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Autoridades identificam um dos suspeitos que roubaram obras de Matisse e Portinari em São Paulo
Um homem suspeito de participar do roubo de oito gravuras do artista francês Henri Matisse e cinco do pintor modernista brasileiro Candido Portinari, ocorrido no domingo (7) na cidade de São Paulo, foi identificado pela polícia, que também busca um segundo suspeito, informaram as autoridades nesta segunda-feira (8).
Dois homens armados invadiram a Biblioteca Mário de Andrade, no centro de São Paulo, e levaram as obras.
"Um possível envolvido já foi identificado" e "as investigações continuam para identificar o segundo envolvido e localizar as obras subtraídas", afirmou a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo em comunicado enviado à AFP.
Segundo a polícia, os criminosos renderam uma vigilante e um casal de idosos que visitava a biblioteca no domingo. Em seguida, roubaram as gravuras e as guardaram em uma sacola de lona antes de sair pela porta da frente da instalação.
O veículo utilizado na fuga "foi localizado, apreendido e encaminhado para perícia técnica", detalhou a secretaria.
- Câmeras de segurança -
Imagens divulgadas pelo portal G1 mostram os dois supostos criminosos colocando vários quadros em uma van pequena e apoiando-os em um muro na rua em plena luz do dia.
O portal também divulgou fotos dos suspeitos andando por uma rua, embora o rosto de um deles estivesse coberto por um boné.
São Paulo conta com um sofisticado sistema de vigilância por câmeras e reconhecimento facial.
A prefeitura da cidade ainda não informou o valor ou a procedência das obras roubadas de Matisse (1869-1954) e Portinari (1903-1962).
As gravuras retiradas faziam parte de uma exposição sobre o movimento modernista realizada em colaboração entre a Biblioteca Mário de Andrade e o Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM).
Inaugurada em outubro e intitulada "Do livro ao museu", a mostra reunia livros raros e obras das décadas de 1940 e 1950, e teve seu encerramento no domingo.
Uma nota da prefeitura de setembro indicava que a exposição continha obras do acervo do MAM, mas não detalhava quais.
O roubo em São Paulo ocorre pouco depois de criminosos terem conseguido invadir o Museu do Louvre, em Paris, em outubro, e roubar em poucos minutos joias da Coroa francesa avaliadas em cerca de 534 milhões de reais.
O.Bulka--BTB