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Quinto suspeito de triplo homicídio na Argentina é preso na Bolívia
Um quinto suspeito do assassinato de três mulheres em Buenos Aires, uma delas adolescente, foi preso na noite de sexta-feira (26) na Bolívia, informaram as autoridades argentinas, que investigam o caso como ligado ao tráfico de drogas.
O crime chocou a Argentina, onde manifestações são esperadas em todo o país neste sábado (27). O ato principal será uma passeata na capital, da Praça de Maio até o Congresso da Nação.
Os corpos de Morena Verdi, de 20 anos; sua prima Brenda del Castillo, de 20 anos; e Lara Gutiérrez, de 15 anos, foram encontrados na quarta-feira (24) esquartejados e enterrados em uma casa na periferia sul de Buenos Aires. Elas foram vistas pela última vez em 19 de setembro, ao embarcarem em uma van.
Segundo o ministro da Segurança provincial, Javier Alonso, elas foram torturadas e assassinadas na casa onde foram posteriormente enterradas, em um crime transmitido nas redes sociais para um grupo fechado de cerca de 45 pessoas, aparentemente como um ato de "instrução" após um roubo de drogas.
A última prisão eleva o total de pessoas presas em conexão com o crime para cinco: três homens e duas mulheres.
O último é um homem que "estava foragido pelo assassinato de Brenda, Morena e Lara", disse a ministra da Segurança Nacional, Patricia Bullrich, no X.
O homem, acusado de fornecer apoio logístico com um carro, foi preso na cidade boliviana de Villazón, em um hotel a 600 metros da província argentina de Jujuy, graças à colaboração policial entre os dois países, segundo o Ministério da Segurança da Argentina.
Os presos enfrentam acusações de "homicídio agravado por traição", segundo o advogado da vítima mais nova, Gonzalo Fuenzalida.
Enquanto isso, as autoridades divulgaram o nome do homem suspeito de ser o mandante dos crimes. Trata-se de um peruano de 20 anos conhecido como "Pequeno J", cuja base de operações criminosas fica em Zavaleta, um bairro marginalizado no sul da capital argentina.
O promotor Adrián Arribas solicitou sua prisão internacional.
Outro homem de 23 anos, identificado como principal braço direito de "Pequeno J", também está sendo procurado.
"São medidas preventivas; não sabemos se estão no país ou não", disse Bullrich à Rádio Mitre.
As três mulheres, uma delas mãe de um bebê de um ano, moravam em um bairro pobre de Buenos Aires.
"Elas estavam com as pessoas erradas na hora errada, nada mais; não tinham nada a ver", disse Federico Celedón, de 26 anos, primo de Morena e Brenda, à AFP.
As três teriam encontrado com seus assassinos após serem enganadas com uma oferta de trabalho sexual, segundo reportagens da imprensa que citam fontes anônimas.
W.Lapointe--BTB