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Federação da Noruega recorre ao Comitê de Ética da Fifa contra prêmio da paz entregue a Trump
A presidente da Federação Norueguesa de Futebol (NFF), Lise Klaveness, anunciou nesta terça-feira (2) que recorreu ao Comitê de Ética da Fifa para esclarecer as condições sob as quais Gianni Infantino entregou um "prêmio da paz" a Donald Trump.
A medida da NFF apoia a organização de direitos humanos FairSquare, que apresentou uma denúncia ao mesmo comitê em dezembro, acusando a entidade máxima do futebol mundial de ter violado seu "dever de neutralidade".
Durante o sorteio dos grupos da Copa do Mundo de 2026, em dezembro, Infantino entregou o novo Prêmio da Paz da Fifa ao presidente dos Estados Unidos, que não esconde seu desejo, atualmente não realizado, de ganhar o prestigioso Prêmio Nobel da Paz.
A Fifa nunca esclareceu os critérios para a concessão de seu prêmio recém-criado.
Por mandato de sua assembleia geral, a NFF enviou uma carta ao Comitê de Ética na segunda-feira, afirmou Lise Klaveness, que pediu que o assunto fosse tratado com transparência.
"Enviamos esta carta sozinhos", afirmou Klaveness em entrevista coletiva, ao ser questionada sobre um possível apoio de outras federações.
"Acho que as outras [federações] sabiam que poderiam assinar se quisessem. Chegamos à conclusão de que não adiantaria nada pressionar ninguém, que fazer isso só criaria atrito", acrescentou a dirigente.
Infantino tem uma relação grande cumplicidade com Donald Trump desde o retorno do político ao poder, em janeiro de 2025.
O dirigente ítalo-suíço apoiou o presidente americano em sua tentativa frustrada de conquistar o Prêmio Nobel da Paz de 2025, que foi vencido pela venezuelana María Corina Machado.
Juntamente com Canadá e México, os Estados Unidos são o principal país-sede da Copa do Mundo de 2026, que será realizada de 11 de junho a 19 de julho.
C.Meier--BTB