-
Walmart dá boas-vindas aos agentes de IA para compras
-
Meta terá que pagar US$ 25 bilhões por caso relacionado à Cambridge Analytica
-
Rússia se mostra aberta a negociar com Ucrânia, mas reduz otimismo de Trump
-
Aston Villa vence Viking (3-1) e mantém campanha 100% na Liga dos Campeões
-
Musk adota tom desafiador perante ameaças de investigação
-
Bukele dá ultimato a gangues haitianas para libertarem militares salvadorenhos
-
Club Brugge vence Lens (3-0) e emenda 2º triunfo na Champions
-
Arsenal arranca empate contra o Bayern (2-2) pela 3ª rodada da Champions
-
Com gol de Carlos Augusto, Inter de Milão sofre para vencer Shakhtar (1-0) na Champions
-
Betis vence Feyenoord (1-0) e se mantém 100% na Champions
-
Real Madrid goleia RB Leipzig (4-1) na Champions
-
Papa não vai precisar de tratamento adicional após cirurgia
-
Defesa afirma que médico acusado pela morte de Maradona foi um 'bode expiatório'
-
Especialistas da ONU pedem que Meta proteja liberdade de expressão durante eleições no Brasil
-
Petróleo e eleições, os motivos da aproximação de Trump com Putin
-
Como goleia Manchester United (4-1) na Champions com show de Nico Paz
-
Editora canadense rompe com escritor acusado de usar IA para escrever romance
-
Israel detém candidato ao Congresso dos EUA durante colheita de azeitonas na Cisjordânia
-
Onda de violência na França preocupa setor turístico
-
Dani Olmo ficará um mês afastado por lesão e vira desfalque no Barça contra Real Madrid
-
Candidato árabe nas eleições de Israel classifica uma eventual vitória de Netanyahu como 'catástrofe'
-
Por que a produção de cobre cai no Chile em meio à alta da demanda mundial?
-
Sites fora do ar em todo o mundo após falhas de segurança detectadas por IA
-
Arábia Saudita se compromete a fornecer diesel enquanto 'for necessário', diz Macron
-
Escritórios da extrema direita no Parlamento Europeu são alvos de busca
-
Orçamento da Colômbia para 2027 é invalidado e será aprovado por decreto
-
Diretor da Nvidia insta empresas europeias a apostar na IA
-
Kremlin se dispõe a retomar negociações trilaterais em novembro
-
Jogador de rúgbi que morreu antes de jogo na França foi vítima de um aneurisma
-
Justiça cubana pede até 13 anos de prisão para manifestantes
-
ONU alerta para fenômeno El Niño 'sem precedentes'
-
Nick Paley transforma medos de infância em suspense na série 'Fingida'
-
Kvaratskhelia sofre ruptura do ligamento cruzado e pode perder resto da temporada
-
França decreta toque de recolher em bairros de Paris pela terceira noite seguida
-
Escassez de água obriga cubanos a perfurar poços
-
Estudantes, professores e funcionários públicos protestam na Grécia
-
Milei irrompe na campanha eleitoral espanhola e chama Sánchez de 'ditador'
-
Mundo caminha para aquecimento de 2,6 °C neste século, alerta ONU
-
Emissário de Trump apresenta 'ideias' a Putin para acabar com conflito na Ucrânia
-
Macron denuncia comentários 'estúpidos' de líderes estrangeiros sobre distúrbios na França
-
Getty Images declara quebra nos EUA para reestruturar sua dívida
-
Canal do Panamá bate recorde de carga após fechamento de Ormuz
-
Boca vence Vasco (3-1) no Maracanã e vai à final da Copa Sul-Americana
-
Advogados de psicólogo e psiquiatra pedem absolvição deles em julgamento pela morte de Maradona
-
Knicks erguem bandeira de campeões após meio século de espera
-
Quase 90% dos detidos em 'guerra' contra gangues em El Salvador não foram julgados
Trump afirma que 'massacre' no Irã 'cessou', mas mantém ambiguidade sobre intervenção
Donald Trump afirmou nesta quarta-feira (14) que "o massacre no Irã está cessando", após dias de repressão às manifestações por parte das autoridades, mas mostrou-se ambíguo quanto à possibilidade de uma intervenção militar americana, ao afirmar que Washington está monitorando a situação.
As manifestações começaram como um protesto contra o custo de vida, mas se transformaram em um movimento contra o regime teocrático que governa o país desde a revolução de 1979 e que, desde 1989, é dirigido pelo líder supremo Ali Khamenei.
Grupos de defesa dos direitos humanos afirmam que, aproveitando um corte de internet de mais de cinco dias, as autoridades iranianas estão realizando a repressão mais severa em anos no país, que deixou ao menos 3.428 mortos, segundo uma ONG.
Durante um evento na Casa Branca, o presidente americano afirmou que lhe haviam comunicado "de boa fonte" que "o massacre no Irã está cessando, cessou".
"E não há planos de execuções" de detidos, acrescentou Trump.
Quando um jornalista da AFP perguntou se uma intervenção militar havia sido descartada, Trump respondeu: "Vamos observar e ver o que acontece depois".
Trump ameaçou em várias ocasiões ordenar uma operação militar na República Islâmica para conter a repressão ao movimento de protestos no país de 86 milhões de habitantes.
Segundo a ONG Iran Human Rights (IHR), com sede na Noruega, as forças de segurança iranianas mataram ao menos 3.428 manifestantes e detiveram mais de 10 mil pessoas. Ainda assim, a organização advertiu que o número real provavelmente seja muito maior.
— "Agora há calma" —
Após o pico de concentrações registrado no fim da semana passada, as autoridades tentaram retomar o controle das ruas organizando uma "marcha de resistência nacional" e os funerais de mais de 100 integrantes das forças de segurança e outros "mártires" mortos nos protestos.
Em frente à Universidade de Teerã, milhares de pessoas se reuniram nesta quarta-feira para os funerais.
"¡Morte aos Estados Unidos!", diziam as faixas de alguns dos presentes, enquanto outros portavam fotos de Khamenei e bandeiras da República Islâmica, segundo um jornalista da AFP.
O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, disse à emissora americana Fox News que "após três dias de operação terrorista, agora há calma" e que as autoridades recuperaram o "controle total da situação".
"Não haverá enforcamentos hoje nem amanhã", enfatizou.
Embora o ministro tenha dito que o Irã permanecia aberto à diplomacia, outros dirigentes endureceram o tom em relação aos Estados Unidos e a Israel.
O comandante da Guarda Revolucionária, Mohammad Pakpour, assegurou que suas forças estão preparadas "para responder com firmeza ao erro de julgamento do inimigo" e acusou Trump e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, de serem os "assassinos da juventude do Irã".
Diante dessas "tensões regionais", o Catar informou que a base americana de Al Udeid, a mais importante no Oriente Médio, foi parcialmente evacuada.
Teerã lançou mísseis contra essa base, situada 190 km ao sul do Irã, em junho de 2025, em resposta aos bombardeios de Washington contra instalações nucleares iranianas.
Em paralelo, o Reino Unido anunciou que "fechou temporariamente" sua embaixada em Teerã, e a Espanha instou seus cidadãos a deixarem o país.
Em Teerã, o Poder Judiciário prometeu processos "rápidos" e "públicos".
"Qualquer sociedade pode esperar que haja protestos, mas não toleraremos a violência", insistiu nesta quarta-feira à imprensa um alto funcionário iraniano, que sustentou que não foram registrados "distúrbios" desde segunda-feira.
Os países do G7 declararam-se nesta quarta-feira "profundamente alarmados com o elevado número de mortos e feridos relatado" e advertiram que imporão mais sanções caso a repressão não cesse.
— Sem internet —
Até o momento, as autoridades não divulgaram nenhum balanço oficial, e outro funcionário precisou que a identificação das vítimas ainda estava em andamento.
Antes das declarações de Trump, ativistas de direitos humanos haviam expressado preocupação com possíveis execuções sumárias.
Segundo a organização especializada em cibersegurança Netblocks, a internet já está cortada há 144 horas no país, o que dificulta o acesso à informação. A comunicação telefônica continua limitada.
Ainda assim, algumas informações acabam vazando.
Novos vídeos publicados nas redes sociais e verificados pela AFP mostram dezenas de corpos em um necrotério no sul de Teerã.
Diante da repressão e do corte das comunicações, parece que a intensidade dos protestos diminuiu drasticamente.
O Instituto para o Estudo da Guerra (ISW), com sede nos Estados Unidos, afirmou que as autoridades estavam empregando "um nível de brutalidade sem precedentes para reprimir os protestos" e que os relatos sobre atividade de protesto na terça-feira se encontravam em "um nível relativamente baixo".
E.Schubert--BTB