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Inflação nos EUA aumentou em agosto para 2,7% na comparação anual
A inflação nos Estados Unidos subiu em agosto para a 2,7% na comparação anual, a maior taxa registrada desde fevereiro, de acordo com o índice PCE, publicado pelo governo nesta sexta-feira (26).
O índice PCE subiu 0,1 ponto-base em agosto, em comparação com 2,6% em julho, distanciando-se ainda mais da meta de 2% estabelecida pelo Federal Reserve (Fed, banco central), o órgão regulador da política monetária dos EUA.
O índice PCE é a medida de inflação preferida do Fed.
O aumento mensal dos preços também subiu de 0,2% em julho para 0,3% em agosto.
A inflação subjacente, que exclui os preços voláteis de energia e alimentos, permaneceu estável em 2,9% ao ano, segundo o Departamento de Comércio dos EUA.
Esses dados estão alinhados com as previsões dos mercados, de acordo com uma pesquisa entre analistas publicada pela MarketWatch.
A maioria dos especialistas espera que os preços nos Estados Unidos subam devido ao impacto das tarifas de importação impostas por Donald Trump.
Este aumento da inflação, combinada à atual fragilidade do dólar, reduz o poder de compra dos americanos. No entanto, os rendimentos pessoais cresceram mais do que o esperado.
As empresas reduziram seus investimentos (exceto na corrida pela inteligência artificial), o crescimento desacelerou e o desemprego aumentou ligeiramente, mas o consumo, o motor da economia americana, permanece forte, pelo menos para uma parte da população.
"O consumo é impulsionado pelas famílias mais ricas", observou Michael Pearce, da Oxford Economics, em nota divulgada nesta sexta-feira.
"O impacto negativo do aumento das tarifas e a desaceleração do mercado de trabalho sobre as rendas reais tem sido menos significativo do que o esperado", acrescentou.
Pearce atribui esta situação ao "aumento dos dividendos e outros rendimentos de capital, que costumam ser exclusivos das famílias ricas".
Wall Street está atualmente atingindo níveis históricos e os preços dos imóveis estão em seu ponto mais alto.
Segundo Heather Long, economista da Navy Federal Credit Union, "é necessário monitorar como está a classe média, que já enfrentava preços altos e está vendo um aumento no custo de algumas necessidades básicas".
Como os gastos aumentam mais rápido do que os rendimentos, Long acredita que os americanos não podem viver "indefinidamente" além de suas possibilidades.
J.Bergmann--BTB