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PF revela irregularidades na segurança privada da COP30
A Polícia Federal revelou, nesta sexta-feira (21), irregularidades na segurança da COP30, em Belém, que incluíram "empresas clandestinas" de vigilância privada em espaços da conferência climática da ONU.
Durante "as últimas semanas", controles da Polícia Federal levaram à "identificação de empresas clandestinas realizando vigilância patrimonial e segurança de evento sem autorização", segundo uma nota oficial.
A COP30, em Belém, prevista para terminar nesta sexta-feira, foi marcada por incidentes de segurança, como um incêndio que atrasou as negociações por várias horas na quinta-feira e dois protestos indígenas nos acessos à zona restrita na primeira semana.
A PF fiscalizou a "segurança privada nos espaços oficiais e polos temáticos" da COP30, incluindo a "Zona Azul" de acesso restrito onde são realizadas as negociações, e um cruzeiro onde estão hospedados alguns delegados.
Estas inspeções levaram ao "encerramento de duas empresas clandestinas que atuavam de forma irregular em polos" da cúpula da ONU e que utilizavam detectores de metais e rádios de comunicação "indevidamente".
Também foram registrados casos de pessoal de apoio atuando como guardas, além de falhas nos relatórios obrigatórios à polícia sobre os funcionários contratados pelas empresas.
Durante a primeira semana, a presidência brasileira da COP recebeu uma queixa da ONU sobre aspectos da organização, após um protesto indígena forçar o dispositivo de segurança no local.
Dias depois, outro grupo indígena bloqueou o acesso ao centro de negociações e conseguiu, assim, se reunir com as autoridades.
Na quinta-feira, um incêndio na "Zona Azul", controlado em questão de minutos, adiou por várias horas as duras negociações entre ministros de todo o mundo.
A COP termina formalmente nesta sexta-feira, embora a falta de consenso em temas cruciais como o financiamento climático possa estender as tratativas para além da agenda oficial.
Y.Bouchard--BTB