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Netanyahu diz a Biden que há 'progressos' nas conversas sobre reféns retidos em Gaza
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, conversou por telefone neste domingo (12) com o presidente americano Joe Biden para atualizá-lo sobre o progresso das negociações para um acordo de libertação de reféns e um cessar-fogo em Gaza.
Uma autoridade dos Estados Unidos confirmou que os dois líderes conversaram em um momento no qual Biden está pressionando por uma trégua entre Israel e Hamas antes que Donald Trump retorne à Casa Branca em 20 de janeiro.
Biden "enfatizou a necessidade de um cessar-fogo imediato em Gaza e o retorno dos reféns, acompanhado de um aumento na ajuda humanitária", graças ao fim dos combates, no caso de um acordo.
Segundo o gabinete de Netanyahu, o líder israelense informou o presidente em fim de mandato dos Estados Unidos sobre o progresso das negociações.
"O primeiro-ministro conversou com o presidente dos Estados Unidos sobre o progresso nas negociações para a libertação de nossos reféns e o atualizou sobre o mandato que ele deu à equipe de negociação em Doha, que visa fazer progressos na libertação dos reféns", disse seu gabinete em comunicado.
Biden e Netanyahu falaram um dia depois de Israel anunciar que havia enviado uma delegação de altos funcionários ao Catar para negociações.
O anúncio foi feito após uma reunião em Jerusalém entre Steve Witkoff, enviado especial do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, para o Oriente Médio, um representante de Biden e altos funcionários israelenses.
O gabinete de Netanyahu confirmou à AFP neste domingo que a delegação - que inclui os chefes do Mossad e da agência de segurança interna Shin Bet - chegou a Doha.
Washington vem mediando as negociações há mais de um ano, juntamente com Catar e Egito. Até o momento, Israel não foi representado por altos funcionários nas negociações indiretas que foram retomadas no último fim de semana no Catar.
Trump advertiu recentemente que a região poderia mergulhar em um "inferno" se os reféns não fossem libertados antes de seu retorno à Casa Branca.
A guerra de Gaza entre Israel e Hamas eclodiu após um ataque lançado por islamistas em território israelense em 7 de outubro de 2023.
Naquela ação, os combatentes do Hamas mataram 1.210 pessoas no sul de Israel, a maioria civis, e sequestraram 251 outras, de acordo com um levantamento da AFP baseado em números oficiais israelenses.
Dos 251 sequestrados, 94 pessoas ainda estão detidas em Gaza, das quais 34 foram declaradas mortas pelo Exército israelense.
A campanha de represália de Israel em Gaza já matou mais de 4.500 pessoas, em sua maioria civis, de acordo com o Ministério da Saúde do território governado pelo Hamas.
L.Dubois--BTB