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Economia alemã atravessa 'crise mais profunda' desde o pós-guerra
A economia alemã atravessa "sua crise mais profunda" desde o pós-guerra, afirmou nesta terça-feira (2) a principal federação industrial do país, que criticou o governo por sua inação apesar de um quarto ano consecutivo de queda na produção.
O governo do conservador Friedrich Merz enfrenta o desafio de reativar uma economia estagnada há mais de dois anos e que enfrenta mudanças profundas.
O modelo industrial alemão está enfraquecido pela concorrência internacional, sobretudo da China, e pelos preços elevados da eletricidade, que minam sua competitividade.
"A economia alemã está em queda livre e, mesmo assim, o governo não responde com a firmeza necessária", denunciou Peter Leibinger, presidente da Federação das Indústrias Alemãs (BDI, na sigla em alemão), em um comunicado.
"Prevemos este ano uma queda de 2% na produção, o que significa que a produção industrial recuará pelo quarto ano consecutivo", afirmou a BDI, que faz um apelo às autoridades para realizarem uma "virada na política econômica, com prioridades claras para a competitividade e o crescimento".
"No terceiro trimestre, a produção voltou a cair 0,9% em relação ao trimestre anterior e 1,2% em termos interanuais", destacou essa federação.
Merz prometeu uma série de reformas e uma simplificação burocrática para impulsionar a inovação e reduzir os custos de produção. Mas, para os industriais da maior economia europeia, o governo não age com a rapidez necessária.
"Cada mês sem reformas estruturais fortes custará mais empregos", alertou a BDI.
T.Bondarenko--BTB