-
Ossada humana de quase 3 mil anos é exumada em El Salvador
-
Minnesota United se despede de James Rodríguez com um 'obrigado por tudo'
-
EUA adverte que 'não terminou' campanha contra Irã, após aumento dos ataques
-
Alcaraz aparece na lista de inscritos para o Aberto dos Estados Unidos
-
Morgan Rogers se transfere do Villa para o Chelsea em negociação recorde para um jogador britânico
-
Corpo encontrado no carro do cantor D4vd era 'irreconhecível', diz testemunha
-
Trump promete ajudar Líbano a alcançar a paz com Israel
-
Ochoa anuncia aposentadoria do futebol após disputar 6ª Copa do Mundo
-
Opositor indiano é detido após pedir renúncia do premier em protesto
-
Nova Jersey comunica erro no cadastro eleitoral após denúncias de Trump
-
EUA adverte Nicarágua sobre planos de eliminar eleições
-
Lewandowski e Griezmann prontos para uma jornada de grandes estreias na MLS
-
Kaylee Hottle, atriz de 'Godzilla', morre em acidente nos EUA aos 18 anos
-
Arrogância? Não, orgulho: argentinos respondem aos críticos
-
Últimos acontecimentos na guerra no Oriente Médio
-
França aprova proibição das redes sociais para menores de 15 anos
-
Tarifa global de Trump expira, mas EUA prepara novos tributos
-
França aprova lei que permite uso de pesticidas prejudiciais às abelhas
-
Presidente da liga espanhola acusa Fifa de 'destruir a indústria do futebol'
-
Liverpool anuncia contratação da jovem promessa colombiana Samuel Martínez
-
Dibu Martínez cogita aposentadoria da seleção argentina
-
Trump adverte que "ainda não terminou" com o Irã após intensificação dos ataques
-
Trump promete ajudar "muito" o Líbano, que busca apoio para paz com Israel
-
Human Rights Watch acusa EUA de ter atacado três lanchas no Equador
-
França se prepara para proibir redes sociais para menores de 15 anos
-
Navio de guerra russo realiza manobras com fogo real no Canal da Mancha
-
Primeiro-ministro britânico pede que governo se concentre em reduzir custo de vida
-
Autoridades húngaras inspecionam servidores do partido de Orbán por suspeita de corrupção
-
Estados Unidos anunciarão novas tarifas para 60 países
-
Governo espanhol quer proibir fumar em terraços e praias
-
Sumba, a ilha indonésia onde homens e mulheres vivem como escravizados
-
Oposição indiana pede renúncia de Modi após repressão a protesto estudantil
-
Irã intensifica ataques duas semanas após retomar hostilidades contra EUA
-
Catapora se espalha pelos superlotados acampamentos de deslocados em Gaza
-
Messi chega à Argentina para descansar em Rosário com sua família após Copa
-
Fabricante do Ozempic acusa laboratório do Mounjaro de propaganda enganosa
-
Indignação na França com lei que permite o uso de pesticidas prejudiciais às abelhas
-
Fome global persiste, com a África na linha de frente
-
Afegãos buscam dezenas de desaparecidos após enchentes devastadoras
-
Rubio chega às Filipinas enquanto EUA condena ações 'perigosas' da China
-
Primeiro-ministro britânico inicia mandato com medida para reforçar poder de compra
-
Irã ataca radares e sistemas de defesa americanos em resposta a bombardeios
-
Trump afirma que Irã pagará por morte de soldados dos EUA
-
Incêndios na Amazônia caíram a mínimo histórico em 2025
-
Temporal deixa 10 mortos e 100 mil pessoas isoladas no Chile
-
Presidente da Venezuela promete 4 mil moradias neste ano a afetados por terremotos
Portugal celebra os 50 anos da Revolução dos Cravos
Milhares de pessoas celebraram, nesta quinta-feira (25), em Lisboa, os cinquenta anos da Revolução dos Cravos, um golpe de Estado pacífico liderado por jovens oficiais portugueses que pôs fim a 48 anos de ditadura e a 13 anos de guerras coloniais na África.
O tradicional desfile popular pela Avenida da Liberdade, o destaque das centenas de iniciativas ao longo de várias semanas, reuniu uma imensa multidão à tarde.
"25 de abril, sempre!"; Fascismo nunca mais", gritaram os manifestantes, com cravos vermelhos nas mãos ou nas abotoaduras.
"É uma grande alegria estar aqui", declarou Helena Pereira, que tinha 16 anos quando a revolução ocorreu.
O regime deposto em 1974 havia nascido com uma ditadura militar instaurada em 1926. O então ministro das Finanças, Antonio Salazar, depois liderou o governo entre 1932 e 1968, quando foi substituído pelo professor de direito Marcelo Caetano.
As celebrações atuais ocorrem em um momento de crescimento da extrema direita, representada pelo partido Chega, que nas eleições legislativas de 10 de março se tornou a terceira força política do país, com 18% dos votos.
Tiago Farinha, um estudante de 28 anos, explica que precisamente pelo "atual contexto político" decidiu participar este ano pela primeira vez das celebrações da instauração da democracia.
- Um tema tóxico -
o dia começou com uma cerimônia militar em uma enorme praça do centro de Lisboa, às margens do estuário do Tejo, da qual participaram veículos militares da época restaurados para a ocasião.
Finalizará com um evento que reunirá o presidente português, o conservador Marcelo Rebelo de Sousa, e seus homólogos dos países africanos que se tornaram independentes após a chegada da democracia em Portugal: Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe.
Rebelo de Sousa surpreendeu antes da comemoração levantando a questão de possíveis reparações coloniais.
"Somos responsáveis pelo que fizemos ali. Temos que pagar os custos disso", disse na terça-feira em uma reunião informal com a imprensa estrangeira em Lisboa.
Essa posição enfrenta a oposição do novo governo de direita moderada. "É um tema tóxico" e "inoportuno", afirmou uma fonte governamental citada pela revista Expresso.
Durante a "sessão solene" organizada na manhã desta quinta no Parlamento, o presidente voltou a mencionar sua sugestão.
O líder da extrema direita, André Ventura, acusou Rebelo de "trair os portugueses".
- Uma revolução pacífica -
Segundo uma pesquisa publicada na semana passada, a metade dos portugueses avalia que o regime autoritário deposto em 1974 tinha mais aspectos negativos que positivos, embora 20% pensem o contrário.
De qualquer maneira, 65% dos entrevistados consideram que a revolução de 25 de abril constitui o acontecimento mais importante da história de Portugal.
"A motivação principal era solucionar o problema da guerra colonial", lembrou o coronel aposentado Vasco Lourenço, presidente da Associação 25 de abril, herdeira do "Movimento dos Capitães" que organizou o levante.
A Revolução dos Cravos foi batizada com esse nome porque a população, que imediatamente se colocou ao lado dos golpistas, distribuiu essas flores a alguns soldados que as colocaram no cano de seu fuzil.
"Serão sobretudo as imagens tiradas nesse dia as que transformariam o cravo vermelho em símbolo da Revolução de 25 de abril e que acabariam por dar uma visão romântica e poética a um ato que tinha muito de heroísmo, embora essa revolução tenha sido particularmente pacífica", explica a historiadora Maria Inacia Rezola, encarregada do amplo programa de comemorações.
M.Ouellet--BTB