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Indicado de Trump a secretário de Energia defende fontes renováveis e hidrocarbonetos
O indicado de Donald Trump para a pasta de Energia, Chris Wright, defendeu nesta quarta-feira (15), no Congresso, o desenvolvimento das fontes renováveis e citou a mudança climática como "um fato", mas também intercedeu a favor das energias fósseis.
Fundador da companhia Liberty Energy, que entrega equipamentos à indústria do gás e do petróleo de xisto, Wright é conhecido por seu apoio à exploração de hidrocarbonetos.
No ano passado, ele afirmou em um vídeo no LinkedIn que não havia "crise climática". "A energia limpa, ou suja, não existe", acrescentou.
Mas, nesta quarta, durante sua audiência de confirmação perante a Comissão de Energia e Recursos Naturais do Senado, o empresário adotou um discurso diferente.
A mudança climática "é um fato, é um desafio, cuja solução é fazer o nosso sistema energético evoluir", sustentou.
"Há algo que podemos fazer, investimentos, através da Secretaria de Energia, para acelerar o desenvolvimento de novas energias que são a única via para responder à mudança climática? Absolutamente", continuou.
O empresário mencionou a energia solar, a geotérmica e a nuclear, que não é renovável.
"A energia e o clima são um problema mundial, mas os Estados Unidos deveriam ser os líderes" do setor, opinou Wright. "Acredito que o presidente Trump está na mesma linha."
Pouco depois, o presidente eleito prometeu bloquear qualquer novo projeto de energia eólica nos Estados Unidos durante o seu mandato.
A energia eólica "é um desastre econômico e ambiental", escreveu o magnata republicano em sua rede Truth Social. "Não quero ver nem uma [torre eólica] construída durante o meu mandato", acrescentou.
É "a energia mais cara" e "só funciona com subsídios maciços que deixaremos de pagar!", exclamou.
Seu indicado para a pasta de Energia, por sua vez, disse ser favorável a expandir as capacidades energéticas americanas em geral, em todas as suas formas, incluindo hidrocarbonetos.
Em particular, defendeu a construção de novos portos para exportar gás natural liquefeito (GNL).
O presidente em fim de mandato, Joe Biden, decretou há um ano uma moratória para a construção de novas instalações deste tipo devido à "ameaça" climática que impera.
"Quero que as novas tecnologias aumentem os recursos energéticos em seu conjunto [...] incluindo os hidrocarbonetos", concluiu Wright.
A.Gasser--BTB