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Trump diz que deve 'participar' da eleição do próximo líder do Irã
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, insistiu, nesta quinta-feira (5), que deveria ter um papel na eleição do próximo líder supremo do Irã, após o assassinato do aiatolá Ali Khemenei, cujo filho - afirmou - lhe parece um candidato inaceitável.
"O filho de Khamenei (morto no primeiro dia da guerra em um ataque de EUA e Israel) é um Peso Leve. Tenho que participar da nomeação, como com Delcy", disse Trump em entrevista ao site de notícias Axios, fazendo uma comparação com a Venezuela, onde a presidente interina, Delcy Rodríguez, tem cooperado com ele sob ameaças, depois que os Estados Unidos depuseram o presidente Nicolás Maduro.
Trump disse ao Axios que os Estados Unidos provavelmente voltariam à guerra dentro de cinco anos se não houver um líder favorável a Washington no Irã.
"O filho de Khamenei é inaceitável para mim. Queremos alguém que traga harmonia e paz para o Irã", disse Trump ao veículo.
Não está claro de que forma Trump poderia desempenhar um papel na escolha de um novo líder supremo da república islâmica, uma decisão tomada por uma assembleia de altos clérigos muçulmanos xiitas, em sua maioria fortemente contrários aos Estados Unidos. Trump foi criado como presbiteriano.
Mas, seus comentários indicam uma disposição de trabalhar com alguém de dentro da república em vez de tentar depor o governo, um inimigo declarado dos Estados Unidos desde que a revolução islâmica de 1979 depôs o xá pró-ocidental.
O filho do xá falecido, Reza Pahlavi, propôs voltar ao Irã como figura de transição antes de o país redigir uma nova Constituição como uma democracia laica.
Pahlavi disse mais cedo, nesta quinta-feira, que qualquer novo líder supremo da república islâmica seria ilegítimo.
Ali Khamenei, que governou o Irã desde 1989 com políticas de linha-dura que incluíam repressão interna e confronto com os países vizinhos, morreu no sábado em um ataque americano-israelense, no início da guerra dos dois aliados contra o Irã.
Seu filho, Mojtaba Khamenei, é considerado um dos aspirantes a suceder ao pai, que foi o segundo líder supremo iraniano depois do líder revolucionário, aiatolá Ruhollah Khomeini.
D.Schneider--BTB