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Escritor Thélyson Orélien nega uso de IA, mas admite plágios
O escritor canadense Thélyson Orélien afirmou nesta terça-feira (13), em um texto enviado à AFP, que "nenhuma frase" de seu romance "foi criada por uma máquina", segundo é acusado, e pediu "desculpas" pelos plágios que reconhece ser responsável.
Fenômeno literário na França, o autor está no centro de polêmicas há semanas depois que uma conta anônima no X o acusou de ter escrito "quase integralmente" com inteligência artificial (IA) o seu livro "C’était ça ou mourir" (Era isso ou morrer, em tradução livre).
Orélien também foi alvo de denúncias de plágio de textos publicados há mais de uma década no Canadá.
"Dizem que 'C’était ça ou mourir' foi redigido por uma inteligência artificial. Isso é uma calúnia e uma heresia. Recorri algumas vezes a ferramentas para fazer pesquisas [...] Mas nenhuma frase deste livro foi criada por uma máquina", afirmou o escritor no texto, intitulado "Este romance que escrevi".
O romancista, que também tem nacionalidade haitiana, reconheceu ter "cometido erros inaceitáveis" ao plagiar textos de autores renomados após sua chegada ao Canadá.
Pouco depois do surgimento da polêmica, a prestigiada Academia Goncourt, que concede o principal prêmio literário da França, retirou o nome de Orélien de sua lista de candidatos deste ano.
Esta polêmica sacode o mundo literário francês e levanta questionamentos em todo o mundo sobre como essa nova tecnologia afetará o setor editorial.
F.Müller--BTB