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Trump anuncia que vai retirar Guarda Nacional de Chicago, Los Angeles e Portland
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira (31) que vai retirar as tropas da Guarda Nacional de Chicago, Los Angeles e Portland, após uma série de reveses legais relacionados ao envio de militares a cidades do país.
O republicano enviou soldados a essas três cidades para o que descreveu como uma ofensiva contra a imigração irregular e o crime desde que retornou à Casa Branca em janeiro.
Os dirigentes locais rejeitaram essas medidas e as classificaram de excesso autoritário, por isso apresentaram uma série de ações na Justiça.
Na semana passada, a Suprema Corte decidiu que o governo não havia apresentado uma base legal que justificasse a mobilização da Guarda Nacional em Chicago, o que apenas é permitido pelo direito americano em circunstâncias excepcionais.
"Estamos retirando a Guarda Nacional de Chicago, Los Angeles e Portland, apesar do fato de que o CRIME foi reduzido amplamente graças à presença destes grandes patriotas nessas cidades e SOMENTE por essa razão", escreveu Trump em sua plataforma Truth Social.
O mandatário disse que essas três cidades "teriam desaparecido se não fosse pela intervenção do Governo Federal".
"Voltaremos, talvez de uma forma muito diferente e mais forte, quando a criminalidade começar a disparar novamente. É apenas uma questão de tempo!", acrescentou Trump.
O bilionário de 79 anos também enviou a Guarda Nacional à capital, Washington, e a Memphis, no Tennessee. Além disso, ameaçou mandar soldados para San Francisco.
Contudo, o governo já tinha começado a retirar algumas tropas de Chicago, Los Angeles e Portland nas últimas semanas devido a ordens judiciais.
- 'Tática ilegal de intimidação' -
Em junho, Los Angeles foi a primeira cidade a ter militares nas ruas, quando Trump passou por cima dos dirigentes democratas locais e ordenou o envio de 4.000 reservistas da Guarda Nacional para sufocar os protestos contra as batidas das autoridades federais de combate à imigração irregular.
Os dirigentes locais disseram que esses protestos relativamente pequenos, que afetaram apenas umas poucas quadras na segunda maior metrópole do país, poderiam ter sido controlados pelas autoridades do condado, da cidade e do estado.
Em 10 de dezembro um juiz federal determinou que o governo Trump encerrasse a mobilização militar em Los Angeles e devolvesse o controle dos soldados ao governador da Califórnia, o democrata Gavin Newsom.
A maioria dos efetivos já havia sido desmobilizada, e o Exército dos Estados Unidos disse que, naquele momento, permaneciam destacados 100 soldados da Guarda Nacional.
Horas antes do anúncio de Trump, Newsom disse que o governo havia deixado de se opor oficialmente à ordem do tribunal federal.
"Esta admissão por parte de Trump e dos membros de seu gabinete oculto significa que esta tática ilegal de intimidação finalmente chegará a seu fim", disse Newsom na rede social X. O governador democrata é amplamente cotado como possível candidato do partido à presidência em 2028.
No início de outubro, Trump ordenou a mobilização de forças militares desde o Texas e a Califórnia até Chicago e Portland.
Até a semana passada, cerca de 300 membros da Guarda Nacional permaneciam ativos na área de Chicago, mas não participavam de operações.
Em novembro, um juiz bloqueou a mobilização de tropas em Portland ao considerar que não existia nenhuma "rebelião ou perigo de rebelião" que justificasse o envio de militares à cidade.
O.Lorenz--BTB