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Reino Unido e UE reforçam sanções contra a Guarda Revolucionária iraniana
O Reino Unido e a União Europeia (UE) anunciaram nesta segunda-feira (24) que reforçaram as sanções contra a Guarda Revolucionária, exército ideológico da República Islâmica do Irã, como parte de uma série de medidas decididas pelos países ocidentais por violações dos direitos humanos.
O governo britânico acrescentou a sua lista mais de 70 pessoas e entidades, que estão proibidas de viajar para o Reino Unido e cujos bens estão congelados, informou o Ministério das Relações Exteriores.
Entre eles estão quatro generais da Guarda Revolucionária, uma organização sancionada "em sua totalidade", acrescentou o ministério.
No total, a lista britânica, elaborada em coordenação com os Estados Unidos e a União Europeia, já conta com 300 pessoas físicas e jurídicas.
A UE adicionou mais oito pessoas à lista, incluindo um comandante da Guarda Revolucionária e a empresa telefônica iraniana Ariantel, acusada de colaboração na repressão empreendida pelas autoridades.
"O Reino Unido e os seus parceiros internacionais reafirmam hoje que não fecharemos os olhos à brutal opressão exercida pelo regime", afirmou o chefe da diplomacia britânica, James Cleverly, citado no comunicado.
"Continuaremos adotando uma série de medidas para obrigar o regime a prestar contas de suas ações", acrescentou, e denunciou "a brutal repressão exercida contra o povo iraniano".
A Guarda Revolucionária foi criada em 1979 após a vitória da revolução contra o xá. Com efetivos estimados em mais de 120 mil homens, possui forças terrestres, navais e aéreas.
A Guarda supervisiona os Bassidj (voluntários islâmicos), que foram mobilizados em resposta às manifestações provocadas pela morte em 16 de setembro de Mahsa Amini, uma iraniana curda de 22 anos, que morreu após ser detida pela polícia por violar a rígido código de vestimenta da República Islâmica.
I.Meyer--BTB