-
Iniciativa Liberal propõe 24 medidas para ampliar oferta de habitação
-
Porto montará pista de gelo em praça ocupada por protesto por habitação
-
Ameaças de bomba provocam perturbações e temor em vários países europeus
-
Putin confirma negociação com Ucrânia e EUA nos Emirados
-
Motorola Signature de 256 GB recebe desconto de 25% no Magalu
-
Ações de big techs caem com dúvidas sobre retorno dos gastos em IA
-
Microsoft solicita patente de IA capaz de modificar falas em transmissões
-
Falha grave no Paint permite execução remota de código no Windows 11
-
Tesla reduzirá Cybertruck no Texas para ampliar produção do Cybercab
-
Data centers já respondem por 65% da receita da AMD
-
Jardins do Palácio Guanabara passam a receber visitas gratuitas
-
Galeria Movimento recebe encontro sobre investimento no terceiro setor
-
Consórcio assume Arena Niterói por 35 anos com R$ 28,1 milhões previstos
-
Phantom Blade Zero se afasta da fórmula tradicional dos soulslike
-
OpenAI apresenta GPT-6 Cyber para pesquisa e defesa digital
-
Marvel avalia ator de Shogun para novo Wolverine, diz rumor
-
Entregas da Black Friday podem ampliar congestionamentos nas metrópoles
-
Pré-download de GTA 6 começa em 10 de novembro nos consoles
-
Novembro reúne estreias de GTA 6, Zelda e outros jogos
-
Detran-SP permite pedir pela internet autorização para nova placa
-
GWM lidera avaliação de pós-venda no prêmio Os Eleitos 2026
-
Renault prepara Boreal híbrido 4x4 com eixo traseiro elétrico para 2027
-
Quatro Rodas de novembro traz teste do Haval H7 e resultado de Os Eleitos
-
Yangwang U9 Xtreme alcança 503,17 km/h e estabelece novo recorde
-
INSS cria reanálise para auxílio negado apenas por documentos
-
Lutador é detido no Rio por invasões e agressões contra vizinhas
-
Daniel Sikkema recebe prisão perpétua por morte do galerista Brent Sikkema
-
Paolla Oliveira compartilha rotina de exercícios voltada ao bem-estar mental
-
Scheila Carvalho relata inchaço após procedimento estético no rosto
-
Deputado destinou R$ 4,9 milhões a ONG presidida por empresário investigado
-
Parque de Ideias reúne Aline Midlej e Teresa Cristina em programação gratuita
-
Senac RJ leva experiências de negócios e tecnologia ao Sebrae Rio Summit
-
Câmara do Rio reconhece Academia do Tijolinho como patrimônio imaterial
Netanyahu promete trazer de volta "todos os reféns" durante trégua em Gaza
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, prometeu neste sábado (18) trazer de volta "todos os reféns" mantidos pelo Hamas em Gaza, na véspera da entrada em vigor de uma trégua entre Israel e o movimento islamista palestino, após 15 meses de guerra.
É "um cessar-fogo provisório" e "se for necessário, nos reservamos o direito de retomar a guerra com apoio americano", e "com mais força", afirmou Netanyahu em um discurso televisionado.
A trégua deve entrar em vigor no domingo às 08h30 (03h30 em Brasília), um dia antes da posse do republicano Donald Trump como presidente americano, informou o Catar, que mediou o acordo juntamente com o Egito e os Estados Unidos.
"Como prometi, mudamos a face do Oriente Médio e, como resultado, o Hamas segue derrotado e isolado", declarou Netanyahu, que também reiterou a promessa de resgatar "todos os reféns".
No ataque de 7 de outubro de 2023, que desencadeou a guerra em Gaza, comandos do Hamas capturaram 251 pessoas no sul de Israel, das quais 94 continuam retidas em Gaza, incluindo 34 que o exército israelense declarou como mortas.
O acordo de cessar-fogo inclui três fases. Na primeira, com duração de seis semanas, os combates devem cessar, e 33 reféns israelenses serão libertados.
Israel, em troca, libertará 737 prisioneiros palestinos, segundo o Ministério da Justiça israelense. O Egito informou que "mais de 1.890 prisioneiros palestinos" serão soltos nesta primeira fase.
O acordo, anunciado na quarta-feira pelos mediadores, busca colocar "um fim definitivo à guerra" que devastou o território palestino, destacou o Catar. Também deve permitir a entrada em massa de ajuda humanitária em Gaza, governada pelo Hamas desde 2007.
Desde o início da guerra, apenas uma trégua havia sido alcançada, com duração de uma semana, no final de novembro de 2023. Naquela ocasião, 105 reféns israelenses foram trocados por 240 prisioneiros palestinos.
- "Momento que estávamos esperando" -
O governo israelense deu o aval para o acordo na madrugada deste sábado, após a aprovação pelo Hamas, considerado uma organização "terrorista" por Israel, Estados Unidos e União Europeia.
O Executivo israelense anunciou que alguns reféns seriam libertados no próprio domingo, mas sem especificar o número. Netanyahu exigiu receber a lista dos reféns que seriam libertados naquele dia antes de proceder à primeira troca de prisioneiros.
Um funcionário militar informou que a libertação ocorrerá em três pontos da fronteira de Israel com Gaza, onde os reféns serão atendidos por médicos e, em seguida, transferidos para hospitais.
Segundo fontes próximas ao Hamas, o primeiro grupo de reféns libertados incluirá três mulheres israelenses.
Por sua vez, Israel elaborou uma lista de 95 presos palestinos que poderiam ser libertados já no domingo, em sua maioria mulheres e menores de idade presos após o dia 7 de outubro.
Entre os prisioneiros palestinos incluídos no acordo está Zakaria al Zubeidi, ex-líder das Brigadas dos Mártires de Al Aqsa, o braço armado do partido Fatah, liderado pelo presidente Mahmud Abbas.
Entre os 33 reféns que serão libertados na primeira fase estão dois franco-israelenses, Ofer Kalderon, de 54 anos, e Ohad Yahalomi, de 50, segundo informou o governo francês.
"É o momento que estávamos esperando. Espero ver meu avô voltar para casa, de pé, vivo", disse Daniel Lifshitz, neto de Oded Lifshitz, de 84 anos, sequestrado no kibutz de Nir Oz.
O novo acordo, selado após três meses de negociações indiretas, também prevê "a entrada de 600 caminhões diários na Faixa, dos quais 50 de combustível", indicou o ministro das Relações Exteriores egípcio, Badr Abdelatty.
"Israel não impedirá que a ajuda humanitária entre" em Gaza, garantiu o secretário-geral da ONU, António Guterres, admitindo que a distribuição dessa ajuda pelo território palestino será "complexa".
Neste sábado, Trump declarou à emissora NBC que conversou com Netanyahu e lhe disse que a guerra "precisa acabar". "Queremos que termine, mas devemos continuar fazendo o que for preciso", indicou.
- Bombardeios continuam -
Na Faixa de Gaza, devastada pelos bombardeios aéreos israelenses e pela ofensiva terrestre em retaliação ao ataque de 7 de outubro, os deslocados — a grande maioria dos cerca de 2,4 milhões de palestinos — se preparam para voltar para suas casas.
"Vou retirar os escombros da casa e montar minha barraca lá", disse Umm Khalil Bakr, que fugiu da Cidade de Gaza para Nuseirat. "Sabemos que fará frio e que não teremos cobertores para dormir, mas o importante é voltar para nossa terra".
Do lado israelense, o ataque de 7 de outubro deixou 1.210 mortos, a maioria civis, segundo um levantamento da AFP baseado em dados oficiais.
Na ofensiva aérea e terrestre de Israel em Gaza, morreram pelo menos 46.899 pessoas, a maioria civis, segundo dados do Ministério da Saúde do Hamas considerados confiáveis pela ONU.
Além da libertação de reféns, a primeira fase do acordo inclui, segundo o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, "um cessar-fogo total", a retirada israelense das áreas densamente povoadas de Gaza e um aumento da ajuda humanitária.
Durante a primeira fase, serão negociadas as modalidades da segunda, que deverá permitir a libertação dos últimos reféns, antes da terceira e última fase, dedicada à reconstrução de Gaza e à devolução dos corpos dos reféns mortos em cativeiro.
M.Furrer--BTB