-
Um sorridente Nicolás Maduro comparece novamente perante a justiça em Nova York
-
Turquia vence Romênia (1-0) e avança na repescagem europeia para Copa do Mundo
-
Sinner bate Tiafoe e vai à semifinal do Masters 1000 de Miami
-
Aparência, genes, hormônios: quando o esporte analisa os sinais de feminilidade
-
'Confiamos no sistema judicial dos EUA', diz filho de Maduro à AFP
-
'Hijo mayor', ou como honrar a memória da migração sul-coreana na Argentina
-
Parlamento Europeu aprova criação de 'centros de retorno' para migrantes
-
Em Cuba afetada pela crise, médicos tomam decisões 'dificílimas' em hospital infantil
-
Aos 41 anos, Hamilton afirma estar em melhor forma do que seus rivais
-
Verstappen expulsa jornalista de entrevista coletiva em Suzuka
-
Sporting Cristal, do Peru, anuncia saída do técnico brasileiro Paulo Autuori
-
COI reintroduz testes genéticos de feminilidade após 30 anos
-
Eurodeputados aprovam acordo comercial com os EUA, com condições
-
Petróleo da Venezuela seduz o setor, mas incerteza freia o entusiasmo
-
Maduro volta a se apresentar à justiça em Nova York
-
Parlamento Europeu dá mais um passo para proibir 'deepfakes' sexuais gerados por IA
-
Ativistas conectam iranianos à internet via Starlink
-
Série do filho de Pablo Escobar traz mensagem de que 'é possível mudar'
-
Chileno Zepeda é condenado à prisão perpétua por assassinato de ex-namorada japonesa na França
-
Futebol feminino ganha espaço na Somália
-
Como a China desafia os EUA na corrida espacial?
-
Maduro retorna a tribunal em Nova York após sua espetacular captura na Venezuela
-
Rosalía suspende show na Itália por intoxicação alimentar
-
Coreia do Norte e Belarus assinam tratado de 'amizade e cooperação'
-
Congresso de Honduras destitui procurador-geral
-
Israel ataca Irã após Trump insistir que Teerã deseja um acordo
-
Irã afirma que não pretende negociar mas EUA insiste no contrário
-
Sabalenka e Rybakina vão duelar novamente, desta vez nas semis do WTA 1000 de Miami
-
ONU propõe plano de ajuda a Cuba que inclui fornecimento de combustível
-
Técnico do Suriname se diz preocupado com calor de Monterrey antes da repescagem contra a Bolívia
-
Fifa colocará à venda últimos ingressos para a Copa do Mundo em 1º de abril
-
Deschamps mantém silêncio sobre nome do futuro técnico da seleção francesa
-
Lehecka vence promessa espanhola Landaluce e vai às semifinais do Masters de Miami
-
Itália e Gattuso querem espantar de vez os fantasmas de 2018 e 2022
-
Vice-presidente da Fifa minimiza temores políticos e de segurança antes da Copa do Mundo
-
Quatro sonhos e 12 pesadelos: começa a repescagem europeia para a Copa de 2026
-
Trump 'desencadeará o inferno' se Irã não aceitar negociar um fim para a guerra
-
Mbappé nega que médicos do Real Madrid tenham examinado seu joelho errado
-
Suspeita de atirar contra mansão de Rihanna se declara inocente
-
EUA vai consumir combustível com mais etanol diante de possível escassez
-
Rybakina vence Pegula mais uma vez e vai à semifinal do WTA 1000 de Miami
-
Técnico da Colômbia diz que James "parece muito bem", apesar da falta de ritmo de jogo
-
Domínio da Mercedes ameaça série de vitórias de Verstappen em Suzuka
-
Júri dos EUA responsabiliza Meta e YouTube em julgamento sobre dependência em redes sociais
-
Cães acompanham humanos há 16 mil anos
-
Maiores poluentes geram danos climáticos astronômicos, alerta estudo
-
Bolívia aposta em novos heróis com uma missão: voltar à Copa do Mundo
-
Senegal recorre na CAS após perder título da Copa Africana
-
Brasil apresenta seu primeiro caça supersônico fabricado no país
-
Promotoria francesa pede 30 anos de prisão para chileno Zepeda por assassinato
Em Cuba afetada pela crise, médicos tomam decisões 'dificílimas' em hospital infantil
Médicos do principal hospital cardiopediátrico de Cuba enfrentam dilemas dramáticos enquanto o bloqueio de combustível imposto pelos Estados Unidos pressiona ainda mais o frágil sistema de saúde da ilha: decidir quais crianças recebem primeiro um tratamento que pode salvar suas vidas e quais terão que esperar.
Durante uma visita de jornalistas da AFP ao cardiocentro pediátrico William Soler, em Havana, mães com máscaras permaneciam ao lado dos filhos em quartos na penumbra, iluminados apenas pela luz natural.
Os hospitais cubanos enfrentam há anos escassez de recursos e equipamentos envelhecidos, mas a situação se agravou desde que o presidente americano, Donald Trump, impôs em janeiro um bloqueio petrolífero de fato à ilha.
A cardiologista Herminia Palenzuela, de 79 anos, afirmou que o hospital, único do tipo no país, precisa tomar decisões "dificílimas". Crianças com casos menos graves ficam "no fim da lista, simplesmente esperando" por recursos.
O hospital atende recém-nascidos, crianças e gestantes com diagnósticos de cardiopatias críticas. "Os recursos sempre são reservados para esse tipo de paciente porque são os que podem morrer a qualquer momento", disse Palenzuela.
O cardiocentro dispõe de 100 leitos, mas nem todos são utilizados, pois os médicos precisam racionar equipamentos e insumos para pacientes em risco iminente. "Gostaríamos de operar mais, mas os recursos não permitem", acrescentou a médica.
Com apagões diários — incluindo dois cortes nacionais na semana passada —, o governo prioriza hospitais, equipados com geradores. Ainda assim, dificuldades persistem: alguns profissionais caminham quilômetros para trabalhar devido à falta de transporte.
- "Níveis dramáticos" -
O diretor do centro, Eugenio Selman, afirmou que a escassez de medicamentos e equipamentos é um problema antigo, ligado ao embargo americano, mas que a situação atual atingiu "níveis dramáticos".
A crise se agravou com a interrupção do fornecimento de petróleo da Venezuela após a queda de Nicolás Maduro em janeiro.
Yaima Sánchez, mãe de um menino com taquicardia, conseguiu atendimento porque havia um aparelho disponível. "Venho com a esperança de que os médicos me atendam com o que tiverem", disse, ressaltando que o equipamento nem sempre está disponível ou funciona por falta de baterias.
Segundo o Ministério da Saúde, mais de 96.000 cubanos, incluindo 11.000 crianças, aguardam cirurgias em meio à reorganização do sistema.
- "O que é justo" -
Na quarta-feira, o hospital recebeu medicamentos, alimentos e produtos de higiene enviados por um comboio internacional que levou 50 toneladas de ajuda humanitária à ilha.
"A situação é claramente difícil" e "por isso fazemos o que é justo: levar ajuda", afirmou a ativista italiana Martina Steinwurzel.
O coordenador da ONU em Cuba, Francisco Pichón, anunciou um plano emergencial de 94,1 milhões de dólares (R$ 496,78 milhões) para permitir a importação de combustível e manter serviços essenciais.
"Se a situação atual continuar e as reservas de combustível se esgotarem, tememos uma rápida deterioração, com possível perda de vidas", alertou.
Y.Bouchard--BTB