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Petróleo recua levemente, mas se mantém perto dos 100 dólares
Os preços do barril de petróleo se situavam, nesta sexta-feira (13), levemente abaixo dos 100 dólares, com um leve recuo, e as principais bolsas operavam com lucros tímidos após dias de volatilidade provocada pela guerra no Oriente Médio.
O Irã respondeu à ofensiva dos Estados Unidos e de Israel bloqueando o Estreito de Ormuz, por onde circula um quinto do comércio mundial de hidrocarbonetos, e atacou a infraestrutura energética no Golfo.
Isto tensionou os preços do petróleo que, apesar de uma liberação recorde de reservas estratégicas, ultrapassou a marca dos 100 dólares (R$ 520) na quinta-feira.
No entanto, o anúncio dos Estados Unidos de flexibilizar em parte as sanções ao petróleo russo parece ter freado por enquanto o encarecimento do óleo bruto e, consequentemente, a queda das bolsas.
Por volta das 10h30 de Brasília, o barril de Brent do mar do Norte, referência para o mercado europeu, operava em baixa de 1,07%, a 99,39 dólares. O barril de WTI, seu equivalente americano, era negociado em queda de 1,77%, a 94,04 dólares.
"Os mercados seguem dominados pelas tensões em torno do Estreito de Ormuz e pelas variações dos preços do petróleo", afirmaram os analistas da Natixis.
Na abertura da bolsa de Nova York, os principais índices - Dow Jones (+0,64%), Nasdaq (+0,37%) e S&P 500 (+0,41%) - operavam no azul.
Na Europa, as principais praças, como Paris, Londres e Frankfurt, abriram em queda, mas se recuperaram durante a sessão e por volta das 10h40 de Brasília, registravam ganhos moderados.
Ao contrário, a maioria das bolsas asiáticas fechou com perdas superiores a 1%.
- "Problema para os investidores" -
Com os países do Golfo reduzindo sua produção e os petroleiros bloqueados na região, os preços de referência da commodity subiram entre 40% e 50% desde o início do conflito.
O Estreito de Ormuz segue praticamente fechado, e o novo líder supremo iraniano, aiatolá Mojtaba Khamenei, assegurou na quinta-feira que o Irã continuará usando essa "carta".
"A estratégia iraniana de desorganizar o mercado energético se confirma com o fechamento de fato do Estreito de Ormuz há duas semanas e o ataque a petroleiros no Golfo Pérsico e a portos omanis para além do Estreito", avaliou Xavier Chapard, estrategista da LBPAM.
"Por enquanto, não há um fim para o conflito à vista, e esse é o prolema para os investidores", disse à AFP Adam Sarhan, da empresa 50 Park Investments.
A Agência Internacional de Energia tinha advertido que a guerra no Oriente Médio poderia provocar "a maior interrupção de abastecimento" na história do setor.
No entanto, o presidente americano, Donald Trump, escreveu nas redes sociais que derrotar o "império do mal" do Irã era mais importante que os preços do petróleo.
T.Bondarenko--BTB