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Justiça sul-coreana analisa pedido para prolongar prisão de Yoon
O presidente destituído da Coreia do Sul, Yoon Suk Yeol, compareceu neste sábado (18) a uma audiência judicial que deve decidir se estenderá sua detenção como parte de uma investigação sobre sua imposição da lei marcial em dezembro.
Os investigadores tiveram 48 horas para interrogá-lo após sua prisão na quarta-feira, mas antes que o prazo expirasse na sexta-feira, eles pediram ao tribunal que estendesse sua detenção.
O líder conservador mergulhou o país em uma grave crise ao impor a lei marcial por algumas horas. A atitude incomum levou os legisladores a suspender Yoon de suas funções, tornando-se o primeiro presidente a ser preso no cargo.
Investigado por insurreição, crime punível com pena de morte, Yoon também enfrenta um processo judicial no Tribunal Constitucional, que deve ratificar ou rejeitar o pedido de impeachment aprovado pelos deputados.
Protegido por sua guarda presidencial e centenas de apoiadores que cercaram sua residência em Seul, Yoon resistiu à prisão por semanas. Quando foi capturado, ele inicialmente se recusou a fazer declarações e cooperar com os investigadores, por considerar sua prisão ilegal.
No entanto, ele decidiu comparecer ao tribunal neste sábado "com a intenção de restaurar sua honra", disse seu advogado, Yoon Kab-keun, à AFP antes da audiência.
Um porta-voz do tribunal confirmou posteriormente que a audiência havia começado, com o presidente destituído no tribunal.
O juiz do Tribunal Distrital de Seul Oeste deve emitir sua decisão na noite deste sábado ou na manhã de domingo.
Se a nova ordem de prisão for aprovada, provavelmente será estendida por mais 20 dias, dando aos investigadores tempo para formalizar suas acusações contra Yoon.
Alguns de seus apoiadores mais fervorosos se reuniram do lado de fora do tribunal neste sábado, observaram jornalistas da AFP. Policiais formaram um cordão de isolamento para impedir que eles chegassem à entrada do tribunal, que estava fechado ao público desde sexta-feira à tarde por motivos de segurança.
C.Kovalenko--BTB