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'45 dias sem saber dele', denuncia esposa de policial argentino preso na Venezuela
A esposa do policial argentino preso na Venezuela por acusações de "terrorismo" pediu nesta terça-feira (21) às autoridades de Caracas que permitam contato com ele, 45 dias após sua detenção.
O governo da Argentina questionou a prisão de Nahuel Agustín Gallo, de 33 anos, ocorrida no dia 8 de dezembro, quando ele entrou na Venezuela pela fronteira terrestre com a Colômbia, alegando que viajou para visitar sua parceira, María Alexandra Gómez, e o filho do casal, que completou dois anos recentemente.
As autoridades venezuelanas associam o policial argentino a um complô contra o governo do presidente Nicolás Maduro.
"Já temos 45 dias sem saber de Nahuel. O pedido continua o mesmo, o pedido continua sendo pela liberdade imediata de Nahuel Agustín Gallo", disse Gómez em um vídeo divulgado nas redes sociais.
A mulher afirmou que continua na Venezuela "fazendo tudo o que precisa ser feito".
"Peço às pessoas que estão com o Nahuel que, pelo menos, nos deixem falar com ele e dizer que estamos bem", expressou.
O procurador-geral, Tarek William Saab, informou no final de dezembro que Gallo seria processado pelos crimes de terrorismo, conspiração e associação criminosa. Ele afirmou que o policial está sendo investigado por "ligação" com um "grupo de pessoas que tentou promover "ações desestabilizadoras" na Venezuela.
Não houve novos avanços no caso, que foi chamado de "grande mentira" pelo chanceler argentino, Gerardo Werthein.
A situação agravou ainda mais a crise entre os governos de Javier Milei e Nicolás Maduro, que romperam as relações diplomáticas após o ultraliberal não reconhecer a reeleição de Maduro em 28 de julho para um terceiro mandato consecutivo de seis anos, denunciada como fraude pela oposição.
"Exauriremos todas as vias diplomáticas para devolvê-lo são e salvo à Argentina", disse Milei sobre Gallo, um policial da Gendarmeria Nacional Argentina (GNA).
A embaixada argentina está sob custódia do Brasil desde 1º de agosto. Seis colaboradores da líder opositora María Corina Machado estão asilados no local enquanto aguardam um salvo-conduto para deixar a Venezuela.
O.Bulka--BTB