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Resgatados sete dos 23 trabalhadores presos em mina na Colômbia
As autoridades colombianas resgataram sete dos 23 mineiros presos a 80 metros de profundidade em uma mina de ouro que colapsou na segunda-feira no noroeste do país, informou a agência estatal de mineração nesta quarta-feira (24).
Com uniformes sujos de lama e sob aplausos, os trabalhadores saíram da mina um a um, segundo vídeos publicados pela estatal. Desde a segunda-feira, eles recebiam comida e oxigênio pelas tubulações conectadas ao fundo da mina.
"Vamos, vamos, você consegue", diziam as pessoas ao redor.
O desabamento ocorreu a 15 metros de profundidade da entrada da mina, operada pela empresa local La Reliquia e pela multinacional canadense Aris Mining, que tem o título de exploração. As duas companhias colaboram no resgate dos trabalhadores, que inicialmente contabilizaram em 25.
"Eles têm oxigênio ilimitado pelas tubulações da mina (...) e é por ali que se aproveita para entregar-lhes alimentação", disse mais cedo à Blu Radio Hambler Patiño, representante local encarregado dos direitos humanos no município de Segovia.
Os mineiros estão bem, apesar do "desespero" para sair, acrescentou.
Os mineiros conseguiram falar com seus familiares por meio de um telefone fixo situado no fundo da jazida de ouro.
As autoridades asseguram que já foi retirada a metade do material do desabamento.
Amigos e parentes passaram toda a noite nas imediações da jazida à espera de avanços nos trabalhos de resgate.
Os acidentes em minas são recorrentes e frequentemente mortais na Colômbia, especialmente em jazidas de carvão e em minas ilegais ou artesanais.
Há apenas dois meses, 18 mineiros ficaram presos nas imediações do mesmo município. Após 24 horas, foram resgatados.
No último domingo foram encontrados mortos sete mineiros, que estavam presos em uma mina ilegal de ouro em uma região conflituosa do sudoeste da Colômbia, onde os guerrilheiros extraem ouro ilegalmente para se financiarem. Além do garimpo, eles faturam com o tráfico de cocaína.
Em concessões operadas por multinacionais, os acidentes são menos frequentes.
No ano passado, 124 pessoas morreram em acidentes deste tipo, e de janeiro a julho de 2025, morreram 60, segundo a Agência Nacional de Mineração.
N.Fournier--BTB