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Swiatek e Anisimova farão final feminina inesperada em Wimbledon
A competição no tênis feminino se tornou aberta e disputada, como prova a final inesperada de Wimbledon, que acontecerá neste sábado (12) entre a polonesa Iga Swiatek e a americana Amanda Anisimova.
Se o circuito masculino foi dominado nas últimas décadas por Novak Djokovic, Roger Federer e Rafael Nadal, e agora por Carlos Alcaraz e Jannik Sinner, no feminino o tradicional Grand Slam Londrino terá a nona campeã diferente em nove edições.
Desde que a americana Serena Williams venceu Wimbledon pela sétima e última vez, em 2016, não houve repetição de campeãs no torneio.
Ex-número 1 do mundo e atualmente número 4 no ranking da WTA, Iga Swiatek, de 24 anos, que nunca tinha chegado à semifinal de Wimbledon, parte como favorita para conquistar seu sexto Grand Slam, depois de vencer quatro vezes Roland Garros e uma o US Open.
Pelo caminho ficou bielorrussa Aryna Sabalenka, atual número 1, mas que nunca chegou à final de Wimbledon, derrotada nas semis pela surpreendente Anisimova, 12ª do ranking.
A americana de 23 anos disputou pela primeira vez a semifinal do torneio e a segunda em um Grand Slam, seis anos depois de ter chegado a essa fase em Roland Garros.
Anisimova, que tem a pintura como hobby, retornou ao circuito em janeiro de 2024 depois de mais de seis meses longe das quadras por questões de saúde mental.
"Qualquer um que passar por dificuldades e voltar ao melhor nível merece muito respeito. Sem dúvida, Amanda é uma dessas jogadoras que seguiu em frente em situações difíceis. Sempre desejei a ela o melhor. A gente se conhece desde a categoria juvenil", afirmou Swiatek sobre sua adversária na final.
- Crise mental de Anisimova -
Anisimova acredita que chegar à final de Wimbledon depois do período afastada passa uma mensagem positiva e de esperança aos que vivem situações difíceis.
"É uma mensagem realmente especial que eu consegui passar. Quando tirei minha pausa, muita gente disse que eu nunca voltaria a chegar ao topo se me afastasse por muito tempo. Isso foi um pouco difícil de assimilar porque eu queria voltar e conquistar muitas coisas. E vencer um Grand Slam algum dia", afirmou a americana.
Anisimova, filha de russos que emigraram para os Estados Unidos, pode se tornar a terceira jogadora de seu país a conquistar um Major este ano, depois dos títulos de Madison Keys no Aberto da Austrália e de Coco Gauff em Roland Garros.
Com três títulos no currículo, o mais importante deles o WTA 1000 de Doha deste ano, em fevereiro, ela retornará ao Top 10 do ranking feminino depois do torneio de Wimbledon.
Entre as dez melhores jogadoras do mundo, Swiatek é a única que sobreviveu no All England Club.
Nas oitavas de final, só quatro integrantes do Top 10 estavam presentes: Swiatek, finalista; Sabalenka (N.1), que caiu na semifinal; a russa Mirra Andreeva (N.7) e a americana Emma Navarro (N.10), eliminadas nas quartas e nas oitavas, respectivamente.
Embora Swiatek seja amplamente favorita, Anisimova pode conseguir sua última façanha em Londres.
H.Seidel--BTB