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Zelensky se reúne com enviados dos EUA em Berlim para negociar fim do conflito
O presidente ucraniano Volodimir Zelensky se reuniu neste domingo (14) em Berlim, por mais de cinco horas, com uma delegação dos Estados Unidos liderada pelo enviado especial Steve Witkoff e pelo genro de Donald Trump, Jared Kushner, para negociar o fim da guerra com a Rússia.
"Houve muitos avanços" nas conversas com a Ucrânia em Berlim, disse Witkoff após a reunião com Zelensky com o objetivo de encontrar uma solução diplomática para a guerra com a Rússia.
A reunião entre o presidente ucraniano, Witkoff e Kushner durou mais de cinco horas e incluiu "discussões profundas sobre o plano de paz de 20 pontos, programas econômicos e mais", afirmou Witkoff na rede social X, acrescentando que outro encontro aconteceria na manhã desta segunda.
O presidente americano busca encerrar este conflito, que se arrasta há quase quatro anos, mas questões-chave permanecem pendentes nas negociações, como as concessões territoriais da Ucrânia, as garantias de segurança exigidas por Kiev e se a Rússia aceitará as propostas feitas pelos europeus e americanos.
"Começamos a nossa reunião", anunciou Zelensky no Facebook, em uma publicação com uma foto da delegação ucraniana ao lado do chanceler alemão, Friedrich Merz, e dos representantes dos EUA, incluindo Witkoff, Kushner e o comandante-em-chefe da Otan na Europa, o general americano Alexus Grynkewich.
Antes da reunião, Zelensky afirmou estar aberto ao diálogo e reiterou a importância do encontro, durante uma coletiva de imprensa on-line.
Ele acrescentou que ainda não recebeu uma resposta dos Estados Unidos à versão mais recente do plano proposto para o fim do conflito, revisado esta semana por Kiev e seus aliados europeus e posteriormente enviado a Washington.
Zelensky reiterou que Kiev quer garantias de segurança de seus aliados europeus e de Washington para dissuadir a Rússia de atacá-la novamente em caso de cessar-fogo.
"Estamos considerando um plano-quadro de 20 pontos, que culmina em um cessar-fogo [...] Queremos garantir que a guerra não se repita", afirmou.
Ele especificou que as "discussões bilaterais de segurança" atualmente consideram um mecanismo inspirado no Artigo 5 da Otan, que prevê a proteção mútua dos Estados-membros, sem a adesão formal da Ucrânia à Aliança Atlântica.
Zelensky afirmou que espera que os Estados Unidos apoiem a ideia de congelar a linha de frente onde está, em vez de a Ucrânia ceder toda a região leste do Donbass, como exige Moscou.
"A opção mais justa é que as coisas 'permaneçam como estão'", argumentou Zelensky.
O.Lorenz--BTB