-
Noosha Aubel e Potsdam: a confiança inicial foi perdida
-
Tiroteio deixa dois mortos e vários feridos em Toronto
-
努莎·奧貝爾與波茨坦:先前的信任已蕩然無存
-
Irã ataca países do Golfo e fecha Ormuz após ofensiva dos Estados Unidos
-
"Estamos acostumados a sofrer", diz Thiago Almada, após classificação da Argentina
-
Técnico da Suíça critica expulsão de Embolo contra a Argentina
-
"Vamos com tudo", diz Julián Álvarez após garantir vaga nas semifinais
-
'Hoje nós sofremos', admite Scaloni, após vitória da Argentina sobre a Suíça
-
Argentina vence Suíça na prorrogação (3-1) e vai enfrentar Inglaterra na semifinal da Copa
-
"Colocamos a Noruega no mapa", diz Haaland, que se despede da Copa com orgulho
-
"Nenhuma evidência" de que a bola tenha atingido cabo de câmera antes do gol de Bellingham, diz Fifa
-
"Queremos ir mais longe", diz Bellingham, destacando força mental da Inglaterra
-
'Complicamos a nossa vida hoje', diz Tuchel, apesar da vitória da Inglaterra
-
Albaneses protestam contra Kanye West e complexo turístico ligado a Donald Trump
-
Inglaterra vence Noruega (2-1) na prorrogação e vai à semifinal da Copa do Mundo
-
EUA lança novos ataques contra o Irã (Centcom)
-
Guarda Revolucionária do Irã anuncia fechamento de Ormuz (agência)
-
Argentina mostra seu orgulho diante de suspeitas de favorecimento
-
Paolo Maldini é o novo diretor técnico da Federação de Futebol Italiana
-
Espanha espera a melhor versão de Lamine Yamal para derrubar a França
-
Número de mortos em terremotos na Venezuela ultrapassa 4.300
-
Tufão Bavi atinge a China após a evacuação de quase 2 milhões de pessoas
-
Linda Noskova vence Karolina Muchova e é campeã de Wimbledon
-
Segurança do avião presidencial americano EUA gera questionamentos
-
Morre ex-jogador argentino Antonio Rattín, ídolo do Boca Juniors, aos 89 anos
-
Jürgen Klopp chega a acordo com federação para assumir seleção alemã
-
IA pode marcar um ponto de virada na ajuda humanitária
-
Jogador que disputou Copa de 2026 pela África do Sul é encontrado morto
-
Várias regiões da Rússia estimulam teletrabalho por falta de combustível
-
Torre Eiffel e museus de Paris fecharão mais cedo durante onda de calor
-
Rapper Pitbull estabelece recorde mundial de maior reunião de pessoas com carecas postiças
-
Copa do Mundo define os últimos semifinalistas
-
'Vingança' por Khamenei é 'inevitável', diz líder supremo do Irã
-
Tufão Bavi avança em direção à China
-
Incêndio no sul da Espanha tem evolução 'favorável'
'Mochila' indígena causa frisson na 'Zona Verde' da COP16
Trata-se de um acessório comum na Colômbia, mas que se popularizou na "Zona Verde" da COP16, em Cali: a "mochila", bolsa artesanal tecida por indígenas, encanta cada vez mais os participantes da reunião de cúpula mundial sobre a biodiversidade.
"É muito prática e o desenho é bacana", diz Mark Ekson, delegado estrangeiro na COP, enquanto aponta para sua pequena bolsa preta com listras amarelas tecida em lã. "Não ficaria surpreso se a mochila virasse uma das sensações da COP16."
A depender da etnia que as tece, mudam as cores e os simbólicos desenhos geométricos das bolsas, feitas à mão em comunidades como Wayuu, Aruhaca, Kamsa, entre outras.
Embora se mantenha relativamente discreta no centro de conferências onde são realizadas as negociações na "Zona Azul", a mochila é onipresente na "Zona Verde", no centro de Cali, frequentada diariamente por milhares de participantes da reunião da cúpula da ONU e curiosos. Dezenas de lojas de artesanato e comunidades indígenas as vendem ao público.
"Todos as querem, todos compram de nós! Colombianos, obviamente, mas também estrangeiros. São tão bonitas e práticas", diz, sorridente, Diana Imbachin, em um dos postos da Organização Nacional Indígena da Colômbia. "É quase que para a vida toda", explica, ao lado da Maloca (oca coletiva) dos povos amazônicos erguida especialmente para a ocasião, um dos locais mais animados e coloridos da "Zona Verde".
Os indígenas são os protagonistas da COP16, a convite do governo do presidente Gustavo Petro. Sua gestão tem destacado seus conhecimentos ancestrais sobre o cuidado do planeta perante os representantes dos 196 países reunidos em Cali até 1º de novembro.
- Cada mochila, uma história -
"É linda, não estraga. Eu tenho a minha há anos. Não vem da minha região, mas temos que manter essa tradição e ajudar as comunidades que as produzem", diz Sofía Riva, uma afro-colombiana vinda do Chocó (noroeste).
As mochilas colombianas são procedentes, sobretudo, de duas regiões do norte e nordeste da Colômbia, explica Dayana Hernández, vendedora em outro posto: Serra Nevada - cadeia montanhosa que entra pelo Mar do Caribe - e Guajira, área quase desértica na fronteira com a Venezuela.
"Tanto a técnica quanto o tempo de produção variam segundo a etnia", explica Dayana. Algumas levam meses para serem tecidas. "Para nós, os wayuu de Guajira, tecer uma mochila leva até duas semanas. Cada família tem suas especificidades. Eu aprendi com a minha mãe e as minhas avós", conta.
Com desenhos mais sóbrios, as mochilas da Serra Nevada são confeccionadas com fios de lã de cordeiro pelos povos arhuaco e kankuamo. Os preços variam entre US$ 20 e US$ 120 (R$ 114 e R$ 684), a depender da delicadeza da costura.
"Cada mochila tem sua própria história. Uma mochila diz algo sobre você", afirma Jaime Chindoy, que veio das montanhas de Putumayo (sul), na fronteira com o Equador, para vender suas mochilas, elegantes confeccionadas pelo povo Kamsa. "Nossas mochilas têm uma carga energética, são mágicas, ajudam a harmonizar", garante.
"Os estrangeiros se apaixonam por nossas mochilas. Cada uma é única, como um relógio de luxo. Porém, são mais ecológicas e melhores para o planeta", explica José Carrillo, 35 anos.
S.Keller--BTB