-
Federação italiana confirma conversas com Guardiola para comandar a 'Azzurra'
-
Trump ameaça destruir pontes e centrais elétricas no Irã por cada ataque em Ormuz
-
Após fugir da guerra em Mianmar, rohingyas arriscam tudo para sair de Bangladesh
-
Van Bommel estaria perto de substituir Rudi Garcia como técnico da Bélgica
-
Phil Foden renova com Manchester City até 2030
-
Mulheres que acusam padre de violência sexual denunciam silêncio do Vaticano
-
Casa onde Hitler nasceu vira delegacia na Áustria
-
Príncipe George completa 13 anos e se prepara para ingressar na renomada escola de Eton
-
Antiga cidade libanesa de Tiro inscrita na Lista do Patrimônio Mundial em Perigo
-
DJs ocupam estabelecimentos para revitalizar bairros no Japão
-
Animais resgatados após terremotos na Venezuela aguardam tutores
-
Rubio espera uma visita 'muito positiva' de Xi Jinping a Washington em setembro
-
Hollywood incorpora IA, mas quer preservar seu DNA criativo
-
Regulador da UE reduz drasticamente limite de exposição a poluente TFA
-
Nicolás Maduro retorna a tribunal de Nova York para audiência
-
Galeria que sofreu assalto reabre no Louvre sem nada para roubar
-
Caça-talentos vinculado a Epstein é encontrado morto na França
-
OpenAI relata ataque hacker autônomo 'sem precedentes' executado por seus agentes de IA
-
Zelensky vira a página após substituir chefe do Exército ucraniano
-
EUA ataca Irã após Trump advertir que a guerra 'não terminou'
-
Entra em vigor tarifaço de Trump sobre o Brasil enquanto EUA prepara novas medidas comerciais
-
EUA prepara novas tarifas diante do fim de taxação global de 10%
-
Ossada humana de quase 3 mil anos é exumada em El Salvador
-
Minnesota United se despede de James Rodríguez com um 'obrigado por tudo'
-
EUA adverte que 'não terminou' campanha contra Irã, após aumento dos ataques
-
Alcaraz aparece na lista de inscritos para o Aberto dos Estados Unidos
-
Morgan Rogers se transfere do Villa para o Chelsea em negociação recorde para um jogador britânico
-
Corpo encontrado no carro do cantor D4vd era 'irreconhecível', diz testemunha
-
Trump promete ajudar Líbano a alcançar a paz com Israel
-
Ochoa anuncia aposentadoria do futebol após disputar 6ª Copa do Mundo
-
Opositor indiano é detido após pedir renúncia do premier em protesto
-
Nova Jersey comunica erro no cadastro eleitoral após denúncias de Trump
-
EUA adverte Nicarágua sobre planos de eliminar eleições
-
Lewandowski e Griezmann prontos para uma jornada de grandes estreias na MLS
-
Kaylee Hottle, atriz de 'Godzilla', morre em acidente nos EUA aos 18 anos
-
Arrogância? Não, orgulho: argentinos respondem aos críticos
-
Últimos acontecimentos na guerra no Oriente Médio
-
França aprova proibição das redes sociais para menores de 15 anos
-
Tarifa global de Trump expira, mas EUA prepara novos tributos
-
França aprova lei que permite uso de pesticidas prejudiciais às abelhas
-
Presidente da liga espanhola acusa Fifa de 'destruir a indústria do futebol'
-
Liverpool anuncia contratação da jovem promessa colombiana Samuel Martínez
-
Dibu Martínez cogita aposentadoria da seleção argentina
-
Trump adverte que "ainda não terminou" com o Irã após intensificação dos ataques
-
Trump promete ajudar "muito" o Líbano, que busca apoio para paz com Israel
Comandante da principal dissidência das Farc abandona negociações de paz
Conhecido como Iván Mordisco, principal comandante do grupo das dissidências das Farc, abandonou as negociações de paz na Colômbia, anunciou nesta terça-feira (16) o governo, que seguirá dialogando com outros líderes guerrilheiros.
Mordisco, líder do Estado-Maior Central (EMC), "está fora da mesa (...) não sabemos onde está", disse em uma declaração à imprensa Camilo González, chefe da delegação do governo nas negociações que começaram no final de 2023.
Segundo Bogotá, o grupo está dividido internamente, por isso negociará com outros líderes, embora os diálogos estejam "congelados" atualmente.
González apontou Andrey como o novo chefe da guerrilha nas discussões, uma vez que supostamente comanda mais de 50% dos 3.500 combatentes do EMC.
Com cabelos longos e sempre adornado com joias luxuosas, "Andrey" era o porta-voz da organização ilegal. No entanto, não se sabe a extensão de seu poder.
Segundo especialistas, Mordisco controla o tráfico de drogas milionário e as rotas ilegais de mineração, sobretudo na Amazônia. Ele pertencia às Farc, mas nunca aceitou o acordo de paz de 2016 e permaneceu escondido.
O futuro de ambos os lados dissidentes é agora uma incógnita. "O EMC (...) deixa de existir ou pelo menos inicia uma disputa pela marca entre as diferentes facções que estavam agrupadas sob esse guarda-chuva", explicou à AFP o especialista em conflitos armados Jorge Mantilla.
- Semanas de caos -
Os diálogos começaram a se enfraquecer no dia 17 de março, quando o presidente Gustavo Petro decretou o fim do cessar-fogo bilateral em três departamentos do sudoeste do país, após o assassinato de um líder indígena por insurgentes.
Desde então, milhares de soldados foram destacados para o departamento de Cauca, região de cultivos de drogas e onde combatentes do EMC estariam atacando povos indígenas.
A operação deixou pelo menos 10 guerrilheiros mortos. O grupo respondeu detonando carros-bomba, um deles na cidade de Cali, a terceira maior da Colômbia.
Na segunda-feira, Mordisco apareceu em um vídeo alertando o governo que o futuro das negociações dependia do início de uma nova trégua. Afirmou ainda que as comunidades indígenas se juntaram ao seu "exército revolucionário" por vontade própria.
Nas últimas semanas, Petro declarou a Mordisco que se não assinasse o acordo de paz, seria abatido assim como Pablo Escobar.
Na sexta-feira, Andrey admitiu em entrevista à revista Semana que o EMC tem "um problema de coordenação interna".
"Há um problema interno quanto às formas de ver e interpretar o momento político do país. Há uma grande divisão nisso", declarou.
Para Mantilla, "a única saída que o governo terá será negociar com quem quiser ficar à mesa" e sob uma lógica de diálogo regional ou "territorializado".
- Sem entregar armas -
Neste momento, o fim de uma negociação também não está claro.
Segundo "Calarcá", outro comandante do EMC, sua organização estabelecerá condições "imóveis" para assinar a paz, como não entregar armas ou submeter-se à Justiça especial.
"Se eu aceito que façam justiça contra mim no sentido de me acusarem de um crime por utilizar armas (...) estou negando quem sou", disse ele.
Petro é o primeiro presidente de esquerda a governar o país e está empenhado em uma solução pacífica para meio século de conflito armado. Desde que chegou ao poder em 2022, propôs a implementação de uma política de "Paz total", sob a qual abordou todos os grupos armados, embora as negociações tenham sofrido diversos reveses.
Atualmente está negociando com a guerrilha do Exército de Libertação Nacional, em meio a violações das tréguas acordadas por ambos os lados que levaram ao congelamento do diálogo em distintas ocasiões.
O governo também anunciou, embora sem data prevista, negociações com a dissidente La Segunda Marquetalia, facção inimiga do EMC e liderada por Iván Márquez, ex-número dois das Farc.
Apesar dos esforços de paz do governo, a violência não diminui no país e o tráfico de drogas continua atingindo marcas históricas, segundo organizações internacionais.
F.Müller--BTB