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Warner vive retorno triunfal em meio a rumores de compra
Em apenas seis meses, a Warner Bros passou de ser um gigante de Hollywood em crise, para se tornar o estúdio mais cobiçado da indústria e, segundo rumores, o alvo de uma oferta de compra por 70 bilhões de dólares (374 bilhões de reais).
Com uma série de sucessos de bilheteria como "Superman", "Um Filme Minecraft" e "Pecadores", mais a aclamada "Uma Batalha Após a Outra" (protagonizada por Leonardo DiCaprio), a divisão de cinema da Warner Bros Discovery foi o primeiro estúdio a alcançar 4 bilhões de dólares (21 bilhões de reais) de bilheteria este ano.
Uma enorme reviravolta desde março, quando a Warner cambaleava por fracassos custosos como "Mickey 17" e o muito esperado "Coringa: Delírio a Dois".
"Fazemos a nossa parte", disse na quinta-feira o codiretor do estúdio, Michael De Luca, em uma entrevista na conferência Bloomberg Screentime em Los Angeles, descrita pela imprensa especializada como um "retorno triunfal".
"Quando as coisas vão bem no estúdio, a moral está alta", afirmou.
Os reconhecidos cinéfilos De Luca e sua colega de estúdio Pamela Abdy foram contratados em 2022 pelo estúdio MGM, um pequeno rival da Warner.
Este ano se especulava sobre a possível saída de ambos e que seu diretor executivo, David Zaslav, entrevistava potenciais substitutos.
Mas nesta semana, seus contratos foram renovados.
"Não podemos abordar especulações e rumores", disse Abdy.
"A única coisa que posso dizer é que David, Mike e eu temos o privilégio de assistir a todos esses filmes antecipadamente. Sabíamos o que tínhamos com os cineastas e com essas histórias, e mal podíamos esperar para que nossas audiências os vissem", acrescentou.
- Sucessos de terror -
Depois de ficar atrás de rivais como Disney e Universal, a Warner lançou nove filmes este ano que estrearam em primeiro lugar nas bilheterias, mais do que qualquer outro estúdio.
Entre eles "A Hora do Mal", um dos vários sucessos de terror da Warner este ano, em momentos em que o até há pouco tempo bem-sucedido gênero apresentou resultados decepcionantes em outros estúdios.
A Warner também se destacou no gênero com novas entregas das longas sequências "Premonição" e "Invocação do Mal".
De Luca atribuiu o sucesso à incorporação de ideias "frescas e inovadoras", como injetar mais humor no sangrento universo de "Premonição".
"Com franquias antigas realmente é necessário inovar dentro do gênero", disse De Luca.
"Não houve ligações telefônicas para nenhuma delas. Nenhuma teve um monte de executivos na sala pedindo 'esprema essa franquia'", acrescentou.
De Luca afirmou que "as audiências percebem quando algo não é fabricado de modo premeditado (...), tem uma razão de ser".
- Rumores de compra -
O sucesso repentino chega em um momento turbulento para a corporação mãe Warner Bros Discovery.
A companhia é produto de uma fusão com a Discovery em 2022.
Em junho, Zaslav anunciou que separariam sua emergente plataforma de streaming e as divisões de cinema dos minguantes canais de televisão.
Isso agora está em dúvida em meio a um acordo potencialmente maior.
No que seria o último e mais surpreendente jogo das cadeiras musicais de Hollywood, a Warner foi alvo da Paramount, recentemente adquirida pela família bilionária do fundador da Oracle, Larry Ellison, o segundo homem mais rico do mundo.
David Ellison, filho de Larry e o novo diretor executivo da Paramount, se recusou a comentar na quinta-feira sobre a suposta oferta, mas disse que "há muitas opções na mesa que podem ser usadas num futuro próximo".
Também defendeu aumentar a produção para oferecer "mais filmes, mais séries de televisão" aos consumidores.
"Sempre haverá especulação em nosso negócio, estamos em uma época de enorme disrupção", disse Abdy.
"Você não pode se concentrar nisso".
C.Meier--BTB