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Biden adverte para 'oligarquia que ganha forma' nos EUA
O presidente dos Estados Unido, Joe Biden, pediu nesta quarta-feira (15) que os americanos a "mantenham a guarda" contra as ameaças dos oligarcas, da desinformação e da inteligência artificial em um futuro sob o mandato de Donald Trump, em seu discurso de despedida da Casa Branca.
Biden, que será substituído por Trump na segunda-feira, vangloriou-se de ter retirado a economia americana da profunda crise provocada pela pandemia de covid-19 e de ter fortalecido as alianças dos Estados Unidos no exterior.
Mas, imediatamente depois, enumerou uma série de perigos que, segundo ele, pairam sobre seus compatriotas.
Em uma clara alusão aos vínculos próximos de Trump com o homem mais rico do mundo, Elon Musk, e outros magnatas, Biden disse que, nos Estados Unidos, está se configurando uma "oligarquia" e "uma perigosa concentração de poder nas mãos de poucas pessoas super-ricas".
No discurso de 25 minutos transmitido pela televisão, Biden disse que os super-ricos que cercam Trump representam uma concentração de "extrema riqueza, poder e influência que literalmente ameaça" a "democracia".
Biden recordou a advertência do presidente Dwight Eisenhower em seu próprio discurso de despedida sobre os perigos de um complexo militar industrial fora de controle e disse estar "igualmente preocupado" com as gigantes da tecnologia atuais.
"Estou igualmente preocupado com a possível ascensão de um complexo industrial tecnológico", afirmou.
Para ele, a combinação da inteligência artificial e de uma imprensa livre que "está ruindo" torna os americanos mais vulneráveis.
"Os americanos estão sendo soterrados por uma avalanche de desinformação", o que permite "o abuso de poder", disse o presidente em fim de mandato no Salão Oval.
Biden também se referiu aos planos de Trump de reduzir as proteções ambientais e de retirar o país de um importante acordo internacional para combater o aquecimento global.
O presidente democrata advertiu que "forças poderosas querem exercer sua influência sem controle para eliminar" as medidas tomadas contra a crise climática com o objetivo de "beneficiar seus próprios interesses de poder e lucro".
E mencionou outro desafio atual: a inteligência artificial.
"É a tecnologia mais importante de nosso tempo" que poderia trazer enormes benefícios, mas também apresenta "riscos para nossa economia e nossa segurança, nossa sociedade", afirmou.
L.Dubois--BTB