-
Patriots buscam recuperar a glória perdida no Super Bowl de Bad Bunny
-
Lens bate Rennes e é líder provisório; Lyon vence apesar da expulsão de Endrick
-
Palmeiras contrata atacante colombiano Jhon Arias, que estava no Wolverhampton
-
Conselho de transição do Haiti entrega o poder ao premiê Fils-Aimé
-
João Fonseca espera superar decepção do Aberto da Austrália em Buenos Aires e no Rio de Janeiro
-
A descoberta inquietante durante busca por mineradores sequestrados no México
-
Protesto contra Jogos de Inverno termina em confrontos em Milão
-
Napoli vence na visita ao Genoa (3-2) e se consolida em 3º no Italiano
-
Lens vence Rennes de virada (3-1) e assume liderança provisória, à frente do PSG
-
Líder Barcelona vence Mallorca (3-0) e coloca pressão sobre o Real Madrid
-
EUA deseja que guerra entre Ucrânia e Rússia termine até junho, segundo Zelensky
-
Ex-ministro francês citado em arquivos Epstein nega acusações
-
Líder Arsenal vence Sunderland (3-0) e deixa City nove pontos atrás
-
Novo Skoda Epiq moderno com autonomia
-
Em um pub de Moscou, Jogos de Inverno fazem clientes esquecer a política
-
BMW iX3 novo estilo e design
-
Imigrantes recorrem a aulas remotas em Minneapolis por medo de deportação
-
Dortmund vence no fim na visita ao Wolfsburg (2-1) e fica a 3 pontos do líder Bayern
-
Tcheca Sara Bejlek conquista em Abu Dhabi seu primeiro torneio da WTA
-
BMW iX3 nova era SUV
-
Barça anuncia que está se retirando da Superliga Europeia
-
Irã espera continuar negociações com EUA mas reitera linhas vermelhas
-
Paquistão chora vítimas de ataque a mesquita xiita
-
EUA deseja que guerra termine até junho (Zelensky)
-
Cuba decreta medidas de emergência diante de crise energética
-
Espanha e Portugal enfrentam nova tempestade após inundações durante a semana
-
Plataforma envia acidentalmente US$ 40 bilhões em bitcoins para seus usuários
-
Bill e Hillary Clinton pedem que seu depoimento sobre Epstein seja feito em público
-
Pentágono cortará seus laços acadêmicos com Harvard
-
Trump se recusa a pedir desculpas por vídeo racista que retratava casal Obama como macacos
-
França abre investigação contra ex-ministro envolvido em arquivos Epstein
-
Trump diz que haverá mais diálogo com Irã após 'conversas muito boas'
-
Estado Islâmico reivindica atentado que matou mais de 30 em mesquita no Paquistão
-
Trump apaga vídeo racista que retratava casal Obama como macacos
-
JD Vance é vaiado durante cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno em Milão
-
Itália exalta harmonia e sua cultura na abertura dos Jogos de Inverno de Milão-Cortina
-
CEO da SAF do Botafogo deixa cargo após atrito com John Textor
-
EUA anuncia prisão de participante do ataque de 2012 a consulado em Benghazi
-
Dow Jones supera os 50.000 pontos pela primeira vez em sua história
-
Manifestação contra EUA em Milão antes dos Jogos Olímpicos e na presença de JD Vance
-
Festa olímpica começa com cerimônia de abertura dos Jogos de Inverno de Milão-Cortina
-
Real Madrid confirma lesão na coxa direita de Rodrygo
-
Ao menos 31 mortos e 169 feridos em atentado suicida contra mesquita xiita no Paquistão
-
ONU alerta que mais de 4 milhões de meninas podem sofrer mutilação genital neste ano
-
UE exige que TikTok mude sua interface 'viciante'
-
Julgamento de jovem acusado de matar executivo nos EUA terá início em junho
-
PSG recebe prazo para pagar 5,9 milhões de euros a Mbappé
-
Drone russo atinge refúgio de animais na Ucrânia
-
Trump apaga vídeo racista que retratava os Obama como macacos
-
EUA pede negociações trilaterais com Rússia e China sobre não proliferação nuclear
Honduras elege presidente entre esquerda e direita, sob ameaça de Trump
Os hondurenhos votam para presidente neste domingo (30) em uma eleição acirrada e sob a ameaça do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que pediu votos para o candidato de direita Nasry Asfura sob pena de cortar a ajuda ao país da América Central.
Na véspera da votação, Trump advertiu que, se o ex-prefeito e empresário de 67 anos não vencer a disputa presidencial, Washington "não desperdiçará" dinheiro para ajudar Honduras.
As eleições gerais, que começaram às 7h00 locais (10h00 de Brasília) decidirão se este empobrecido país centro-americano, com histórico de fraudes eleitorais e golpes de Estado, vai renovar a confiança em seu primeiro governo de esquerda ou virar a página e seguir os passos da Bolívia e da Argentina, cujo presidente, Javier Milei, também anunciou apoio a Asfura.
"Eu voto em quem me agrada, não no que Trump diz porque a verdade é que eu vivo do meu trabalho, não dos políticos", disse à AFP Esmeralda Rodríguez, de 56 anos, que vende frutas em um mercado de Tegucigalpa.
Após uma campanha dura que minou a confiança dos eleitores com denúncias antecipadas de fraude, quase 6,5 milhões de hondurenhos estão registrados para escolher quem sucederá a presidente Xiomara Castro em uma votação de turno único, que também definirá deputados e prefeitos para mandatos de quatro anos.
Asfura, do Partido Nacional (PN), está empatado nas pesquisas com a advogada de esquerda Rixi Moncada, de 60 anos, do partido governista Livre, e com o astro da televisão Salvador Nasralla, de 72 anos, candidato do direitista Partido Liberal (PL).
Os três trocaram acusações de planos de fraudes durante a campanha.
Ao votar, Moncada, vestida de branco, reiterou que não vai reconhecer os resultados preliminares do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), mas sim a apuração de todas as atas de votação (cerca de 20.000), que pode demorar dias.
O governo dos Estados Unidos advertiu que atuará com "firmeza" em caso de fraude. A Organização dos Estados Americanos (OEA) e a União Europeia (UE) enviaram observadores ao país.
- "Narcoterroristas" -
Trump entrou na campanha na última quarta-feira para advertir que se "Tito" Asfura, como o candidato é popularmente conhecido, não vencer, Honduras ficará sob o controle do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e "seus narcoterroristas".
O presidente americano disse considerar Asfura o "único verdadeiro amigo da liberdade".
Ela chamou Moncada de "comunista" que idolatra Fidel Castro, enquanto Nasralla, ex-aliado do partido Livre, foi classificado de "quase comunista" e pouco confiável. Trump disse que não poderia trabalhar com nenhum dos dois.
Para aumentar sua aposta em Asfura e em um ato que vai na contramão de sua operação antidrogas no Caribe, Trump colocou mais lenha na fogueira ao anunciar, na sexta-feira, que concederá indulto ao ex-presidente hondurenho Juan Orlando Hernández, ex-líder do PN, condenado em 2024 a 45 anos de prisão por narcotráfico nos Estados Unidos.
Asfura, que disputa a Presidência pela segunda vez, após a derrota em 2021 para Castro, disse à AFP que não tem "nenhum vínculo" com Hernández e destacou que o apoio de Trump pode trazer "benefícios" econômicos e migratórios ao país.
A candidata da esquerda denunciou, neste domingo, que o perdão a este "chefão da droga" foi "tramitado" pelas elites políticas e econômicas locais diante do mau desempenho de seus candidatos.
Não está claro se este respaldo ajudará o empresário.
"Eu ia votar em Tito Asfura, mas não mais, não quero que arruínem mais o meu país. Não queremos narcotraficantes", disse à AFP Julio Sevilla, de 74 anos, em sua seção de votação.
Em um aceno a Washington, Asfura e Nasralla - três vezes candidato à Presidência - pretendem se aproximar de Taiwan, depois que Xiomara Castro restabeleceu relações com a China em 2023.
- Pobreza e violência -
As eleições acontecem em um cenário de profunda polarização, iniciada com o golpe de Estado que derrubou em 2009 o presidente Manuel Zelaya, marido de Xiomara Castro.
Moncada chama os rivais de "oligarcas golpistas", que também a chamam de "comunista" aliada da Venezuela.
Preocupados com a troca de ataques, os candidatos pouco abordaram durante a campanha as preocupações dos hondurenhos: a pobreza, a violência das gangues, a corrupção e o narcotráfico.
A ameaça de Trump de cortar ajuda não é pouca coisa em um país extremamente dependente dos Estados Unidos, com 60% de seus 11 milhões de habitantes vivendo na pobreza e 27% de seu PIB alimentado pelas remessas da migração.
Érika Reyes, comerciante de 33 anos, disse esperar que o apoio de Trump a Asfura ajude os migrantes: "Que pare de persegui-los, lhes dê trabalho e abra as portas para eles".
Em um dos países mais violentos do continente, os hondurenhos votam sob um estado de exceção parcial imposto por Castro em 2022.
O narcotráfico já não usa o país apenas como ponte, mas também como produtor de cocaína.
Custodiadas por militares, as urnas permanecerão abertas até 17h locais (20h00 de Brasília) e o CNE pretende divulgar os primeiros resultados na noite deste domingo.
M.Furrer--BTB