-
Fundo de investimento público saudita vai patrocinar Copa do Mundo de 2026
-
Princesa Kate encerra visita à Itália com aula de preparo de massa
-
Alguns israelenses sonham em se estabelecer no sul do Líbano
-
Coco Gauff disputará final do WTA 1000 de Roma pelo segundo ano consecutivo
-
Sinner bate Rublev e estabelece recorde de vitórias consecutivas em Masters 1000
-
Líbano e Israel negociam nos EUA às vésperas do fim do cessar-fogo
-
Polícia do Equador prende líder da organização criminosa que controlava Quito
-
Cuba tem apagão maciço e protestos, enquanto governo diz estar sem combustível
-
Irã não recebeu vistos para viajar aos Estados Unidos e disputar a Copa
-
Ministro da Saúde britânico renuncia, provável rival de Starmer à frente do trabalhismo
-
Rainha Margreth II da Dinamarca, que abdicou em 2024, é internada por dores no peito
-
Grande apagão atinge o leste de Cuba
-
Shakira, Madonna e BTS farão show do intervalo na final da Copa do Mundo
-
Cães policiais farejam entorpecentes no Festival de Cannes
-
Intenso bombardeio russo em Kiev deixa 5 mortos e enfraquece esperanças de paz
-
Flávio Bolsonaro nega irregularidade em vínculo com banqueiro Daniel Vorcaro
-
Uma mulher à frente da ONU seria 'reparação histórica', diz candidata equatoriana a secretária-geral
-
Uma Copa do Mundo gigante construída em três países às custas do meio ambiente
-
Primeira-ministra da Letônia renuncia após polêmica sobre incursão de drones ucranianos
-
Chanceleres do BRICS se reúnem na Índia com Irã e petróleo como pano de fundo
-
Juiz suspende sanções americanas contra especialista da ONU sobre palestinos
-
Cientistas alertam para risco de calor extremo na Copa do Mundo
-
Ataque russo contra Kiev deixa um morto e dezenas de feridos
-
Cuba culpa EUA por 'tensa' crise energética
-
Xi alerta Trump sobre Taiwan durante reunião em Pequim
-
Xi recebe Trump para tratar de suas múltiplas divergências
-
Alavés vence (1-0) e frustra objetivo do Barça de alcançar os 100 pontos
-
Dembélé, Barcola, Zaïre-Emery, Beraldo: os destaques do título do PSG
-
Paulinho da Costa se torna primeiro artista nascido no Brasil a ganhar estrela na Calçada da Fama
-
Líbano relata 22 mortos em ataques israelenses
-
PSG vence Lens (2-0) e é campeão francês pela 14ª vez em sua história
-
Manchester City vence Crystal Palace (3-0) e fica a dois pontos do líder Arsenal
-
Inter de Milão vence Lazio (2-0) e conquista Copa da Itália
-
Intermediário que vendeu drogas a Matthew Perry é condenado à prisão
-
França confirma gastroenterite em cruzeiro e suspende parcialmente o confinamento
-
Califórnia investiga irregularidades na venda de ingressos para a Copa do Mundo
-
Le Mans volta à Ligue 1 pela primeira vez desde 2010
-
Presidente admite situação elétrica 'tensa' em Cuba e culpa EUA
-
Senado dos EUA aprova nomeação de Kevin Warsh como presidente do Fed
-
Peter Jackson, de 'Senhor dos Anéis', fará filme sobre Tintim
-
Copa do Mundo terá novas regras contra 'cera' e 'Lei Vini Jr'
-
MP do Peru pede pena de prisão para candidato de esquerda às vésperas do 2º turno
-
Franquia 'Velozes e Furiosos' comemora 25 anos no Festival de Cannes
-
Sem Ortega, Murillo perderia o poder na Nicarágua, diz ex-comandante da guerrilha
-
Tiltil, o povoado chileno que convive com o lixão que mais emite metano no mundo
-
Resiliência econômica dos EUA é testada pela guerra com o Irã
-
Ruud vence Khachanov e vai à semifinal do Masters 1000 de Roma
-
Semifinalista em 2025, Lorenzo Musetti está fora de Roland Garros
-
Nova York volta a reduzir tarifas de transporte para a Copa do Mundo
-
Estádio de Los Angeles finaliza preparativos para Copa do Mundo
Alguns israelenses sonham em se estabelecer no sul do Líbano
De sua casa em um assentamento israelense na Cisjordânia ocupada, Anna Sloutskin anseia expandir as fronteiras de seu país e se mudar um dia para o sul do Líbano. E ela não é a única.
Anna Sloutskin, uma bióloga de 37 anos, cofundou, em 2024, o Uri Tzafon ("Desperta, vento do norte", uma passagem da Bíblia), um movimento de extrema direita formado por dezenas de famílias, segundo ela.
O grupo planeja a expansão de Israel em direção ao norte, se estendendo assim pelo menos até o rio Litani, a 30 quilômetros da fronteira com o Líbano.
No âmbito de seu conflito com o Hezbollah, o exército israelense já ocupa uma faixa no sul do Líbano, que define como uma zona de segurança para proteger seu território dos disparos do movimento pró-iraniano.
Apesar do cessar-fogo vigente desde abril, os soldados destroem casas e infraestruturas nesta área, da qual um milhão de libaneses já foram embora.
"A ideia é que a maioria da população vá embora, que mudemos a linha fronteiriça e não deixemos que esta população volte, e que esta área permaneça como parte do Estado de Israel", diz Sloutskin.
Esta bióloga montou o grupo em memória de seu irmão Israel Sokol, um soldado israelense assassinado em Gaza em 2024.
"Ele sonhava em se estabelecer no Líbano", afirma de um mirante próximo ao assentamento de Karnei Shomron, no norte da Cisjordânia ocupada.
"Ele disse que queria viver em um lugar onde fosse verde no verão e branco no inverno", acrescenta.
- "O primeiro passo" -
Embora o governo israelense não tenha expressado um apoio direto ao movimento, deu sinal verde a outros projetos de assentamentos na Cisjordânia, ilegais aos olhos da comunidade internacional.
"O que as FDI (Forças de Defesa de Israel) estão fazendo agora é apenas o primeiro passo", afirma Sloutskin. O exército "entra, conquista e limpa. Depois não devemos recuar, e sim nos instalar".
A cofundadora do Uri Tzafon insiste que os assentamentos judeus são fundamentais para a segurança de Israel e para acabar com o conflito entre Irã e o movimento Hezbollah pró-iraniano, aliado de Teerã.
Sem contar Jerusalém Oriental, mais de 500 mil israelenses vivem na Cisjordânia ocupada.
Em fevereiro, Uri Tzafon organizou uma viagem para plantar árvores na fronteira com o Líbano, publicou fotos de crianças sorrindo ao lado de bandeiras israelenses e de faixas colocadas sobre o muro fronteiriço, ato condenado pelo exército.
- "A terra de Israel" -
O movimento Uri Tzafon conta com mais de 600 membros em seu canal no Whatsapp e mais de 900 no Telegram.
Ori Plasse, agricultor de 51 anos, se juntou ao grupo desde o início. Ele já era membro ativo nos assentamentos na Cisjordânia e em Gaza.
Este americano confessou à AFP que tentou entrar no Líbano ilegalmente através de uma passagem fronteiriça. Sua intenção era montar uma barraca, plantar árvores e começar um movimento mais amplo.
A chegar, soldados israelenses rapidamente o escoltaram para fora. Ainda assim, descreveu a experiência como "maravilhosa".
"Você sente que está em casa, sente que é o seu país", disse de sua residência em Moshav Sde Yaakov, no norte de Israel.
Em seu jardim, Plasse abre com entusiasmo um velho contêiner com material para novos assentamentos: colchões, sacos de dormir e capas de plástico.
Dentro há um livro com mapas de Israel bíblico, que se estende do atual Egito até o Iraque.
"Qualquer pessoa que siga os ensinamentos da Torá (...) deveria saber que nos prometeram a terra de Israel, em linhas gerais, do Nilo até o rio Eufrates", afirmou.
Com as eleições se aproximando de Israel, Uri Tzafon busca ter o apoio de políticos, mas as respostas são muito "vagas por enquanto".
Anna Sloutskin se reuniu brevemente com a ministra de Proteção ao Meio Ambiente, Idit Silman. Alguns deputados e ministros concordam com ela, afirmou.
"Alguns dizem isso abertamente, outros em voz baixa, mas definitivamente há um apoio".
J.Fankhauser--BTB