca, tradicional vitrine do cinema latino-americano na Europa.
Dolores, Deborah e Duda são mulheres de três gerações diferentes que vivem em um bairro pobre de São Paulo e suas vidas giram em torno de uma penitenciária, onde o namorado de Deborah está detido.
Apesar de seu passado de vício em jogos de azar, Dolores (Carla Ribas) sonha em abrir seu cassino, o que a leva a vender sua casa para conseguir os recursos. Deborah, em conflito com a mãe, quer parte do dinheiro, enquanto Duda acredita que sua avó pagará pelo passaporte que lhe permitirá deixar o Brasil.
Os diretores queriam mostrar as três gerações: Dolores "que tem 65 anos, que viveu um Brasil de redemocratização após uma ditadura militar", Deborah, "que viveu uma democracia mais estável e que sonha em ter uma família", e Duda, que "aos 20 anos vê como saída a mudança para os Estados Unidos", explica Maria Clara Escobar à AFP em San Sebastián.
"Com o que sonham? Com o que se relacionam?", pergunta Escobar, que também estava interessada em ver como as "três gerações diferentes vivem em comunidade".
- "Sonho e realidade são a mesma coisa" -
O filme, que começou a ser escrito pelo falecido diretor Chico Teixeira e foi finalizado por Escobar e Gomes, permite mostrar dois mundos: o primeiro "o dos arredores das prisões, o universo que existe no dia das visitas, com esta cadeia de mulheres se ajudando e trabalhando com solidariedade umas com as outras", disse Gomes.
"E depois o mundo dos cassinos, que no Brasil são clandestinos", acrescenta.
E o tema dos sonhos é muito importante, destacam os cineastas, que no filme misturam passagens imaginadas por Dolores com a realidade.
"É uma questão que vem da cultura indígena, dos Yanomami, que diz que sonho e realidade são a mesma coisa. Que o sonho é sentir, é ter desejos, fazer ações que estão diretamente relacionadas com a vida real", comenta Gomes.
Apesar das situações muito difíceis enfrentadas pelas mulheres, como a pobreza, a prisão e o vício em apostas, o filme transmite otimismo, algo que foi deliberado.
"Não queríamos vitimizá-las, não queríamos vê-las como se precisassem estar muito mal para sonhar com outra vida. Todos estamos tentando construir outra vida. Nós queríamos olhar para este bairro onde moram com carinho", aponta Escobar.
Para evitar ter uma visão "burguesa" sobre o bairro, "nós vivemos lá, visitando as casas, compreendendo como as pessoas vivem", afirma Gomes.
- A complexidade da América Latina -
Para os diretores, que já haviam participado no Festival de San Sebastián com projetos anteriores, competir na seção Horizontes Latinos, que premiará o melhor filme da região, é um privilégio.
"Eu penso que é a maior janela para o cinema latino do mundo. Porque é uma seleção de filmes latinos, que investigam o mundo latino e essa complexidade que vivemos na América Latina", diz Gomes.
J.Horn--BTB