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STF nega exclusão de ministros do julgamento de denúncia sobre tentativa de golpe
O Supremo Tribunal Federal (STF) negou nesta quinta-feira um recurso que solicitava a exclusão de três dos ministros que avaliam a denúncia sobre tentativa de golpe de Estado envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Entre os ministros citados está Alexandre de Moraes, relator do caso e um dos cinco juízes que devem decidir no próximo dia 25 se haverá um julgamento contra Bolsonaro por um suposto plano para impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva após as eleições de 2022.
A maioria dos ministros acompanhou o voto do presidente do STF, Luís Roberto Barroso, que já havia negado no mês passado os pedidos da defesa para afastar do caso Moraes, Flávio Dino e Cristiano Zanin, ao descartar que eles tenham sido parciais.
André Mendonça, indicado por Bolsonaro, votou a favor do impedimento de Dino e Moraes, que era questionado pela defesa por suposto "interesse pessoal" na causa. Segundo a denúncia da PGR, o plano golpista, concebido por uma "organização criminosa" liderada por Bolsonaro, contemplava o assassinato do ministro.
A defesa também alegou que Dino e Zanin deveriam ser impedidos porque o primeiro, ex-ministro da Justiça de Lula, já havia apresentado uma ação penal contra Bolsonaro, e o segundo foi advogado da campanha de Lula antes de chegar ao STF.
Embora não haja um prazo para que os ministros decidam se Bolsonaro deve ser julgado, é possível que o façam já no dia 25, indicou uma fonte do tribunal à AFP.
O STF anunciou hoje que a segurança em sua sede será reforçada para a ocasião, com um aumento da presença policial e um controle de acesso mais rígido.
J.Horn--BTB