-
Flamengo encara Cruz Azul na Copa Intercontinental em novo capítulo da rivalidade Brasil-México
-
Apoiadores de Trump reconhecem impacto da inflação, mas mantêm confiança no presidente
-
Canadá lança plano multibilionário para atrair mil pesquisadores
-
Província argentina aprova projeto de mineração em meio a protestos
-
Deputado Glauber Braga protagoniza cena caótica na Câmara antes de votação do PL da dosimetria
-
Tottenham vence Slavia Praga (3-0) e fica mais perto das oitavas da Champions
-
Monaco vence Galatasaray (1-0) e ainda sonha com classificação na Champions
-
Atalanta vence Chelsea (2-1) de virada e entra no Top 8 da Champions
-
Atlético de Madrid vence PSV (3-2) e entra no Top 8 da Champions
-
Denúncias de fraude e interferência de Trump marcam eleições em Honduras
-
Liverpool, sem Salah, vence na visita à Inter de Milão (1-0) com gol no fim
-
Com 2 de Koundé, Barcelona vira sobre Eintracht (2-1) e volta a vencer na Champions
-
Zelensky se diz 'pronto' para realizar eleições na Ucrânia com ajuda dos EUA
-
Papa alerta que excluir Europa de conversas sobre paz na Ucrânia 'não é realista'
-
Presença de Corina Machado no Nobel fica incerta após cancelamento de coletiva
-
Zelensky se diz 'pronto' para realizar eleições na Ucrânia
-
Irã e Egito rejeitam ideia de dedicar jogo da Copa à comunidade LGBTQIA+
-
Bayern reage após derrota para Arsenal e vence Sporting de virada (3-1) na Champions
-
Isack Hadjar estreia como piloto Red Bull em teste de pneus
-
Messi Cup começa com entrega do prêmio de MVP da MLS ao astro argentino
-
Alonso pede 'calma' e 'união' em momento de crise no Real Madrid
-
Presença de Machado no Nobel fica incerta após cancelamento de coletiva
-
Pai de Amy Winehouse pede na justiça dinheiro da venda de roupas da filha
-
Zelensky diz que enviará aos EUA o plano alterado para encerrar a guerra
-
Trump critica Europa 'decadente' e defende eleições na Ucrânia
-
Em atrito com o Liverpool, Salah entra na mira do futebol saudita
-
Seguindo os passos do Louvre, Versalhes aumenta preço da entrada para visitantes não europeus
-
ONG denuncia a relação Infantino-Trump à comissão de ética da Fifa
-
Messi é eleito o melhor jogador da MLS pelo 2º ano consecutivo
-
Milhares protestam contra impacto ambiental de projeto de mineração na Argentina
-
Astrônomos detectam explosão de estrela ocorrida há 13 bilhões de anos
-
Red Bull confirma saída do veterano assessor Helmut Marko
-
México confia em chegar a acordo com EUA em disputa por água
-
A tecnologia usada pela Austrália para impedir o acesso de menores às redes sociais
-
Endrick cada vez mais sem espaço no Real Madrid: 11 minutos em campo e uma expulsão
-
Ucrânia deveria realizar eleições, diz Trump
-
Trump chama líderes europeus de 'estúpidos' por suas políticas relacionadas à imigração
-
Justiça argentina revista sede da AFA e de outros clubes por suspeita de lavagem de dinheiro
-
UE promete controlar melhor as importações agrícolas antes de qualquer acordo final com o Mercosul
-
Kast e Jara, o ultradireitista e a esquerdista que disputam o poder no Chile
-
Chile elege presidente com ultradireitista Kast como favorito
-
Zelensky se reúne com papa e prepara resposta ao plano americano para Ucrânia
-
Confrontos fronteiriços entre Tailândia e Camboja deixam 10 mortos
-
Austrália é o primeiro país a proibir redes sociais para menores de 16 anos
-
UE investiga Google por usar conteúdos para sua IA sem compensação
-
Incêndio em prédio comercial deixa 22 mortos na capital da Indonésia
-
Machado é aguardada com expectativa em Oslo, onde receberá Nobel da Paz
-
MSF: condições para médicos em Gaza continuam difíceis, apesar da trégua
-
TPI condena chefe de milícia do Sudão a 20 anos de prisão por crimes de guerra
-
Quase 70 jornalistas morreram este ano no mundo, a maioria em Gaza, alerta RSF
Honduras elege presidente entre esquerda e direita, sob ameaça de Trump
Os hondurenhos votam para presidente neste domingo (30) em uma eleição acirrada e sob a ameaça do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que pediu votos para o candidato de direita Nasry Asfura sob pena de cortar a ajuda ao país da América Central.
Na véspera da votação, Trump advertiu que, se o ex-prefeito e empresário de 67 anos não vencer a disputa presidencial, Washington "não desperdiçará" dinheiro para ajudar Honduras.
As eleições gerais, que começaram às 7h00 locais (10h00 de Brasília) decidirão se este empobrecido país centro-americano, com histórico de fraudes eleitorais e golpes de Estado, vai renovar a confiança em seu primeiro governo de esquerda ou virar a página e seguir os passos da Bolívia e da Argentina, cujo presidente, Javier Milei, também anunciou apoio a Asfura.
"Eu voto em quem me agrada, não no que Trump diz porque a verdade é que eu vivo do meu trabalho, não dos políticos", disse à AFP Esmeralda Rodríguez, de 56 anos, que vende frutas em um mercado de Tegucigalpa.
Após uma campanha dura que minou a confiança dos eleitores com denúncias antecipadas de fraude, quase 6,5 milhões de hondurenhos estão registrados para escolher quem sucederá a presidente Xiomara Castro em uma votação de turno único, que também definirá deputados e prefeitos para mandatos de quatro anos.
Asfura, do Partido Nacional (PN), está empatado nas pesquisas com a advogada de esquerda Rixi Moncada, de 60 anos, do partido governista Livre, e com o astro da televisão Salvador Nasralla, de 72 anos, candidato do direitista Partido Liberal (PL).
Os três trocaram acusações de planos de fraudes durante a campanha.
Ao votar, Moncada, vestida de branco, reiterou que não vai reconhecer os resultados preliminares do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), mas sim a apuração de todas as atas de votação (cerca de 20.000), que pode demorar dias.
O governo dos Estados Unidos advertiu que atuará com "firmeza" em caso de fraude. A Organização dos Estados Americanos (OEA) e a União Europeia (UE) enviaram observadores ao país.
- "Narcoterroristas" -
Trump entrou na campanha na última quarta-feira para advertir que se "Tito" Asfura, como o candidato é popularmente conhecido, não vencer, Honduras ficará sob o controle do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e "seus narcoterroristas".
O presidente americano disse considerar Asfura o "único verdadeiro amigo da liberdade".
Ela chamou Moncada de "comunista" que idolatra Fidel Castro, enquanto Nasralla, ex-aliado do partido Livre, foi classificado de "quase comunista" e pouco confiável. Trump disse que não poderia trabalhar com nenhum dos dois.
Para aumentar sua aposta em Asfura e em um ato que vai na contramão de sua operação antidrogas no Caribe, Trump colocou mais lenha na fogueira ao anunciar, na sexta-feira, que concederá indulto ao ex-presidente hondurenho Juan Orlando Hernández, ex-líder do PN, condenado em 2024 a 45 anos de prisão por narcotráfico nos Estados Unidos.
Asfura, que disputa a Presidência pela segunda vez, após a derrota em 2021 para Castro, disse à AFP que não tem "nenhum vínculo" com Hernández e destacou que o apoio de Trump pode trazer "benefícios" econômicos e migratórios ao país.
A candidata da esquerda denunciou, neste domingo, que o perdão a este "chefão da droga" foi "tramitado" pelas elites políticas e econômicas locais diante do mau desempenho de seus candidatos.
Não está claro se este respaldo ajudará o empresário.
"Eu ia votar em Tito Asfura, mas não mais, não quero que arruínem mais o meu país. Não queremos narcotraficantes", disse à AFP Julio Sevilla, de 74 anos, em sua seção de votação.
Em um aceno a Washington, Asfura e Nasralla - três vezes candidato à Presidência - pretendem se aproximar de Taiwan, depois que Xiomara Castro restabeleceu relações com a China em 2023.
- Pobreza e violência -
As eleições acontecem em um cenário de profunda polarização, iniciada com o golpe de Estado que derrubou em 2009 o presidente Manuel Zelaya, marido de Xiomara Castro.
Moncada chama os rivais de "oligarcas golpistas", que também a chamam de "comunista" aliada da Venezuela.
Preocupados com a troca de ataques, os candidatos pouco abordaram durante a campanha as preocupações dos hondurenhos: a pobreza, a violência das gangues, a corrupção e o narcotráfico.
A ameaça de Trump de cortar ajuda não é pouca coisa em um país extremamente dependente dos Estados Unidos, com 60% de seus 11 milhões de habitantes vivendo na pobreza e 27% de seu PIB alimentado pelas remessas da migração.
Érika Reyes, comerciante de 33 anos, disse esperar que o apoio de Trump a Asfura ajude os migrantes: "Que pare de persegui-los, lhes dê trabalho e abra as portas para eles".
Em um dos países mais violentos do continente, os hondurenhos votam sob um estado de exceção parcial imposto por Castro em 2022.
O narcotráfico já não usa o país apenas como ponte, mas também como produtor de cocaína.
Custodiadas por militares, as urnas permanecerão abertas até 17h locais (20h00 de Brasília) e o CNE pretende divulgar os primeiros resultados na noite deste domingo.
M.Furrer--BTB