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'Não é um criminoso': do Equador, família de criança detida nos EUA clama por sua libertação
Liam “não é um criminoso”, diz o tio do menino de cinco anos detido em uma operação contra imigrantes nos Estados Unidos, cuja imagem corre o mundo como símbolo do descontentamento que desencadeou protestos contra o governo de Donald Trump.
O momento da captura, na terça-feira, foi registrado em fotografias que mostram Liam Conejo Ramos com uma jaqueta xadrez e um gorro azul, enquanto um agente do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE) o segura pela mochila do Homem-Aranha.
Luis Conejo, tio do menino, clama pela libertação do pequeno e do pai do menor, Adrián Conejo, embora em entrevista à CNN na sexta-feira tenha dito sentir-se numa luta “contra Golias”.
“Uma criança de cinco anos na verdade não cometeu nenhum crime, (...) estão abusando do povo imigrante”, disse à emissora de sua casa em Quito, capital do Equador, vestido com chapéu e poncho típicos dos indígenas da região de Otavalo.
A chancelaria equatoriana confirmou neste sábado que ambos estão em um Centro de Processamento de Imigração no Texas, à espera de uma audiência judicial para resolver um pedido de asilo que tinham em curso.
“Até o momento, a mãe do menor não requisitou apoio por parte do Consulado equatoriano”, apontou a pasta em comunicado.
Há versões contraditórias sobre as ações dos agentes do ICE nesse caso. Washington alega que o pai fugiu e deixou o menino sozinho, enquanto autoridades escolares sustentam que o menor foi usado como “isca” para tentar fazer com que as pessoas dentro de sua casa saíssem, incluindo sua mãe grávida.
Conejo lembrou que seus familiares nos Estados Unidos “o tempo todo no grupo da família” no WhatsApp diziam ter “medo”.
A AFP foi até a casa de outra tia de Liam, em um bairro popular no norte de Quito, mas eles desistiram de dar mais declarações à imprensa.
Por telefone, Luis Conejo informou à AFP que estão preparando um comunicado.
A tia Blanca Conejo disse ao portal Primicias que a mãe de Liam permanece em “uma casa de acolhimento” e foi ajudada por professoras que compareceram após a detenção do menino.
Segundo a família Conejo, a insegurança, a falta de trabalho e o alto custo de vida obrigaram seus familiares a sair do Equador, governado por Daniel Noboa, um dos aliados de Trump na região.
Em 2025, mais de 9.500 equatorianos foram deportados dos Estados Unidos.
G.Schulte--BTB