-
Ex-encarregado do combate à covid, Anthony Fauci se nega a depor no Senado dos EUA
-
STF questiona uso de 'deepfake' de Jair Bolsonaro em campanha presidencial de Flávio
-
Equipes de emergência procuram sobreviventes após terremoto que deixou 13 mortos no Japão
-
'Muito provavelmente vou me aposentar' ao final da temporada, avisa Neuer
-
Cristina Kirchner leva seu caso ao Comitê de DH da ONU
-
Cuba abre setores de sua economia à iniciativa privada
-
Exército israelense ataca mesquita em Gaza que 'armazenava armas' do Hamas
-
OpenAI afirma que seu agente de IA invadiu outras plataformas
-
O sonho cubano do secretário de Estado americano, Marco Rubio
-
Milhares voltam para casa na Espanha; França encara nova onda de calor
-
DJ francês Kavinsky, autor de 'Nightcall', morre aos 50 anos
-
França ordena expulsão de comentarista russa de televisão
-
Como uma foto da AFP se tornou símbolo do verão de incêndios na Europa
-
Guerra no Oriente Médio se propaga com ataques americanos e sauditas no Iraque
-
Fifa é duramente criticada por projeto de investimento privado
-
Rússia emite ordem de busca internacional contra CEO do Telegram por 'cumplicidade com terrorismo'
-
Após incêndios, milhares de pessoas retornam para casa na Espanha e na França
-
Câmeras com IA detectam tentativas de suicídio em pontes de Seul
-
Equipes de emergência procuram sobrevivientes após terremoto que deixou 13 mortos no Japão
-
Ex-primeira-ministra destituída de Bangladesh promete retornar ao país apesar de condenação à morte
-
Rússia emite ordem de busca internacional contra o CEO do Telegram por 'cumplicidade com terrorismo'
-
Zelensky afirma que iniciativa na guerra com a Rússia 'não está nas mãos' de Putin
-
Estados Unidos interceptam mísseis iranianos e anunciam novos ataques no Oriente Médio
-
Japão reporta 13 mortos após terremoto e buscas em shopping continuam
-
Maior universidade do México investiga suspeita de fraude com IA em vestibular
-
Irã faz novos ataques após reunião entre EUA e Israel
-
Warriors renovam com Draymond Green após tentativa frustrada de contratar LeBron
-
Jodar vence Fils em Washington; Cruz Hewitt conquista 1ª vitória no circuito profissional
-
Fifa quer vender ações da Copa do Mundo para investidores privados
-
EUA busca flexibilizar proteção ambiental para promover indústria espacial
-
Desabamento de shopping após terremoto no Japão deixa ao menos 2 mortos
-
Trump e Netanyahu aparam arestas em primeiro encontro desde começo da guerra
-
Keiko Fujimori assume presidência do Peru e anuncia que militares liderarão combate ao crime
-
Ativistas no Rio exigem acesso a medicamentos genéricos contra o HIV
-
Zidane, uma lenda do futebol que sabe gerir estrelas
-
Real Madrid registra receita recorde de € 1,2 bilhão
-
Manifestantes pedem eleições na Venezuela antes de diálogo entre governo e oposição
-
Keiko Fujimori toma posse como presidente no Peru com desafio de enfrentar onda de criminalidade
-
Garimpo ilegal com mercúrio polui floresta entre Suriname e Guiana francesa
-
Zelensky elogia reunião com Trump para alcançar mais apoio bélico contra Rússia
-
Zidane realiza 'um sonho' e assume comando da seleção francesa
-
Cucurella cumpre promessa e tatua rosto do técnico da Espanha
Professores da Venezuela exigem melhores salários antes da volta às aulas
Professores na Venezuela voltaram às ruas, nesta segunda-feira (18), para exigir "salários justos" e melhorias nas escolas, a poucas semanas para o início do novo período escolar previsto para 2 de outubro.
Agitando cartazes com frases como "Não a salários de fome, não a pensões de morte!" e "Salários e pensões indexados à cesta básica!", professores ativos e aposentados marcharam em protesto contra a "bonificação" dos salários e o declínio na educação.
"Eu fico com raiva porque nos tratam como mendigos, eles nos fazem de mendigos", lamentou Xiomara Mijares, uma professora com 25 anos de serviço que se juntou a cerca de 300 manifestantes que protestaram em frente à Defensoria do Povo e Ministério Público, no centro de Caracas.
"Eles transformaram os trabalhadores do país em operários de fábrica ou escravos, o que é a mesma coisa, porque não recebemos um salário para viver com dignidade", disse Mijares, que tem 30 alunos sob sua responsabilidade.
Lenin Barrios, um professor de inglês de 53 anos com 20 anos de serviço, disse à AFP que recebe o equivalente a cerca de 25 dólares (R$ 121) por mês.
"É menos de um dólar (R$ 4,85) por dia", disse ele, acrescentando que sobrevive com a ajuda de uma enteada. "Precisamos que nos ouçam", suplicou.
O salário pago aos professores está muito abaixo do valor da cesta básica na Venezuela, estimada em mais de 502 dólares (R$ 2.436) em agosto de 2023.
Outra reclamação constante é a deterioração da qualidade da educação, a ponto de alunos passarem de ano sem saber ler ou resolver exercícios básicos de matemática.
Devido à crise, nas escolas públicas as aulas são ministradas apenas duas vezes por semana, e até mesmo uma vez, em alguns casos.
"O governo, para não nos pagar um salário justo, ordenou que tivéssemos um horário de mosaico, no qual trabalhamos dois dias por semana e nos outros três nos disseram para nos virar", disse Mijares.
Neste contexto, Elsa Castillo, representante da Federação Venezuelana de Professores, considera que não há condições para o retorno às aulas, embora os professores tenham sido convocados nesta segunda-feira para iniciar trabalhos "administrativos".
"A mensagem para os professores é não se apresentarem, não é uma greve, não é uma paralisação", afirmou, citando uma cláusula contratual que permite aos professores faltar por eventos "fortuitos". Neste caso, o argumento são os salários, que "não são suficientes nem para pagar a passagem".
M.Odermatt--BTB