-
Rússia ataca Ucrânia durante cessar-fogo decretado por Kiev
-
Rolling Stones lançarão novo álbum 'Foreign Tongues' em 10 de julho
-
Casemiro acha "difícil" United renovar seu contrato, apesar dos apelos da torcida
-
Trump suspende operação de escolta de navios em Ormuz para impulsionar acordo com Irã
-
Palmeiras vence Sporting Cristal (2-0) e assume liderança do Grupo F da Libertadores
-
Adolescente abre fogo em escola no Acre e deixa dois mortos
-
Musk 'ia me bater', diz cofundador da OpenAI em julgamento nos EUA
-
Hulk assina com Fluminense até o fim de 2027
-
Luis Díaz e Olise, os parceiros de Kane na 'operação virada' contra o PSG
-
Três casos suspeitos de hantavírus em cruzeiro serão evacuados para Cabo Verde
-
Bombardeios russos na Ucrânia deixam mais de 20 mortos horas antes de possível trégua
-
Arsenal vence Atlético de Madrid (1-0) e vai à final da Champions
-
Transportadores fazem greve e bloqueiam estradas na Bolívia devido à crise de combustíveis
-
Corinthians aposta em Lingard para tentar garantir classificação antecipada na Libertadores
-
Exército dos EUA diz estar preparado para retomar combates contra Irã se receber ordem para isso
-
Trump diz perante grupo de crianças que faz exercícios 'um minuto por dia'
-
Morre José 'Piculín' Ortiz, lenda do basquete porto-riquenho
-
Edin Terzic é o novo técnico do Athletic Bilbao
-
Estêvão volta ao Brasil para tratar lesão com objetivo de ir à Copa do Mundo
-
Lula pode se reunir com Trump em Washington na quinta-feira
-
Molière volta aos palcos graças a peça criada com IA
-
Sabalenka se diz disposta a boicotar Grand Slams para exigir melhor divisão de receitas
-
Fifa convida federação iraniana a Zurique para 'preparar' Copa do Mundo
-
Febre K-pop: fãs aguardam ansiosos a chegada do BTS no México
-
Cruzeiro com hantavírus procura porto e OMS aponta para Espanha
-
Israel prolonga detenção de Thiago Ávila e ativista espanhol-palestino
-
Califórnia nas mãos de um republicano? Divisão entre democratas pode abrir caminho
-
Paraíso sob terror: violência assola destino turístico da Colômbia
-
Ex-crianças-soldado aprendem ofícios para reconstruir a vida na República Centro-Africana
-
Ex-modelo acusa caça-talentos francês de recrutá-la para Epstein
-
Ucrânia denuncia 'cinismo absoluto' da Rússia por ataques antes da trégua
-
Explosão em mina de carvão deixa nove mortos na Colômbia
-
Hostilidades em torno de Ormuz ameaçam cessar-fogo entre EUA e Irã
-
Rússia decreta trégua em 8 e 9 de maio, e Ucrânia anuncia seu próprio cessar-fogo a partir de 4ª feira
-
Suspeito de iniciar incêndio em Los Angeles ressentia os ricos, dizem promotores
-
Blake Lively e Justin Baldoni chegam a acordo para encerrar longa batalha judicial
-
Prêmios Pulitzer reconhecem cobertura sobre governo Trump
-
Hostilidades aumentam no Golfo com início de operação dos EUA em Ormuz
-
City empata com Everton e Arsenal passa a depender só de si pelo título inglês
-
Amazon disponibiliza rede de logística para qualquer empresa
-
Dolly Parton cancela residência em Las Vegas para cuidados médicos
-
Cofundador da OpenAI depõe em julgamento iniciado por Musk
-
Santos abre sindicância sobre incidente entre Neymar e Robinho Jr.
-
Netflix anuncia estreia mundial nos cinemas de 'Nárnia' em 2027
-
'É um sonho ter a chance de disputar uma final de Champions', diz Arteta
-
Suprema Corte dos EUA restabelece envio de pílula abortiva por correio
-
Palmeiras visita Sporting Cristal em confronto direto por liderança do grupo na Libertadores
-
Suposto surto de hantavírus deixa quase 150 pessoas presas em cruzeiro em Cabo Verde
-
Neymar esgota ingressos no Paraguai em jogo da Sul-Americana crucial para o Santos
-
Atropelamento na Alemanha deixa 2 mortos
Os desafios de Macron em 100 dias para superar a crise previdenciária na França
O presidente liberal da França, Emmanuel Macron, delimitou o prazo de 100 dias para superar a atual crise política e social ligada à sua impopular reforma da Previdência e engatar sua reeleição, mas quais são seus principais desafios?
"Temos diante de nós 100 dias de apaziguamento, unidade, ambição e ação a serviço da França", disse Macron em um discurso televisionado na noite de segunda-feira (17).
Acalmar os ânimos será uma tarefa complicada, a julgar pelas vaias e panelaços que continuou recebendo nesta quarta-feira(19) o presidente, que fará uma "primeira avaliação" da situação em 14 de julho.
- "Apaziguar" o conflito -
Desde janeiro, a França vive uma crise política e social diante da reforma que aumenta a idade de aposentadoria de 62 para 64 anos a partir de 2030 e antecipa para 2027 a exigência de contribuição por 43 anos, e não 42, para receber a aposentadoria integral.
Ainda que tenha visto os maiores protestos sociais contra uma reforma social em três décadas, Macron não cedeu e decidiu, em março, adotar a reforma por decreto, temendo não ter apoio suficiente no Parlamento, onde seu partido não tem maioria absoluta.
Após a rápida promulgação da lei, que entrará em vigor no outono, Macron quer diminuir a tensão nos próximos meses, e seguir adiante com sua agenda reformista.
"Parece haver um leve desejo de dizer que a fase de reforma da Previdência acabou e que é hora de virar a página. Mas para muitos franceses esse não é o caso", disse à AFP Antoine Bristielle, analista da Fundação Jean Jaurès.
Os sindicatos se recusam a se reunir com o presidente antes de 1º de maio, quando convocaram uma "mobilização excepcional" no Dia Internacional do Trabalho.
A esquerda apresentou uma segunda petição para convocar um referendo com o objetivo de limitar a idade de aposentadoria a 62 anos, sobre o qual o Conselho Constitucional deve se pronunciar em 3 de maio, após rejeitar a primeira solicitação.
Os manifestantes também buscam atrapalhar visitas de Macron pelo país. Nesta quarta-feira, cerca de cem pessoas protestaram com panelas em Muttersholtz (nordeste), horas antes do presidente visitar a região.
"As panelas não farão a França progredir", respondeu Macron durante seu deslocamento, quando foi duramente vaiado.
- Formar uma maioria estável -
Menos de um ano após sua reeleição, o partido de Macron ainda tem quatro anos complicados pela frente caso não tenha apoio na Assembleia Nacional (Câmara Baixa).
O presidente francês pediu à sua primeira-ministra, Elisabeth Borne, que ampliasse sua base "tanto quanto pudesse", procurando, por exemplo, o apoio do partido de oposição de direita Os Republicanos, cujos 62 deputados poderiam estabelecer uma maioria pró-Governo.
No entanto, o líder deste partido na Assembleia, Olivier Marleix, rapidamente pôs fim à ideia. "Não haverá coligação nem pacto de governo", disse ele, reforçando a divisão política acerca da reforma previdenciária.
Outra medida de governo polêmica vislumbrada por Macron é a de "reforçar o controle da imigração ilegal", que já estava pautada em seu programa eleitoral e que interessa aos Republicanos.
O ministro do Interior, Gérald Darmanin, apresentou em fevereiro um projeto de lei sobre imigração, mas teve que retirá-lo por não receber apoio suficiente.
Agora, pretende relançá-lo e o líder dos Republicanos, Éric Ciotti, contou à AFP que se Darmanin "alinhar-se" com eles, poderão negociar. Seu partido rejeita a regularização de trabalhadores sem documentos na França.
- Restaurar a confiança -
Vivendo sua primeira grande crise no segundo mandato, o presidente francês é alvo dos opositores, que questionam o funcionamento da democracia no país.
"Estamos vivenciando a repetição dos coletes amarelos, mas muito mais grave", afirmou Pierre Rosanvallon à emissora TMC.
Para o historiador e sociólogo, a França atravessa "a crise democrática mais grave" desde a independência da Argélia, em 1962.
Macron foi reeleito com 58,5% dos votos em abril de 2022, em grande parte como uma forma de conter sua rival da extrema direita, Marine Le Pen.
Um ano depois, as pesquisas mostram uma queda na confiança de seu mandato, cuja popularidade está abaixo dos 30%, e nas instituições, além de um aumento nas intenções de voto em Le Pen.
O.Krause--BTB