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Projetos israelenses de anexação da Cisjordânia seriam 'linha vermelha', diz Macron a Abbas
O presidente França, Emmanuel Macron, declarou nesta terça-feira (11) que os projetos israelenses que buscam anexar parcial ou totalmente a Cisjordânia são uma "linha vermelha" que implicaria uma resposta conjunta com a União Europeia, durante um encontro em Paris com o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas.
Os planos de anexação parcial ou total "constituem uma linha vermelha à qual responderemos com firmeza junto com nossos parceiros europeus", declarou Macron ao receber Abbas no Palácio do Eliseu.
"A violência dos colonos e a aceleração dos projetos de colonização atingem novos recordes que ameaçam a estabilidade da Cisjordânia e constituem uma violação do direito internacional", denunciou Macron.
Abbas, que administra parcialmente a Cisjordânia ocupada, reafirmou sua disposição de organizar eleições dentro de um ano.
"Renovamos diante de vocês nosso compromisso com as reformas" da Autoridade Palestina, declarou Abbas após a reunião com o presidente francês.
Essas reformas envolvem "a realização de eleições presidenciais e legislativas", assegurou o líder palestino.
Macron, por sua vez, afirmou que elas seriam realizadas "um ano após o início da segunda fase do cessar-fogo" em Gaza, que inclui o desarmamento do Hamas.
Israel e o movimento islamista palestino Hamas ainda se encontram na primeira fase da trégua firmada em 9 de outubro, sob os auspícios do presidente americano, Donald Trump.
Os líderes também anunciaram a criação de um comitê conjunto para a elaboração de uma constituição palestina, após o reconhecimento do Estado palestino pela França, em setembro.
"Decidimos criar um comitê conjunto para a consolidação do Estado da Palestina", declarou Macron.
O comitê "contribuirá para a elaboração de uma nova constituição, cujo esboço me foi apresentado pelo presidente Abbas", acrescentou.
O encontro entre Abbas e Macron foi o primeiro desde o reconhecimento do Estado palestino pela França. Abbas é agora designado como "presidente do Estado da Palestina" nos documentos oficiais franceses.
J.Horn--BTB