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'Ninguém me para': Maduro dança em meio a 'ameaças' dos EUA
Aclamado por centenas de estudantes que celebravam o seu dia, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou nesta sexta-feira (21) que as "as ameaças" dos Estados Unidos não vão pará-lo, durante um ato no qual dançou ritmos tropicais ao lado de sua mulher.
Os Estados Unidos mobilizam desde agosto uma flotilha de navios de guerra, à qual se somou o maior porta-aviões do mundo. Washington alega que as manobras buscam frear o narcotráfico, enquanto Caracas denuncia uma "ameaça militar letal" para derrubar Maduro.
"É sexta-feira, e o que acontece na sexta-feira? E o que vamos fazer hoje? A Venezuela em paz, sexta-feira à noite se declara em festa total, festa, festa, festa! É sexta-feira e eu vou para a festa! E ninguém me para! Música!", celebrou Maduro.
O presidente pediu aos universitários venezuelanos que entrem em contato com movimentos estudantis dos Estados Unidos para pedir que parem a guerra. "Parem a guerra, não à guerra, a Venezuela quer paz."
Ao fundo, tocava uma música eletrônica com frases em inglês ditas pelo presidente. "No war, no crazy war, no, no, no, como se diz em inglês? Peace, peace, yes, peace", dizia a voz de Maduro, que dançou e vibrou ao ouvi-la.
"Maduro, te amo!", gritou uma jovem, de um palco montado em frente ao palácio presidencial de Miraflores. "Eu também te amo", respondeu o presidente aos jovens, que o ouviam eufóricos.
O amor "me dá força para vencer todos os demônios que seja preciso vencer, todas as ameaças e os perigos que seja preciso vencer", acrescentou Maduro.
"Eles só querem uma desculpa para invadir", declarou à AFP Isabel Cupare, estudante do primeiro semestre de estudos jurídicos. "Rejeitamos totalmente as ameaças americanas, a juventude venezuelana não quer guerra", afirmou Eudorangel Tayupe, 19, estudante de administração.
A operação antidrogas dos Estados Unidos já deixou mais de 80 mortos, em cerca de 20 ataques contra supostas "narcolanchas". Caracas classifica esses bombardeios como "execuções extrajudiciais".
O governo do presidente Donald Trump também prevê declarar como organização terrorista o suposto Cartel de los Soles, que vincula a Maduro. Uma declaração desse tipo daria respaldo legal a uma ação militar contra a Venezuela, embora Trump tenha mostrado intenção de dialogar com Maduro.
N.Fournier--BTB