-
Sabalenka estreia com vitória tranquila e vai à 2ª rodada de Wimbledon
-
'Temos muita confiança', diz João Félix antes de duelo entre Portugal e Croácia
-
Bombas em frente a sedes estatais no Equador causam danos e deixam um ferido
-
Espanha retoma treinos sem três jogadores lesionados
-
Após decepção na Copa, República Tcheca demite técnico Miroslav Koubek
-
Sinner sofre na estreia, mas avança à 2ª rodada de Wimbledon
-
Ataque a tiros deixa seis mortos em cidade do norte da Alemanha
-
Irã na Copa do Mundo de 2026: o ponto final de uma participação conturbada
-
João Fonseca vence espanhol Roberto Bautista e vai à 2ª rodada de Wimbledon
-
Ataques russos deixam 9 mortos na Ucrânia
-
Funerárias de Paris, sobrecarregadas após onda de calor recorde
-
Suprema Corte dos EUA rejeita tentativa de Trump de demitir governadora do Fed
-
Uma Copa do Mundo com menos faltas, dribles e finalizações
-
Comcast vai desmembrar NBCUniversal e Sky
-
França aprova lei para frear o auge da moda ultrarrápida
-
Busca por sobreviventes dos terremotos na Venezuela chega ao 'último minuto'
-
Ataque a tiros deixa cinco mortos em cidade do norte da Alemanha
-
Bolívia libera cotação do dólar em meio a grave crise econômica
-
Trump afirma que Irã solicitou reunião no Catar
-
Manchester City anuncia Enzo Maresca como novo treinador
-
Estrelas do circuito de tênis desistem de reduzir compromissos com imprensa em Wimbledon
-
Fraternidade São Pio X pode levar Igreja Católica ao cisma
-
CazéTV, o canal de YouTube que quebra recordes na Copa
-
Brasil e Alemanha buscam redenção em vaga para as oitavas de final da Copa
-
Cabo Verde, um refúgio para a comunidade LGBTQIA+ na África
-
Cães desaparecem antes da proibição da carne canina na Coreia do Sul
-
Complexo de plano habitacional de Hugo Chávez desaba após terremotos na Venezuela
-
Irã e EUA anunciam pausa nas hostilidades
-
Princesa Kate completa desafio das três montanhas em apoio à associação de combate ao câncer
-
Austrália anuncia amistosos contra o Brasil em setembro
-
Ataques aéreos do Paquistão provocam dezenas de mortes no leste do Afeganistão
-
Coreia do Sul vai investir US$ 1,2 trilhão em chips e centros de dados de IA
-
Sobrevivente de ataque na Austrália diz que é vítima de imagens distorcidas por IA
-
EUA e Irã interrompem hostilidades e devem prosseguir com as negociações
-
Brasil precisa de 'mente e coração' para jogar 'final' contra o Japão, diz Ancelotti
-
Eliminada na fase de grupos da Copa, seleção do Irã embarcará de Tijuana na 2ªfeira
-
Paraguai desafia Alemanha por uma vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo
-
Canadá vence África do Sul (1-0) e vai às oitavas de final da Copa
-
Países Baixos e Marrocos fazem duelo de amizades perigosas por vaga nas oitavas da Copa
-
Roubos e saques em área devastada da Venezuela, a outra face da tragédia
-
Após passar por cirurgia, Parreira apresenta quadro 'estável'
Papa Leão XIV insta líderes religiosos no Líbano a combater a intolerância
O papa Leão XIV instou nesta segunda-feira (1º) os líderes das diversas comunidades religiosas libanesas, reunidos por ocasião de sua visita, a combater a intolerância e a violência neste país de múltiplas crenças que o acolheu com grande entusiasmo.
No segundo dia de sua visita ao Líbano, o pontífice americano foi recebido com aplausos por milhares de fiéis que esperaram por horas para vê-lo, apesar da chuva torrencial.
Alguns gritavam e outros lançavam arroz em sinal de boas-vindas à passagem do papamóvel. Esta visita "nos devolveu o sorriso (...) depois de todas as dificuldades que enfrentamos", declarou Yasmine Chidiac à AFP.
Um dos momentos mais marcantes do dia foi um evento inter-religioso na Praça dos Mártires, no centro de Beirute, um espaço emblemático, símbolo da memória nacional.
"Vocês são chamados a serem construtores da paz: a enfrentarem a intolerância, a superarem a violência e a banirem a exclusão", declarou o papa neste país profundamente dividido.
Um após o outro, os representantes das doze comunidades cristãs e das quatro muçulmanas se sucederam para destacar a importância da convivência no Líbano, que sofreu uma longa guerra civil (1975-1990).
- "Seguir esperando e trabalhando" -
Nesta segunda-feira de manhã, Leão XIV visitou o mosteiro de Annaya, nas montanhas ao norte de Beirute, que abriga o túmulo de Charbel Makhlouf, um monge maronita canonizado em 1977 e reconhecido por unir cristãos, muçulmanos e drusos.
"Para o mundo, pedimos paz. Especialmente imploramos por ela para o Líbano e para todo o Oriente Médio", disse desde o interior do mosteiro de pedra, iluminado por velas.
A chegada do pontífice despertou grande entusiasmo na população libanesa, que vive com o temor de um novo conflito aberto com Israel.
Apesar da trégua de novembro de 2024 em sua guerra contra o movimento islamista pró-iraniano Hezbollah, Israel intensificou seus ataques no Líbano nas últimas semanas.
Leão XIV chegou da Turquia no domingo, na segunda etapa de sua primeira visita ao exterior como pontífice. As autoridades decretaram feriado nos dias 1 e 2 de dezembro.
Após a visita ao mosteiro de Annaya, o papa seguiu para o santuário de Harissa, também no norte de Beirute, que abriga uma gigantesca estátua de Nossa Senhora do Líbano.
No local, ele pronunciou um discurso em francês diante de centenas de bispos, padres e religiosos, em meio a gritos de "Viva o papa!".
Leão XIV convidou os libaneses a "seguir esperando e trabalhando, mesmo quando (...) ao redor ressoam os ruídos das armas e as exigências da vida cotidiana se tornam um desafio".
"Vivemos quase dois anos e meio de guerra, mas nunca sem esperança", afirmou à AFP o padre Tony Elias, de 43 anos, sacerdote maronita do vilarejo de Rmeich, próximo da fronteira com Israel.
"O papa traz uma verdadeira mensagem de paz (...) O Líbano está cansado, não pode mais suportar 50 anos de guerra e aspira à paz", acrescentou o padre, que usava um lenço branco com as bandeiras do Vaticano e do Líbano.
- "Precisamos ter esperança" -
Além da guerra entre Israel e Hezbollah, o Líbano enfrentou uma sucessão de crises desde 2019, incluindo um colapso econômico que agravou a pobreza e uma devastadora explosão em 2020 no porto de Beirute.
No domingo, Leão XIV pediu aos libaneses que "permaneçam" em seu país, onde o colapso econômico iniciado em 2019 provocou uma emigração em massa.
Apesar da ausência de números oficiais, o centro de pesquisa independente Al-Doualiya calcula que 800.000 libaneses deixaram o país entre 2012 e 2024. A população atual é estimada em 5,8 milhões de habitantes, incluindo mais de um milhão de refugiados sírios.
"Estamos enfrentando muitos problemas econômicos, sociais e políticos", comentou Elias Abu Nasr Chaalan, um joalheiro de 44 anos e pai de dois filhos.
"Precisamos ter esperança e nos unir como libaneses", afirmou, antes de destacar que o papa já conseguiu aproximar as autoridades e líderes religiosos do país. "Com nossa unidade, poderemos superar as dificuldades".
G.Schulte--BTB