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EUA promete US$ 2 bilhões à ONU para ajuda humanitária em 2026
Os Estados Unidos prometeram nesta segunda-feira (29) às Nações Unidas US$ 2 bilhões (R$ 11,08 bilhões) iniciais para a ajuda humanitária em 2026, um valor bastante inferior ao dos últimos anos, e ressaltaram que as agências da ONU terão que "se adaptar, reduzir seu tamanho ou morrer".
O anúncio foi feito pela representação americana em Genebra, na presença do chefe de operações humanitárias da ONU, Tom Fletcher, e em um contexto de cortes drásticos na ajuda externa dos Estados Unidos decididos pelo presidente Donald Trump.
"Esperamos que esses US$ 2 bilhões não sejam o fim, e sim apenas o começo de uma parceria", disse em entrevista coletiva Jeremy Lewin, responsável do Departamento de Estado pela ajuda internacional. "É um momento realmente importante", uma vez que os Estados Unidos e a ONU vão trabalhar juntos a partir de agora para definir "um dispositivo humanitário modificado, mais leve e mais eficaz", acrescentou.
Em vez de distribuir fundos para cada agência da ONU, os Estados Unidos planejam agora canalizar suas contribuições por meio do Escritório de Assuntos Humanitários da ONU (OCHA, na sigla em inglês), que lançou em março a iniciativa Humanitarian Reset, para aumentar a eficiência do sistema humanitário.
O OCHA será responsável por administrar os fundos americanos respeitando certas "obrigações" e garantindo que o financiamento da ajuda responda aos "interesses nacionais americanos", explicou Jeremy Lewin. "As agências da ONU terão que se adaptar, reduzir seu tamanho ou morrer", destacou o Departamento de Estado.
Os Estados Unidos já identificaram 17 países aos quais a ONU poderá destinar fundos americanos, entre eles Haiti, Ucrânia, Síria e Mianmar.
Em 2025, o apelo humanitário da ONU, de mais de 45 bilhões de dólares (249 bilhões de reais), foi financiado com pouco mais de 12 bilhões (66 bilhões de reais), o montante mais baixo em uma década, segundo as Nações Unidas. Esses fundos permitiram ajudar apenas 98 milhões de pessoas, ou seja, 25 milhões a menos que no ano anterior.
Segundo os números da ONU, os Estados Unidos se mantiveram em 2025 como principal país doador dos programas humanitários no mundo, mas com uma queda significativa: 2,7 bilhões de dólares (14,95 bilhões de reais), contra 11 bilhões (60 bilhões de reais) em 2024.
H.Seidel--BTB