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México se torna 'fornecedor importante' de petróleo para Cuba diante da crise na Venezuela
A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, disse nesta quarta-feira (7) que o México se tornou um "fornecedor importante" de petróleo para Cuba, ao ser questionada sobre uma matéria jornalística que aponta que o país teria superado a Venezuela como principal fornecedor de petróleo da ilha.
Uma reportagem do jornal britânico Financial Times indica que, em 2025, os envios de petróleo mexicano a Cuba superaram os da Venezuela, segundo dados da indústria. Por ora, a informação não pôde ser verificada de forma independente pela AFP.
Questionada sobre o tema, Sheinbaum afirmou que, diante da crise enfrentada pela Venezuela, "evidentemente o México se torna um fornecedor importante", mas esclareceu que o país não está enviando a Cuba "mais petróleo do que o que havia sido enviado historicamente".
A mandatária mexicana não confirmou a informação do jornal britânico, visto que neste momento não tem acesso aos dados da petroleira estatal Pemex, embora tenha dito que já os solicitou e que divulgará esta informação.
A presidente também afirmou que os envios de petróleo a Cuba ocorrem há "muitos anos" e por "diversos motivos", alguns deles sob contratos de exportação ou um esquema de "ajuda humanitária".
O governo mexicano frequentemente se recusa a publicar estes contratos petrolíferos, assim como a forma como Havana paga pelo hidrocarboneto.
Desde 2000, Cuba assegurou com a Venezuela seu fornecimento de petróleo por meio de um acordo firmado com o então presidente Hugo Chávez (1999-2013), em troca do envio de médicos, professores e outros profissionais para o país sul-americano.
Mas a longa e profunda crise econômica venezuelana, somada às sanções comerciais dos Estados Unidos, reduziu gravemente a produção petrolífera nacional e, com isso, os envios de petróleo para a ilha.
Segundo especialistas, a Venezuela chegou a enviar a Cuba, anos atrás, até 90.000 barris de petróleo por dia, mas os números caíram nos últimos anos para "uma média de 30.000 a 35.000 barris diários", detalha Jorge Piñón, pesquisador da Universidade do Texas.
Em meio a uma economia extremamente abalada e escassez de energia, os 9,7 milhões de habitantes de Cuba sofreram cinco apagões gerais desde o fim de 2024 e enfrentam cortes diários de eletricidade.
M.Ouellet--BTB