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COI reintegra atletas russos sem bandeira ou hino
O Comitê Olímpico Internacional (COI) suspendeu, nesta terça-feira (7), as restrições impostas aos atletas russos, permitindo que retornem às modalidades de equipe e participem das eliminatórias para os Jogos Olímpicos de 2028. No entanto, por ora, o hino e a bandeira nacionais não serão reintegrados.
Esse restabelecimento, agora recomendado às federações internacionais em seus respectivos esportes, vem acompanhado de exigências antidoping específicas no acompanhamento antidoping devido ao "ceticismo da comunidade esportiva mundial", especifica o COI em um comunicado.
Cada atleta russo que retornar às "competições internacionais" deverá se submeter a "diversos testes", segundo um programa definido em conjunto pelas federações internacionais e pela Agência de Controles Internacionais.
De forma geral, a reintegração destes atletas continua sendo mais cautelosa do que a dos bielorrussos, decidida pelo COI em maio sem condições específicas: puderam recuperar seu hino e sua bandeira, abandonando o status de atletas sob bandeira neutra.
Em relação aos russos, a entidade prevê se pronunciar "no momento adequado sobre o uso, da bandeira, do hino e das cores russas ou de qualquer outro símbolo, durante os Jogos Olímpicos", deixando que as federações internacionais estabeleçam suas condições neste intervalo.
Por enquanto, o COI não organizará eventos na Rússia nem convidará representantes do Estado russo.
Reunida nesta terça-feira em Lausanne, Suíça, a comissão executiva da entidade levantou "a título provisório" a suspensão do Comitê Olímpico Russo (ROC), decretada em 2023, justificando que já não conta entre seus membros com organizações esportivas localizadas em regiões ucranianas ocupadas.
No entanto, as atividades do ROC nesses territórios "continuarão sendo acompanhadas de perto".
A Rússia, uma potência esportiva mundial, está proibida desde 2016 de exibir sua bandeira e cores no âmbito olímpico, primeiro pelo escândalo de doping orquestrado pelo Estado, pelo qual teve de competir inicialmente sob a bandeira olímpica (2018) e, depois, sob a do ROC, em 2021 e 2022.
Dias após o término dos Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim, em fevereiro de 2022, o exército russo invadiu a Ucrânia com o apoio de Belarus, desencadeando uma série de sanções esportivas.
"Ainda há muito a ser feito para implementar as decisões do COI no âmbito das organizações internacionais, mas o COI está enviando uma mensagem clara: o movimento olímpico deve ficar à margem da política", declarou o ministro dos Esportes da Rússia, Mikhail Degtyarev, no Telegram, nesta terça-feira.
C.Kovalenko--BTB