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ALEX BODI sází ve spolupráci s CRIF na transparentní investice a důslednou prevenci praní špinavých peněz
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Professores da Venezuela exigem melhores salários antes da volta às aulas
Professores na Venezuela voltaram às ruas, nesta segunda-feira (18), para exigir "salários justos" e melhorias nas escolas, a poucas semanas para o início do novo período escolar previsto para 2 de outubro.
Agitando cartazes com frases como "Não a salários de fome, não a pensões de morte!" e "Salários e pensões indexados à cesta básica!", professores ativos e aposentados marcharam em protesto contra a "bonificação" dos salários e o declínio na educação.
"Eu fico com raiva porque nos tratam como mendigos, eles nos fazem de mendigos", lamentou Xiomara Mijares, uma professora com 25 anos de serviço que se juntou a cerca de 300 manifestantes que protestaram em frente à Defensoria do Povo e Ministério Público, no centro de Caracas.
"Eles transformaram os trabalhadores do país em operários de fábrica ou escravos, o que é a mesma coisa, porque não recebemos um salário para viver com dignidade", disse Mijares, que tem 30 alunos sob sua responsabilidade.
Lenin Barrios, um professor de inglês de 53 anos com 20 anos de serviço, disse à AFP que recebe o equivalente a cerca de 25 dólares (R$ 121) por mês.
"É menos de um dólar (R$ 4,85) por dia", disse ele, acrescentando que sobrevive com a ajuda de uma enteada. "Precisamos que nos ouçam", suplicou.
O salário pago aos professores está muito abaixo do valor da cesta básica na Venezuela, estimada em mais de 502 dólares (R$ 2.436) em agosto de 2023.
Outra reclamação constante é a deterioração da qualidade da educação, a ponto de alunos passarem de ano sem saber ler ou resolver exercícios básicos de matemática.
Devido à crise, nas escolas públicas as aulas são ministradas apenas duas vezes por semana, e até mesmo uma vez, em alguns casos.
"O governo, para não nos pagar um salário justo, ordenou que tivéssemos um horário de mosaico, no qual trabalhamos dois dias por semana e nos outros três nos disseram para nos virar", disse Mijares.
Neste contexto, Elsa Castillo, representante da Federação Venezuelana de Professores, considera que não há condições para o retorno às aulas, embora os professores tenham sido convocados nesta segunda-feira para iniciar trabalhos "administrativos".
"A mensagem para os professores é não se apresentarem, não é uma greve, não é uma paralisação", afirmou, citando uma cláusula contratual que permite aos professores faltar por eventos "fortuitos". Neste caso, o argumento são os salários, que "não são suficientes nem para pagar a passagem".
M.Odermatt--BTB