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Combates deixam 13 mortos na fronteira entre Colômbia e Venezuela
Combates entre rebeldes do Exército de Libertação Nacional (ELN) e dissidentes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) na fronteira da Colômbia com a Venezuela fizeram 13 novas vítimas, em meio a uma onda de violência que dura mais de dez dias, informaram autoridades locais nesta segunda-feira (27).
O ELN enfrenta desde o último dia 16 dissidentes das antigas Farc que se afastaram do acordo de paz de 2016, em uma luta pelo controle do narcotráfico na região fronteiriça de Catatumbo. A violência nessa região do departamento de Norte de Santander já deixou 54 mortos, mais de 48 mil deslocados, 11 feridos e 12 desaparecidos, segundo um balanço do governo local.
"O que se manifesta é que na tarde de sexta-feira teve início o confronto entre as duas insurgências", indicou à Rádio Blu Celso Rincón, encarregado de zelar pelo respeito aos direitos humanos no município de Teorama, em cuja área rural os corpos foram encontrados.
- 'Força estrangeira' -
O presidente Gustavo Petro, o ministro da Defesa Iván Velásquez e comandantes militares estavam reunidos no município de Ocaña para tomar medidas que ajudem a resolver a crise.
"O que há em Catatumbo é uma força estrangeira ocupando o território. Este é um problema de soberania nacional, não apenas um conflito interno", afirmou o presidente, sem informar a quem se referia.
Devido ao recrudescimento da violência, mais de 10 mil efetivos da força pública estão destacados nessa região, repleta de cultivos de drogas. "Quatro operações ofensivas estão em andamento", informou o Ministério da Defesa.
Segundo denúncias de organizações como a Human Rights Watch, o ELN atua nos dois lados da fronteira, com o consentimento do governo chavista. Petro propôs no último sábado ao governo venezuelano que os dois países enfrentem juntos a guerrilha de esquerda.
Com 60 anos de história, o ELN tem um componente militar muito superior ao das dissidências, com cerca de 5.800 combatentes. O Ministério da Defesa divulgou na semana passada um cartaz em que oferece uma recompensa de 3 bilhões de pesos colombianos (R$ 4,2 milhões) pelos principais líderes do ELN, entre eles: "Antonio García", "Pablo Beltrán" e "Gabino".
K.Brown--BTB