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Irã promete clemência a jovens manifestantes 'enganados' e retorno gradual da internet
A polícia iraniana prometeu nesta segunda-feira (19) clemência aos manifestantes "enganados" que aderiram aos protestos antigovernamentais, e um funcionário declarou que o acesso à internet voltará gradualmente ao normal nesta semana após 11 dias de bloqueio.
O chefe da polícia nacional prometeu punições mais leves aos manifestantes caso se entreguem no prazo de três dias, pois considera que há pessoas que foram enganadas para aderirem aos protestos.
"Os jovens que se envolveram involuntariamente nos protestos são considerados indivíduos que foram enganados, não soldados inimigos", e "serão tratados com indulgência pelo sistema da República Islâmica", declarou Ahmad-Reza Radan à televisão estatal, acrescentando que eles têm "no máximo três dias" para se entregar.
Por outro lado, o vice-presidente iraniano de Ciência, Tecnologia e Economia do Conhecimento, Hossein Afshin, declarou que "a internet voltará gradualmente ao normal nesta semana".
No domingo, o acesso limitado à internet foi restabelecido brevemente para alguns sites estrangeiros como o Google, mas até segunda-feira ainda era impossível abrir links a partir dos resultados de busca.
A República Islâmica cortou todas as comunicações em 8 de janeiro, em resposta à onda de protestos, que começaram após manifestações contra o aumento do custo de vida e que evoluíram para um movimento contra o regime teocrático no poder desde a revolução de 1979.
Os chefes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário do país também se comprometeram nesta segunda-feira a trabalhar "sem descanso" para "resolver os problemas econômicos e de subsistência", segundo um comunicado conjunto divulgado pela televisão estatal.
Mas também "punirão com firmeza" os instigadores de "incidentes terroristas", segundo uma declaração do presidente Masoud Pezeshkian, do presidente do Parlamento Mohammad Bagher Ghalibaf e do presidente do Poder Judiciário Gholamhossein Mohseni Ejei.
J.Bergmann--BTB