-
Croácia, próximo adversário do Brasil, vence Colômbia (2-1) de virada em amistoso
-
Venezuela decreta uma semana de feriado devido a crise de energia
-
Exército de Israel anuncia ataques ‘em grande escala’ contra Teerã
-
Sabalenka vence Rybakina em Miami e está a um passo do 'Sunshine Double'
-
Coreia do Norte e Belarus assinam tratado de cooperação durante visita de Lukashenko
-
África do Sul é convidada e depois excluída de reunião do G7 na França
-
Juiza suspende sanções do governo americano contra a Anthropic
-
Zverev vence Cerúndolo e avança às semifinais do Masters 1000 de Miami
-
Bolívia vence Suriname (2-1) e vai enfrentar Iraque por vaga na Copa de 2026
-
A Ucrânia destrói as exportações russas de petróleo do terror
-
'Uma decisão difícil e talvez injusta', admite Tuchel sobre não convocar Alexander-Arnold
-
Trump adia prazo para ataques contra Irã em meio a negociações
-
Falta de adversários de peso preocupa Argentina antes da Copa de 2026
-
Dinamarca e República Tcheca vão se enfrentar numa das finais da repescagem europeia para Copa
-
Brasil perde para França (2-1) em amistoso preparatório para Copa
-
Suécia bate Ucrânia (3-1) e vai enfrentar Polônia por vaga na Copa do Mundo
-
Itália vence Irlanda do Norte (2-0) e vai à final de sua repescagem para Copa de 2026
-
Gauff vence Muchova e avança pela 1ª vez à final do WTA 1000 de Miami
-
Cerimônia do Oscar vai deixar Hollywood a partir de 2029
-
Espanha vai enfrentar Peru em Puebla, em seu último amistoso antes da Copa do Mundo
-
Cerimônia do Oscar vai deixar Hollywood
-
Milhares de estudantes no Chile protestam contra Kast por cortes na educação
-
Um sorridente Nicolás Maduro comparece novamente perante a justiça em Nova York
-
Turquia vence Romênia (1-0) e avança na repescagem europeia para Copa do Mundo
-
Sinner bate Tiafoe e vai à semifinal do Masters 1000 de Miami
-
Aparência, genes, hormônios: quando o esporte analisa os sinais de feminilidade
-
'Confiamos no sistema judicial dos EUA', diz filho de Maduro à AFP
-
'Hijo mayor', ou como honrar a memória da migração sul-coreana na Argentina
-
Parlamento Europeu aprova criação de 'centros de retorno' para migrantes
-
Em Cuba afetada pela crise, médicos tomam decisões 'dificílimas' em hospital infantil
-
Aos 41 anos, Hamilton afirma estar em melhor forma do que seus rivais
-
Verstappen expulsa jornalista de entrevista coletiva em Suzuka
-
Sporting Cristal, do Peru, anuncia saída do técnico brasileiro Paulo Autuori
-
COI reintroduz testes genéticos de feminilidade após 30 anos
-
Eurodeputados aprovam acordo comercial com os EUA, com condições
-
Petróleo da Venezuela seduz o setor, mas incerteza freia o entusiasmo
-
Maduro volta a se apresentar à justiça em Nova York
-
Parlamento Europeu dá mais um passo para proibir 'deepfakes' sexuais gerados por IA
-
Ativistas conectam iranianos à internet via Starlink
-
Série do filho de Pablo Escobar traz mensagem de que 'é possível mudar'
-
Chileno Zepeda é condenado à prisão perpétua por assassinato de ex-namorada japonesa na França
-
Futebol feminino ganha espaço na Somália
-
Como a China desafia os EUA na corrida espacial?
-
Maduro retorna a tribunal em Nova York após sua espetacular captura na Venezuela
-
Rosalía suspende show na Itália por intoxicação alimentar
-
Coreia do Norte e Belarus assinam tratado de 'amizade e cooperação'
-
Congresso de Honduras destitui procurador-geral
-
Israel ataca Irã após Trump insistir que Teerã deseja um acordo
-
Irã afirma que não pretende negociar mas EUA insiste no contrário
-
Sabalenka e Rybakina vão duelar novamente, desta vez nas semis do WTA 1000 de Miami
'Não estamos vivendo uma época de migrações maciças', assegura o sociológo Hein de Haas
Ao contrário do que dizem cada vez mais políticos, o mundo atual não está passando por um período de movimentos migratórios em massa, afirma categoricamente o sociólogo e geógrafo holandês Hein de Haas.
Autor de The Myths of Immigration (Editorial Península, 2024) e professor da Universidade de Amsterdã, ele também é um dos fundadores do International Migration Institute (IMI), com sede em Oxford.
Em uma entrevista à AFP, ele desmascara uma série de lugares-comuns difundidos por muitos políticos nos Estados Unidos e na Europa.
P: Você fala sobre os “mitos” políticos que cercam a imigração, tanto à direita quanto à esquerda. Quais são eles?
R: Provavelmente o mito mais difundido é o de que estamos vivendo em um período de migração em massa, que é essencialmente causado pela pobreza, violência e miséria humana. E que essas migrações chegaram a tal ponto que ameaçam o emprego, os serviços sociais, a segurança e a identidade de nossas sociedades.
Na realidade, a escala desses movimentos é menor do que pensamos. Os migrantes representam cerca de 3,4% da população mundial, e essa porcentagem não mudou muito nas últimas décadas.
Os refugiados são responsáveis por 10% de todos os migrantes internacionais, ou 0,35% da população mundial. E, além de algumas flutuações de curto prazo, essa proporção permanece relativamente estável.
Entretanto, os políticos geralmente extrapolam os aumentos de curto prazo nas chegadas de refugiados e migrantes e insinuam que isso pressagia uma invasão futura.
A principal causa da imigração não é a pobreza ou a violência nos países de origem. Pelo contrário, o fenômeno aumenta à medida que os países pobres se tornam mais ricos, porque a migração custa dinheiro e exige ambição. Na realidade, a principal causa da migração é a falta de mão de obra nos países de destino.
Portanto, a migração não é “sofrida” como muitos políticos acreditam, mas sim “escolhida”.
P: Quem lucra com esses mitos?
R: Os políticos que os propagam e reciclam. A imigração serve como o bode expiatório ideal para o descontentamento social (desigualdades crescentes, insegurança no emprego, falta de moradia acessível, erosão dos serviços públicos...).
Na realidade, esses problemas foram causados principalmente pelas políticas econômicas neoliberais, que, por exemplo, reduziram os impostos para os ricos, cortaram a proteção dos trabalhadores, corroeram os serviços públicos e negligenciaram a habitação social.
A segunda função política do “mito da invasão” é mobilizar o medo e o ódio de determinados grupos de migrantes e minorias.
Ao apresentar a imigração como uma ameaça existencial, os discursos xenófobos exploram nossos medos mais profundos e permitem que certos políticos se apresentem como defensores de seu povo contra o inimigo estrangeiro.
P: Como você descreveria as tendências de migração na Europa desde a virada do século?
R: No curto prazo, há flutuações intimamente ligadas aos ciclos econômicos.
Após a crise financeira de 2008, a migração para a Europa diminuiu por vários anos.
Entretanto, após a crise da covid, a escassez de mão de obra sem precedentes levou a um aumento da migração legal e ilegal para a América do Norte e a Europa Ocidental.
Os fluxos de refugiados têm sido altamente irregulares, com picos temporários quando há guerras próximas à Europa Ocidental, como foi o caso da Síria a partir de 2015 e da Ucrânia a partir de 2022.
No entanto, vistos em longo prazo, esses movimentos de refugiados são menos massivos do que se acredita.
Na Europa, o que claramente aumentou desde 2000 foi a imigração relacionada à mão de obra. O envelhecimento da população, combinado com um aumento nos níveis educacionais, levou a um aumento no número de empregos considerados precários, que os trabalhadores da Europa Ocidental não estão mais dispostos ou não são capazes de fazer, em setores como agricultura, construção, catering, entrega em domicílio ou limpeza.
C.Kovalenko--BTB